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terça-feira, 8 de maio de 2012

Aula O óbulo da viúva - 1º Ciclo


Aula: “O óbulo da viúva.”
Turma: 1º Ciclo - Turma Dr. Bezerra de Menezes
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
 III – Dinâmica
      Material:
- Caixinhas de presente – em número igual ao número de Evangelizandos. No exterior todas as caixinhas devem ser iguais – pequenas, bonitas, enfeitadas com papel de presente e laços de fita. Metade das caixinhas deve ter em seu interior dois bombons, a outra metade duas bolinhas de jornal amassado em forma de bombom.
Desenvolvimento:
Dividir a turma em duplas. Colocar os Evangelizandos sentados em duas fileiras, uma de frente para a outra, a uma distância de aproximadamente 40 cm.
Dizer que ganharão um presente mas só poderão abri-lo quando forem autorizados. Enquanto estiver distribindo as caixinhas dizer que todos os pesentes são iguais, e que você teve o auxílio de uma vizinha para embrulhá-los.
Quando todas as caixinhas tiverem sido distribuídas dar o comando para que eles abram o presente. Observar a reação dos Evangelizandos. Simular espanto. Dizer: - mas o que será que aconteceu? Minha vizinha se enganou, os bombons de jornal eram para serem usados na aula. Meu Deus, e agora? Como vamos fazer?
Estimule a reação dos Evangelizandos. Espere para ver se aqueles que ganharam os bombons irão dividi-los com os que ganharam o jornal. Se não dividirem, leve-os a fazerem isso com carinho e já entrando no tema da aula. Se algum disser: - mas  eu só tenho dois bombons! Diga que conheceão nessa aula uma história do tempo do Mestre Jesus  que irá mostrar uma senhora que tinha muito pouco, mas mesmo assim ofertou com alegria.
IV – Atividades
1)    Passar o vídeo Midinho: A Oferta da Viúva Pobre:



2)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e  do vídeo.

3)    Labirinto:


4) Descubra a palavra   



5)Arte .
    Vamos colorir essa gravura da história que aprendemos hoje?
 Obs.: Colocar uma lixa de parede por baixo do papel, as crianças deverão pintar                com giz de cera assim a pintura ficará texturizada.







5)    Cantar a música "Fim dos Tempos"




      Letra:
      Vem, Jesus, divino amigo vem trazer a tua paz

Só Tu és o nosso abrigo e venturas mil nos traz
Vem ó meigo Nazareno, este mundo consolar
Vem, com teu olhar sereno, toda a Terra ilunimar

Afastar do mundo a guerra, o chacal davorador
Que desrói tudo na terra, espalhando luto e dor
Há gemidos de aflição, já não há mais primavera
Criancinhas pedem pão, homens lutam com feras

Vem Senhor, vem reflorir os caminhos
Vem Senhor, vem perfumar corações
Exterminar a dor e fazer calar os canhões
Vem Senhor, com teu amor tão profundo
Iluminar consciências e fazer feliz o mundo


Subsídios para o Evangelizador:

Wilson Longobucco 


Caridade não se confunde com filantropia 

Diz o texto evangélico, narrado por Marcos, 12:41; passagem significativa, em que estando Jesus sentado defronte do gasofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. Nisso, veio também uma pobre mulher que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma.

Chamando então seus discípulos, disse-lhes: "Em verdade vos digo que esta pobre mulher deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gasofilácio; por isso que todos deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento”. 

Jesus se refere àqueles que doam do que lhes sobra, e que fazem questão de serem reconhecidos pelo que fazem. Ao passo que aquela mulher, pelo contrário, doou o que fazia falta; tudo que tinha para seu sustento. Praticou a verdadeira caridade. 

Existe uma grande diferença entre caridade e esmola. Na esmola damos o que de fato está sobrando; e muitas vezes o fazemos para nos livrar do pedinte. Doamos uma pequena moeda e pronto, afastamos imediatamente a pessoa que nos importuna. Isso, pelo contrário, é verdadeiramente uma autêntica descaridade; pois humilhamos à pessoa. 

A caridade é diferente. Virtude por excelência; constituiu a mais alta expressão do sentimento humano. Fazer caridade é doar eternamente; saber ouvir, ser atencioso, dar carinho, respeitar os idosos, abraçar os deficientes físicos etc. 

