Lindo"

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Tag da amiga Nilda do Artesanato da Nil:

Você reponde as perguntas, depois copia e leva para o seu blog, posta suas respostas e escolhe 11 amigas para responderem, passando assim o tag para os blogs escolhidos.
Aqui estão as perguntas com minhas respostas:
1- Como você descobriu seu dom para o artesanato?
R: Nas aulas de arte, quando eu ainda era criança.
2- Qual o significado do artesanato em sua vida?
R: Uma forma de expressar meus sentimentos.
3- Como surgiu a ideia de você criar um blog?
R.: Do desejo de compartilhar minhas aulas, minhas criações, coisitas que escrevo e outras que acho importantes para o crescimento do ser.
4- Como você definiria suas peças de artesanato?
R: Meus xodós.
5- Quais são suas principais características?
R.: Força para lutar, vontade de ser melhor.
6-  Qual seu maior sonho?
R.: Conseguir me melhorar como ser humano, acredito que se cada pessoa buscar viver os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo sua vida irá mudar radicalmente, e isso certamente transformará o mundo em lugar melhor.
7- Além do artesanato o que mais gosta de fazer?
R: Estar com quem eu amo: minha família, meus amigos. Viajar, meditar, ler, escrever, aprender sempre.
8- O que vem em primeiro lugar na sua vida?
R.: A busca por compreender e viver a vontade de Deus.
9- O que DEUS significa para você?
R.: O Criador de todos os Universos, o Pai amoroso que nos quer plenos, livres e felizes.
10- Como você definiria meu blog?
R.: Como um cantinho muito legal, onde encontro coisas lindas e muita criatividade.
11- Qual sua fonte de inspiraçao?
R.: Jesus Cristo.
Blogs que escolhi para responderem essa tag:
A Arte de Educar
Acredite no Amor - AME
A Caridade Nunca Falha
Artesanatos e Restaurações
Espiritual-idade
Espiritualismo - Um novo olhar para o 3° Milênio
Fábrica de Artes
Cantinho de Artes da Lú
Viver Fazendo Artes
Vivendo em outro país
Toys - Reciclagem Divertida e Artesanato.
Ok, espero que gostem.
Bjs, Paz e Luz!
Laura




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Procurando um anjo



Procurando um anjo
Certo dia, um menino perguntou à mãe:
-"Os anjos existem, mãezinha? Nunca vi nenhum! 
Como a mãe lhe disse que claro que os anjos existem, o menino resolveu que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.
-"É uma boa ideia"- respondeu a mãe. Irei com você. 
-"Mas a senhora anda muito devagar" - falou o menino. "A senhora tem um pé aleijado." 
No entanto, a mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, podia andar muito mais depressa do que ele pensava. Puseram-se então a caminhar.O menino saiu a saltitar e a correr. A mãe seguia-o a mancar com alguma dificuldade. 
De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos.
Dentro dela, uma mulher com um vistoso chapéu de belas plumas brancas nos cabelos pretos.Trazia algumas jóias tão brilhantes que pareciam pequenos sóis. O menino correu para a carruagem e perguntou àquela misteriosa personagem: 
-"A senhora é um Anjo?" 
Mas não recebeu resposta. Quando a mãe chegou juntou dele, o filho disse-lhe: 
-"Ela não era um anjo, não é verdade, mãezinha?" 

-"Claro, filho! Mas um dia tu poderás ser um!-  respondeu a mãe. 
Mais adiante uma jovem muito bonita , vestida de branco, encontrou este menino. Carregava lindas flores azuis, e, assim que o menino a viu, perguntou: 

-"Você é um Anjo?" 
Ela sorriu, levantou--o no ar e falou-lhe com ternura:

-"Ontem me disseram que eu era um!" 
E, enquanto acariciava aquele rosto infantil e o beijava, colocou o menino no chão. Mas colocou-o no chão tão rápido que o menino não conseguiu equilibrar-se e caiu. Aquela situação provocou a ira da moça, que pouco se importou com a dor que a queda originou no menino.