No entanto, a caridade não pode confundir-se com filantropia; que não deixa de ser ajuda ao semelhante. E quem são os filantropos? São indivíduos que destinam altas somas para obras de incontestáveis valores. São os que financiam os setores da Ciência, das Artes, da Música etc. Podemos até citar como um dos maiores filantropos do mundo o Sr. Bill Gates, dono da Microsoft, o maior programa de processamento da Internet. Ele faz doações altíssimas, de 1, 2 bilhões de dólares; inclusive para o Brasil. 

Outro grande filantropo foi o Sr. Roberto Marinho, recentemente desencarnado, com a Fundação que leva o seu nome. Outro grande filantropo brasileiro, e também já desencarnado, foi o nosso Airton Sena, campeão da Fórmula 1. Alias; continua sendo, através da sua fundação que hoje é dirigida por sua irmã Viviane Sena, onde são financiados grandes empreendimentos de caráter assistencial. 

Como o querido leitor pôde perceber, a caridade toma aspectos diferentes; não custa nada. É espontânea; não espera recompensa. Tem como finalidade ajudar sem olhar a quem. 

A caridade para ser praticada nada exige, e, no entanto, tudo oferece. Pode ser caridoso o homem que nada detém e é capaz de amar até ao sacrifício da própria vida. Enquanto que o filantropo se exalça, mediante o excedente de que salutarmente se utiliza, na preservação do bem, na edificação da beleza, na manutenção da saúde. 

Para a legítima caridade é imprescindível a fé, sem o que não lobriga a transcendente finalidade. Sem embargo, para a aplicação filantrópica, basta um arroubo momentâneo, uma motivação estimulante, uma explosão idealista. A caridade é sobretudo cristã e esteve sempre presente em toda a vida de Jesus, seu insuperável divulgador e expoente, porque repassa todas as suas doações com o inefável amor,mesmo quando visitado pelo impositivo da energia. 


A filantropia, não obstante o valioso tributo de que se reveste, independe da fé, não se caracteriza pelo sentimento cristão, é irreligiosa, brotando em qualquer indivíduo, mesmo entre déspotas ou estróinas, vaidosos ou usurpadores, o que significa já avançado passo de elevação moral. 

Ideal, porém, seria o filantropo atingir a mais alta expressão do seu investimento, culminando na caridade que transforma o próprio doador como alguns hão logrado. 

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nosso iguais, ou nossos superiores. 

O apóstolo Paulo, o incomparável pregoeiro das verdades eternas, melhor do que ninguém, escrevendo aos Coríntios a sua Primeira Carta, nos versículos 1 a 7 e 13 no Capítulo XIII, definiu a caridade na sua máxima significação: "Mesmo quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade serei como o bronze que soa ou um címbalo que retine; ainda quando tivesse o dom da profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. E, quando houvesse distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria." • 

Dados Bibliográficos 

O Evangelho Segundo o Espiritismo edição FEB. 

O Livro dos Espíritos - edição FEB. Estudos Espíritas - Joanna de Angelis. 
Revista Internacional de Espiritismo Dezembro de 2003
Nota: O autor integra o movimento espírita como divulgador e pesquisador da Doutrina Espírita. 
Texto retirado do site:


IV. Prece Final.

Paz e Luz!
Laura



domingo, 29 de abril de 2012

Aula: “Infortúnios Ocultos” 1º Ciclo




Aula: “Infortúnios Ocultos.”
Turma: 1º Ciclo – Sala Dr. Bezerra de Menezes
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
 III. Atividades
1)     Explicar aos Evangelizandos que:
Quando acontece um grande desastre, como uma inundação, um terremoto, um furacão, um tsunami, graças a Deus  as pessoas do mundo inteiro se unem para ajudar as vítimas daquelas tragédias, os governos, as instituições com ao Cruz Vermelha e os Médicos sem Fronteiras (explicar o que são) encaminham voluntários para aquele local. Mas acontece que a toda hora existem muitas calamidades acontecendo com as pessoas a nossa volta, que muitas vezes a gente nem sabe, outras a gente fica sabendo e não dá atenção ou nem se interessa. São pessoas que estão numa cama doentes, ou pais de família desempregados,  pessoas que bebem, usam drogas, mães de família que não tem comida para dar aos filhos. E os bons espíritos nos ensina que são esses os infortúnios discretos e ocultos, que devemos saber descobrir e ir até lá para auxiliar, sem esperar que venham pedir ajuda. E ainda mais, devemos ajudar sem ferir, respeitando nossos irmãos.

2)    Tele-Jornal
(Coloca-se uma música de chamada de fundo. Monta-se o cenário com uma caixa de papelão grande, cujo centro foi cortado e as bordas encapadas de preto – a TV. Dois Evangelizandos estão sentados por trás da moldura, tendo uma mesinha à sua frente com um notebook em cima ou folhas de papel arrumadas).
Apresentador – Boa tarde. Bem vindos a mais um telejornal “Franciscando”.
Apresentadora: Boa tarde. Hoje temos imenso prazer em divulgar uma notícia que vêm correndo de boca e m boca já há algum tempo. É muito bom saber que quando acontece uma grande tragédia vários governos, organizações e entidades se unem para ajudar aquelas pessoas, como nas grandes enchentes, terremotos, tsunamis.
Apresentador: É, mas nós nos esquecemos daquelas tgragédias ocultas, aquelas que ficam escondidas no dia-a-dia, que acontecem a todo o momento com gente comum, simples.
Apresentadora: Gente que não reclama, se esconde... Pois bem, chegou ao conhecimento de nosso programa que há uma pessoa que realmente se preocupa com esses desafortunados.
Apresentador: E faz isso cumprindo rigorosamente os ensinamentos de Jesus,  vamos assistir a reportagem  feita por nossos repórteres – boa tarde, Jeferson.
Jeferson - Boa tarde, Clodoaldo. Boa tarde, Camila. Boa tarde a você, telespectador. Estou aqui com a Dona Rosália. Boa tarde, Dona
Dona Rosália: Boa tarde.
Jeferson: - A Dona Poderia contar para nossos amigos onde vive?
Dona Rosália: - Moro em um barraco lá no morro.
Jeferson: - E a senhora conhece a dama que recebeu o apelido de Irma dos Pobres?
Dona Rosália: - Bem, meu marido não tem carteira assinada, faz bico prá gente sobreviver. Há dois meses ele caiu da laje em uma obra e ficou internado no Hospital do Retiro até a semana passada.
Jeferson: - Se ele vive de bico, então ficou esse tempo sem trabalhar e não tem INSS, não é?
Dona Rosália: - É isso mesmo. O senhor sabe, eu lavo umas roupas para fora, mas não posso fazer mais que isso, porque tenho 5 filhos pequenos, uma escadinha.
Jeferson: - E como a senhora se ajeitou com as crianças?
Dona Rosália: Foi aí que conheci aquele anjo. Três dias depois do Zé estar no Hospital ela bateu na minha porta. Era uma senhora distinta, mas não vestia roupas extravagantes como muitas. Vinha acompanhada de ma menina também vestida com  modéstia, trazia em uma mão carrinho grande e na outra um ramalhete de flores.
Jeferson: Como ela ficou sabendo da senhora?
Dra. Rosália – Não sei, só sei que ela me disse que era uma amiga, e me pediu para entrar, não é, Romualdo?
Romualdo _ É sim, mamãe. Ela se sentou no sofá, sorriu para nós, pegou Betinho no colo.
DONA Rosália: Ela me disse que ficou sabendo do acidente do Zé, e sentia muito. Disse que já passara por situações difíceis, e sabia como era difícil para quem não está acostumado a precisar dos outros. Falou que gostaria de ser minha amiga, e se eu não me importasse gostaria de me visitar para conversarmos, fazermos uma prece.  Disse que ficaria muito feliz se eu aceitasse um pequeno presente.
Jeferson: Um presente?
DONA Rosália: É, ela tinha levado dentro do carrinho mantimentos, leite, umas frutas e até uns doces pras crianças, além de agasalhos e meias. Ela falou, sorrindo, que gostava de presentear os amigos, e quando o Zé melhorasse eu poderia aprender a fazer agasalhos e meia de tricô para presentear outros amigos na mesma situação. Chamou isso de Corrente do Bem, como um filme que passou na televisão.
- Jeferson: E como é o nome dela?
- DONA Rosália: É Maria. A única coisa que sei, Maria como a Mãe de Jesus.
- Jeferson: A senhora sabe onde ela mora?
- DONA Rosália – Não. Sei que ela mora onde precisam dela aqui no morro, isso é o que nos importa.
- Jeferson: - Obrigada, DONA Rosária.
- DONA Rosária: por nada.
Jeferson: - Vamos agora para a redação.
- Camila – Pois é, a misteriosa Maria além de ajudar a família compareceu ao Hospital para acalmar o Sr. José, dizendo-lhe que nada lhe faltaria.
- Clodoaldo: E não é só isso, lá no morro são muitas as famílias assistidas por ela, que entretanto prefere manter o anonimato.
- Camila – É, Clodoaldo, foi assim que o Mestre Jesus nos ensinou. Tenham uma boa tarde.