Ele ficou estatelado no chão a chorar bastante, até que chegou a mãe e lhe enxugou as lágrimas com o seu avental de algodão. Certamente, não era um anjo. 
Aquela criança abraçou a mãe e disse-lhe que estava muito cansado. 
-"Ó,Mãezinha, sabe de uma coisa? A senhora já é o meu ANJO! Leva-me de colo para casa?" 
-"Claro que sim, meu Anjo!"- disse a mãe. "Foi para isso que eu vim." 
Com o precioso TESOURO nos braços, a mãe foi coxeando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava. Então, o menino a abraçou com força e perguntou-lhe: 
-"Mãezinha, a senhora é um ANJO?" 
A mãe sorriu e disse baixinho: 
-"Já imaginou algum anjo de avental de algodão florido como o meu...?" 
 Livre adaptação do conto de William  J. Bennett
Paz e Luz!
Laura

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aula: “Piedade Filial”




Aula: “Piedade Filial”
Turma: Maternal  – Sala Meimei 
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
 III. Dinâmica Cooperativa
      DANÇA DAS CADEIRAS COOPERATIVA - Disponha as cadeiras como você faz no jogo tradicional das cadeiras. O segredo do jogo é não eliminar nenhum participante, só cadeiras, ou seja, a cada rodada, você retira uma cadeira e ainda assim todos deverão sentar-se, como puderem: no colo, no braço da cadeira, deitado sobre os colegas etc... Neste jogo não há vencedores.
IV. Atividades
1)     Contar a seguinte estória:
Procurando um anjo

Certo dia, um menino perguntou à mãe:
-"Os anjos existem, mãezinha? Nunca vi nenhum! 
Como a mãe lhe disse que claro que os anjos existem, o menino resolveu que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.
-"É uma boa idéia"- respondeu a mãe. Irei com você. 

-"Mas a senhora anda muito devagar" - falou o menino. "A senhora tem um pé aleijado." 

No entanto, a mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, podia andar muito mais depressa do que ele pensava. Puseram-se então a caminhar.O menino saiu a saltitar e a correr. A mãe seguia-o a mancar com alguma dificuldade. 

De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos.

Dentro dela, uma mulher com um vistoso chapéu de belas plumas brancas nos cabelos pretos.Trazia algumas jóias tão brilhantes que pareciam pequenos sóis. O menino correu para a carruagem e perguntou àquela misteriosa personagem: 

-"A senhora é um Anjo?" 

Mas não recebeu resposta. Quando a mãe chegou juntou dele, o filho disse-lhe: 

-"Ela não era um anjo, não é verdade, mãezinha?" 
-"Claro, filho! Mas um dia tu poderás ser um!-  respondeu a mãe. 
Mais adiante uma jovem muito bonita , vestida de branco, encontrou este menino. Carregava lindas flores azuis, e, assim que o menino a viu, perguntou: 

-"Você é um Anjo?" 

Ela sorriu, levantou--o no ar e falou-lhe com ternura:
-"Ontem me disseram que eu era um!" 
E, enquanto acariciava aquele rosto infantil e o beijava, colocou o menino no chão. Mas colocou-o no chão tão rápido que o menino não conseguiu equilibrar-se e caiu. Aquela situação provocou a ira da moça, que pouco se importou com a dor que a queda originou no menino.