3)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e do tele jornal.

4)    Jogo Infortúnio Oculto:
Ampliar a figura abaixo, imprimir e colar em uma cartolina. Os Evangelizandos deverão identificar as figuras que  retratam infortúnios ocultos.  Será sorteado quem vai começar a jogar, então cada um receberá um jogo de marcadores (os marcadores poderão ser confeccionados de tampas de garrafa pet, sendo que as crianças deverão receber marcadores de cores diferentes para serem identificadas). Cada Evangelizando terá dez segundos para achar sua figura, findo o tempo passará a vez para o jogador seguinte, até o término do jogo.  
- O tabuleiro só deve ser colocado sobre a mesa quando as regras já tiverem sido explicadas, os marcadores distribuídos e o primeiro jogador sorteado, ou seja, no momento exato do jogo comeeçar.
- os dez segundos de cada jogador deverão ser contados por todos os participantes, inclusive o Evangelizador.



5)    Perguntar aos Evangelizandos se eles conhecem algum caso de pessoas que estão passando por problemas de doença, desemprego, tristezas, perdas. Depois perguntar o que poderíamos fazer para ajudar? Escolher uma das situações apresentadas. Criar em conjunto um “Projeto Caridade”. Pedir à turma para estabelecer as metas, as ações, os prazos e implementar a realização do projeto. Acompanhar até que seja cumprido.
Modelo:

PROJETO CARIDADE

1 – Descrição do infortúnio:
2 – Quem passa pelo infortúnio?
3 – Onde está?
4 – O que podemos fazer para ajudar?
5 – Como vamos fazer?
6 – Quando faremos?


6)    Cantar a música “Antes” do Grupo AME – CD Traduções:

      Letra:

            “Deus me faça leve, lépido como a luz

            Pra que eu chegue rápido onde vai doer ainda em você

           E antes da lágrima cair, antes, bem antes de você pedir
           Eu já cheguei, já abracei, já enganei a sua dor”.






Subsídios para o Evangelizador:

Os Infortúnios Ocultos e as Grandes Desgraças
Dentre as muitas catástrofes que marcaram os últimos anos, duas se destacam pela sua violência. A primeira se deu no dia 11 de setembro de 2001, quando o mundo todo assistiu, estarrecido, ao atentado terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, uma tragédia de enormes proporções, provocada integralmente pelo homem e que teve com saldo mais de dez mil mortos e uma escalada de violência sem igual desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A segunda teve causa natural. Foi no dia 26 de dezembro passado, quando ocorreu um maremoto gigantesco em conseqüência de um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, com epicentro localizado no leito do mar próximo à Ilha de Sumatra, matando mais de sessenta mil pessoas em diversos países da Ásia e na costa leste da África. Foi considerado o mais violento no planeta nos últimos 40 anos.
No Capítulo VI Parte 3a de O Livro dos Espíritos, Kardec trata da Lei de Destruição, sendo a Questão 737 particularmente importante para o nosso estudo.
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”
É evidente a aceleração causada pelas grandes catástrofes no resgate de dívidas contraídas no decurso de existências anteriores. O que interessa para nosso estudo, no entanto, é outro tipo de progresso que é acelerado pelos flagelos destruidores. Trata-se do progresso da caridade na alma dos homens.
As grandes catástrofes chocam a opinião pública, tocando fundo na consciência das pessoas, pois a mídia não as omite, antes fazendo delas suas principais manchetes por dias ou semanas. As pessoas se associam no trabalho voluntário, coletam e fornecem donativos dos mais variados, se envolvem como podem no esforço de ajudar as vítimas e reconstruir o que foi destruído. Após os grandes flagelos vê-se, sempre, grande mobilização de recursos de toda natureza. Em tais momentos, atos de heroísmo que, em outras circunstâncias, passariam despercebidos, acabam sendo divulgados aos quatro cantos do planeta, emocionando pessoas por toda parte, servindo de inspiração e exemplo para emulação.
Kardec nos chama a atenção, no entanto, para os infortúnios ocultos, as desgraças particulares que, apesar de dispersas e sem interesse para a mídia, formam, no todo, um volume de desgraças muitas vezes superior à soma de todos os grandes flagelos que a mídia tanto propaga. Ser caridoso ou heróico no atendimento a um infortúnio oculto jamais será divulgado na mídia, tornando o autor mais meritório perante Deus.
Quem é caridoso de coração encontra os infortúnios ocultos à sua volta, no lar, nas ruas, no trabalho ou onde quer que seja e, tendo-o encontrado, logo se põe a serviço, procurando minimizar o sofrimento dos infortunados. Para que possamos encontrar os infortúnios ocultos é necessário que calemos nosso ego e foquemos a atenção no próximo. O necessitado pode estar do nosso lado todo o dia e nunca o termos percebido, pois as demandas de nossas emoções descontroladas somente permitem que vejamos nossas próprias necessidades e carências.
Aprender a ser caridoso sem a pressão emocional dos grandes flagelos requer força de vontade e dedicação. E, sendo assim, não é de se estranhar que Kardec tenha ocupado a maior parte da seção em que fala dos infortúnios ocultos com um exemplo de como uma senhora praticava a caridade ao mesmo tempo em que exemplificava e explicava à sua filha como fazê-lo. A esse propósito, é bom saber que ...
Caridade se Ensina às Crianças
Sim, caridade se ensina, por palavras e, sobretudo, pelo exemplo. Como as crianças não trabalham e, desse modo, não possuem dinheiro ganho com seus próprios esforços, é uma excelente oportunidade para que mostremos a elas como podem fazer caridade sem dar esmolas. Podemos envolvê-las nas ações caritativas pedindo sua participação com trabalhos que estejam ao seu alcance, valorizando esses trabalhos e explicando o mérito dos mesmos. Podemos envolvê-las nas preces pelos necessitados. São muitas as maneiras de ensinarmos a caridade às crianças.
Levando as crianças a nos acompanhar em atividades caritativas passarmos a ter parâmetros com os quais poderemos comparar se os desejos que nos manifestam são justos e necessários. Um filho que tenha consciência da existência de outras crianças que não têm o que comer é mais facilmente convencido de que não deve falar mal da comida que lhe servem, que deve comê-la com respeito, que deve orar a Deus em agradecimento por tê-la disponível e que não deve ficar pedindo guloseimas a toda hora. Sabendo que há pessoas que não têm o que vestir, não se tornará um escravo da moda, sabendo se vestir com simplicidade. Sabendo, enfim, que muitos não têm onde morar, não têm acesso a médicos quando estão doentes nem a consolo quando se sentem perturbados emocionalmente, nossos filhos serão homens de bem quando crescerem, conscientes do quanto tiveram para crescer e se educarem e, provavelmente, saberão ajudar aos necessitados sempre que os encontrarem.
Lembrando que a caridade não é apenas material mas, também, moral, devemos constantemente, pelo exemplo, principalmente, mas também, pelas palavras, ensinar às crianças a serem tolerantes, pacientes e gentis com seus colegas e amigos, em primeiro lugar, mas também com as demais pessoas com que se relacionam ao longo do dia. Podemos ensiná-las a identificar os infortúnios ocultos de modo que saibam desde pequenos quando devem ser tolerantes, compreensivos e prestativos quando alguém com que se relacionam demonstre os sintomas de sofrimento físico ou moral.
Mais que homens de bem, se ensinarmos a nossos filhos a caridade moral, além da material, eles serão os verdadeiros cristãos de que a nossa Terra precisa para se tornar o mundo de regeneração que tanto esperamos e pelo qual tanto oramos.
Texto de Renato Costa, retirado do site:

 IV. Prece Final.
Paz e luz!
Laura


terça-feira, 24 de abril de 2012

Aula: “Fazer o bem sem ostentação.”



Aula: “Fazer o bem sem ostentação.”
Turma: 1º Ciclo – Sala Dr. Bezerra de Menezes
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
III. Atividades
1)     Explicar aos Evangelizandos que Jesus nos ensinou:
“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. - Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. - (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)
Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. - Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderás curar-me. - Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. - Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)
Jesus quis que entendêssemos que devemos sempre fazer a caridade, mas fazê-la sem esperar nada em troca, nem reconhecimento, nem agradecimentos, seja do irmão a quem socorramos ou de outras pessoas. Mais ainda, devemos praticar a caridade sem sair contando para todo mundo, porque quem faz isso está, no fundo, querendo “aparecer”, querendo que todos o apontem e digam: _ olha como ele é bom, ajuda muita gente! Isso não é bondade, é desejar ser aclamado, é orgulho e vaidade.