Ele ficou estatelado no chão a chorar bastante, até que chegou a mãe e lhe enxugou as lágrimas com o seu avental de algodão. Certamente, não era um anjo. 
Aquela criança abraçou a mãe e disse-lhe que estava muito cansado. 
-"Ó,Mãezinha, sabe de uma coisa? A senhora já é o meu ANJO! Leva-me de colo para casa?" 
-"Claro que sim, meu Anjo!"- disse a mãe. "Foi para isso que eu vim." 
Com o precioso TESOURO nos braços, a mãe foi coxeando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava. Então, o menino a abraçou com força e perguntou-lhe: 
-"Mãezinha, a senhora é um ANJO?" 
A mãe sorriu e disse baixinho: 
-"Já imaginou algum anjo de avental de algodão florido como o meu...?" 
3)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e da estória.
           4)    Arte.
                  Vamos fazer uma mamãe para enfeitar a sala?
Material:
Colher de pau, tinta, retalhos de: tecido, lã e fita, contas, olhinhos de plástico, botões. 
V. Prece Final. 
Paz e Luz!
Laura


terça-feira, 12 de junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

Presente do Jardim

Este selinho foi preparado com  muito carinho para presentear a todos vocês que vêm aqui haurir de minhas energias positivas, emanadas constantemente em prol de todo o Universo.Esse Jardim Secreto foi plantado para espalhar beleza, alegria e paz pelo mundo.Você, com suas visitas, é parte desse lindo projeto,Obrigada, volte sempre!

Paz e Luz!Laura 





A importância do Amor


    A Importância do Amor
por Laura Souza Machado        
             Em tempos como esse que estamos vivendo, de transição planetária, urge cultivarmos no âmago do nosso ser o Amor. Amor incondicional, fraternal, que abarque a todos e a toda a criação. 
Viver o amor é, mais que um novo modo de vida, um retorno ao âmago de nosso ser, à Casa do Pai.
            Sim, como o filho pródigo, após milênios e milênios de dilapidação do nosso patrimônio emocional e afetivo, chegamos agora à conclusão de que essa vida divorciada da natureza, apartada da essência divina que habita em cada um de nós é ilusória, antinatural e só nos trás dissabores, aflições, mágoa e depressão.
            Nunca dantes a humanidade terrena viveu com tanto conforto  facilidade material. Nunca teve a seu favor tanta tecnologia, mas nunca houve tanta depressão, tanto desamor, tanto desrespeito.
            Será a tecnologia a solução  para a humanidade, então?
            Não, certamente que não. Essa vida artificial, desligada do todo, em que vamos derivando como uma embarcação sem rumo, pensando em sempre ter mais, ter um carro novo, ter uma casa nova, ter um novo emprego, ter, ter, ter... É inversamente proporcional às nossas necessidades mais reais e prementes.
            Quando será que nos esquecemos ser filhos de Deus, co-criadores, portanto, do Plano Divino?
            Somos frutos do Sonho do Criador.
            O que terá o Criador sonhado para a Humanidade? Certamente não essa vida baseada em valores efêmeros e doentios.
            Fomos criados para o progresso. Sobretudo para o progresso moral. Não estou dizendo que devamos voltar a morar em cavernas e nos vestirmos de pele de animais. A tecnologia é um dom dado por Deus aos homens para que possamos viver melhor. O que acontece é que , no meio do caminho, transformamos o meio em fim.
            A finalidade precípua de nossa vida deve ser o progresso espiritual, a busca pelo Divino. Os meios científicos e tecnológicos alcançados pela humanidade devem ser vistos e utilizados tão somente como ferramenta para esse fim. Não como o fim em si, ou seja, o propósito de nossa vida não é juntar bens materiais e nem viver uma vida artificialmente prazerosa. A loucura que acomete a humanidade faz com que a maioria de nós viva uma desenfreada procura pelo prazer, seja o prazer físico estimulado até o limite pelo sexo desenfreado, pelas drogas lícitas e ilícitas, pela má qualidade e grande quantidade dos alimentos por nós ingeridos, pelas noitadas boêmias... Tudo isso, ao final, leva o ser humano a uma realidade constante de insatisfação e consumismo desenfreado.
Queremos sempre mais, e, quando conseguimos, nunca satisfeitos, passamos a almejar outros bens, para o que nos matamos de trabalhar e não damos atenção a nós mesmos, a nossos filhos, a nossos companheiros e companheiras de jornada.
            Onde a sensação de aconchego familiar? Onde a sensação de paz, harmonia e fraternidade?
            Bem aqui, meus queridos, dentro de nós mesmos! Aqui mora todo o aconchego e amor que necessitamos. Quando nos emaranhamos na busca por nós mesmos, a trilha do autoconhecimento nos leva como um roldão para a plenitude do amor, da paz, da harmonia.
            Quando a insatisfação por essa vida bizarra nos acomete e tomamos consciência da real necessidade de nossa alma somos levados a encontrar o caminho da Verdade.
            Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece.
            Uma série de “coincidências” nos leva ao contato com outros seres que também desejam o retorno à sua origem divina. Isso é chamado de sincronicidade.
            Quanto mais desejarmos realmente, co toda a força de nossos corações, viver para o Bem, mais seremos levados nessa direção.
            O Mestre Jesus nos prometeu que estaria conosco até o fim dos tempos. Ele está a nossa espera, e através de seus prepostos age incansavelmente para nos tirar da escuridão de Maya (a falsa realidade).
            Foi urgente para mim essa metanoia (mudança de mentalidade). Foi urgente para mim entrar no casulo, hibernar por um longo tempo, apreender ensinamentos antigos e redescobrir o Divino dentro de meu coração . Foi urgente empreender essa jornada de busca por mim mesma.
            Agora é urgente continuar na senda, mas é também urgente irradiar esse amor infinito que descobri morar em meu coração para todo o planeta, toda forma de vida, toda criatura, todo o Universo! E sinto através da conexão que certamente existe entre tudo e todos - pois somos todos um – que milhares e milhares de corações, nesse mesmo momento, vibram nessa faixa de amor incondicional e gratidão profunda a Deus e ao Universo por essa linda oportunidade de voltar para Casa!
नमस्ते Namastê – o deus que há em mim saúda o deus que há em ti!    