2)    Jogral – A CARIDADE (ESE Cap. 13)
Imprimir o texto abaixo, dividi-lo entre os Evangelizandos conforme identificado. Eles ficarão juntos, nunca enfileirados nem ao lado um do outro, devem ocupar o espaço delimitado bem divididos. O que for falar chegará à frente para ler sua fala. Nas partes onde todos falarão devem ir falando e trocando de lugar, numa coreografia bem bonita.

TODOS: Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.

1 -  Fiz nesta manhã o meu passeio habitual, e com o coração magoado venho  dizer a vocês: Oh, meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto vocês têm que fazer para secá-las todas!

2 - Inutilmente tentei consolar as pobres mães, dizendo baixinho nos seus ouvidos: Coragem! Há corações bondosos que velam por vocês, que não lhes abandonarão; paciência! Deus existe, e vocês são as suas amadas, as suas eleitas.

3 – As pobres mães pareciam me ouvir e voltavam para mim os seus grandes olhos assustados. Eu lia em suas tristes faces que o corpo, esse tirano do Espírito, tinha fome, e que, se as minhas palavras tranqüilizavam um pouco o coração delas, não lhes saciavam o estômago.

4 - Então eu repetia: Coragem! Coragem! E uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e ergueu-a no espaço vazio, como para me rogar que protegesse aquele pobre e pequeno ser, que só encontrava num seio seco alimento insuficiente.

TODOS: Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.

1 - mais adiante, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e por isso sem abrigo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados de sua miséria, não se atrevendo, eles que jamais mendigaram, a implorar a piedade dos passantes.

2 - Coração empolgado de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles, e vou para toda parte estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos.

3 - Eis por que venho até vocês, meus amigos, e vos digo:

TODOS: Lá em baixo há infelizes cuja cesta está sem pão, o fogão sem gás e o leito sem cobertas.

4 - Não lhes digo o que vocês devem fazer, deixo a iniciativa aos seus bons corações; pois se eu lhes ditasse como se conduzirem, vocês não teriam o mérito de vossas boas ações.

TODOS: Eu vos digo somente: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos sofredores.
1 - Mas, se peço, também dou, e muito; eu convido vocês para uma grande festa e ofereço a árvore em que todos vocês poderão se saciar. Vejam como é bela, como está carregada de flores e de frutos!

2 - Vão, vão, colham, tomem todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência. Em lugar dos ramos que lhe arrancarem, colocarão todas as boas ações que vocês fizerem, e então eu levarei a árvore a Deus, para que Ele a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável.

3 - Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que eu possa contar vocês entre os que se alistam sob a minha bandeira.

TODOS: Sejam valentes para o bem: eu vos conduzirei pela via da salvação, porque eu sou a Caridade!                                   
3)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e do jogral.
4)    Distribuir as frases abaixo para que os Evangelizandos formem um cartaz em papel manilha – deverão decorar o cartaz com um lindo desenho pertinente ao tema.
“Nós que somos crianças podemos achar que não possuímos nada para podermos doar, pois ainda não trabalhamos nem temos dinheiro. Mas nós podemos doar algo muito mais importante: nosso amor, nosso sentimento, carinho e alegria.
Podemos também aprender a fazer algum trabalho manual para ajudar alguém: sapatinhos de tricô, porta-treco e flores de sucata, qualquer coisa que fizermos com amor será uma dádiva para os outros, mas especialmente para nós!”
5)    Jogo Roda Viva:
Cada Evangelizando elabora uma frase relacionada com a aula que pode ser verdadeira ou falsa. Mostra para a Evangelizadora já com a resposta (V) ou (F), se aprovada pela Evangelizadora, segura e não deixa ninguém vê-la.
Todos os Evangelizandos formam um círculo, sorteiam um deles que deve ficar no meio da roda com os olhos vendados. A roda gira e os alunos param (em silêncio); o Evangelizando que está no meio da roda aponta para um colega, que lhe diz sua frase; o Evangelizando que apontou – aquele que está no meio da roda, de olhos vendados, diz se a frase é verdadeira ou falsa; se ele errar, sai da roda, se acertar participa da roda. Quem falou a frase vai para o meio da roda. A brincadeira termina quando todas as frases forem ditas.

Subsídios para o Evangelizador:
“Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. -Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. - (S. MATEUS, cap. VI, vv. 1 a 4.)
Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. - Ao mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, poderá curar-me. - Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. - Disse-lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por Moisés, a fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, cap. VIII, vv. 1 a 4.)

Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. 

Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não cresse no que diz.

Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe irá bradar por toda a parte o benefício recebido! Quantos os que, de público, dão grandes somas e que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por isso que Jesus declarou: "Os que fazem o bem ostentosamente já receberam sua recompensa." Com efeito, aquele que procura a sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.

Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se há a modéstia real, também há a falsa modéstia, o simulacro da modéstia. Há pessoas que ocultam a mão que dá, tendo, porém, o cuidado de deixar aparecer um pedacinho, olhando em volta para verificar se alguém não o terá visto ocultá-la. Indigna paródia das máximas do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são depreciados entre os homens, que não será perante Deus? Também esses já receberam na Terra sua recompensa. Foram vistos; estão satisfeitos por terem sido vistos. E tudo o que terão.

E qual poderá ser a recompensa do que faz pesar os seus benefícios sobre aquele que os recebe, que lhe impõe, de certo modo, testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir a sua posição, exaltando o preço dos sacrifícios a que se vota para beneficiá-lo? Oh! para esse, nem mesmo a recompensa terrestre existe, porquanto ele se vê privado da grata satisfação de ouvir bendizer-lhe do nome e é esse o primeiro castigo do seu orgulho. As lágrimas que seca por vaidade, em vez de subirem ao Céu, recaíram sobre o coração do aflito e o ulceraram. Do bem que praticou nenhum proveito lhe resulta, pois que ele o deplora, e todo benefício deplorado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência praticada sem ostentação tem duplo mérito. Além de ser caridade material, é caridade moral, visto que resguarda a suscetibilidade do beneficiado, faz-lhe aceitar o benefício, sem que seu amor-próprio se ressinta e salvaguardando-lhe a dignidade de homem, porquanto aceitar um serviço é coisa bem diversa de receber uma esmola. Ora, converter em esmola o serviço, pela maneira de prestá-lo, é humilhar o que o recebe, e, em humilhar a outrem, há sempre orgulho e maldade. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa no dissimular o benefício, no evitar até as simples aparências capazes de melindrar, dado que todo atrito moral aumenta o sofrimento que se origina da necessidade.

Ela sabe encontrar palavras brandas e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em presença do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. A verdadeira generosidade adquire toda a sublimidade, quando o benfeitor, invertendo os papéis, acha meios de figurar como beneficiado diante daquele a quem presta serviço. Eis o que significam estas palavras: "Não saiba a mão esquerda o que dá a direita."


B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - Que significam as palavras de Jesus "...não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita"?

2 - Por que Jesus afirma que os que alardeiam a caridade praticada já receberam sua recompensa?

3 - Como devemos agir para auxiliar o próximo?
A - Conclusão do Estudo:

Fazer o bem é dever de todos nós. Portanto, não há razão para buscarmos aplausos para os nossos atos. O verdadeiro bem age em silêncio, com a aprovação agradecida do beneficiário, o agrado de Deus e a satisfação interior de quem o pratica.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - Que significam as palavras de Jesus "...não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita"?

Que devemos fazer o bem pela satisfação de auxiliar o irmão necessitado, e não como meio de chamar atenção sobre nós mesmos.

" Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas..."

" Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza, admiravelmente, a beneficência modesta."

2 - Por que Jesus afirma que os que alardeiam a caridade praticada já receberam sua recompensa?

Porque, quem assim age, o faz movido por orgulho e vaidade, a fim de merecer os elogios das pessoas. E, sendo esse o seu propósito, o reconhecimento já lhe basta, porque seu orgulho foi satisfeito.

" Quando deres esmolas, não trombeteeis..."

" A prática do bem com ostentação é demonstração real de inferioridade moral."

3 - Como devemos agir para auxiliar o próximo?

Ajudando nosso irmão discretamente, em segredo; cuidando em ocultar nosso gesto e dando graças a Deus pela oportunidade, que nos concede, de praticar a caridade.

Na prática da caridade, o maior beneficiado não é quem a recebe, mas aquele que a pratica.


IV. Prece Final.

 Paz e luz!
Laura

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