Paz e Luz!
Laura

quinta-feira, 7 de junho de 2012

4º Humanizar Sul Fluminense

Humanizar

     De 18 a 20 de  Maio de 2012 aconteceu o 4º Humanizar Sul Fluminense, atendendo a diretrizes fixadas pela Espiritualidade Superior. No Portal Humanizar encontramos a história desse importante evento:
"Segundo o Doutor Bezerra de Menezes, o surgimento e a implantação do Espiritismo na Terra, obedeceu a um roteiro de planejamento feito pelo Espírito Verdade de três ciclos de setenta anos.
Atualmente, de acordo com esse planejamento, estamos no alvorecer do terceiro ciclo, também chamado período da maioridade das 
idéias espíritas.
O ponto nuclear dessa etapa é conhecido como humanização, isto 
é, o conjunto de iniciativas e atitudes que forjarão caracteristicas 
morais focadas no ser humano. Isso implica em trabalhar pela 
construção de relações mais afetivas e legitimamente fraternas, 
colocando as normas e convenções a serviço deste objetivo.
Nesse sentido, o Centro Espírita é o ambiente educacional apropriado para as mudanças tão esperadas na convivência e na condução das atividades. 
A humanização, portanto, significa uma renovação de referências 
comportamentais sem as quais nossas agremiações doutrinárias 
correm o risco de estacionarem no convencionalismo que sufocou o cristianismo primitivo."
    Em tributo a toda a Equipe do Humanizar Sul Fluminense, e para todos nós que fomos agraciados com a participação naquela festa espiritual, apresentamos essa lembrança:






Obrigada a toda a Equipe que preparou cada detalhe do Evento com tanto cuidado e carinho:
Aírton José Gomes
Eliana Itaborahy Ferreira
Dorian Santos Félix
Anna Beatriz de Melo Avelar
Anderson Luiz da Costa
Cristina de Lima Fernandes Carvalho
Cristina Requião Correa de Monlevad
Gilson Felisberto de Assis Filho
Jacqueline de Souza Forster
Marcio Marinho Nogueira
Marcelo Wutke Nogueira
Cleide Figueiredo Wutke Nogueira
Reinaldo Bruno Bastos
Lucia Abrantes Jardim
Paz e Luz!
Laura




quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Carta do Cacique Seattle, em 1855




Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz mais de um século e meio. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

Há muito para refletirmos, não acham? E ainda nos chamamos de civilizados...
Paz e Luz!
Laura



Doar é Ganhar









Doar é ganhar

           Havia uma aldeia no meio da floresta. Lá morava um povo muito antigo e muito sábio. Era uma tribo de índios, onde viviam Oribá e Jurecê. Oribá era um menininho muito alegre e sua irmãzinha Jurecê amava fazer o bem. Os dois irmãozinhos adoravam ir até a oca do velho Itajuí para ouvir suas lindas história e aprender muito com o velhinho tão sábio.
           Um dia Oribá e Jurecê foram estudar em uma cidade perto da aldeia. Chegaram lá e acharam tudo muito diferente. Logo fizeram muitos amigos. Paulinho e Maria eram seus melhores amigos na escola.
           Certo dia a professora chegou na aula e falou que eles tinham de se preparar pois fariam uma visita a um asilo. As crianças ficaram agitadas, mas Oribá e Jurecê perguntaram à professora o que era um asilo.
           Ela explicou que um asilo era onde ficavam as pessoas idosas que não tinham quem cuidasse delas.
           Oribá e Jurecê ficaram estarrecidos, pois lá na sua aldeia os idosos eram muito amados, respeitados e cuidados por todos.
           Oribá falou:
           - Não entendo, professora, aqui na cidade dos homens brancos tem tanta coisa: televisão, rádio, computador, celular, vídeo-game. Lá na aldeia não tem nada disso. Aqui tem muito desenvolvimento de coisas, mas me descukpe, acho que lá na aldeia nós temos mais desenvolvimento de amor.
           - Por que você está dizendo isso, Oribá?
           - Ora, Professora, lá na aldeia não precisa ter asilo nem orfanato. Todos cuidam de todos. Sabemos que os idosos são cheios de sabedoria e amor. Eles podem ter seu corpo enfraquecido, seus cabelos brancos, às vezes se esquecem das coisas ou ficam repetindo a mesma história ou fazendo a mesma pergunta muitas vezes, mas lá nós não nos incomodamos com isso.
           - É, professora, completou Jurecê, não ligamos porque sabemos que eles construíram tudo antes de nós, são os mais sábios, pois viveram mais, e como cuidaram de nós temos a obrigação de cuidar deles.
           Paulinho e Maria tiveram uma grande idéia:
           - Professora, disse Maria, ouvindo o que Oribá e Jurecê falaram eu e o Paulinho pensamos em fazer uma grande surpresa para todos os vovôs e vovós do asilo. Vamos recolher algumas coisinhas para levar de presente, mas o maior presente será mostrarmos todo o amor e carinho por eles, e muito respeito, como fazem lá na aldeia.
           Todos ficaram muito entusiasmados, e conversando resolveram preparar presentes vindos de seus corações para os vovôs e vovós do asilo: uns iam cantar, outros dançar, outros recitar poesias. O melhor presente, entretanto, seria o amor, carinho e respeito com  que dariam com todos os idosos a partir daquele dia, quando aprenderam o quanto eles eram importantes.
           No fim, Jucerê falou:
           _ Vocês vão ter uma grande surpresa! Nós vamos lá pensando em doar tudo isso para os velhinhos, mas vocês vão ver que nós é que vamos ganhar, pois nossos corações vão se encher de paz e alegria!
           Essa foi uma lição inesquecível para todos.
Laura Souza  Machado
Paz e Luz!
Laura

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