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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aula: Sede Perfeitos - O Homem de Bem – Perdão



Aula: “Sede Perfeitos - O Homem de Bem – Perdão”
Turma: Adaptável a todas as idades
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.XVII, item 3, § 10

I – Acolhida e Harmonização. Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo e fazerem o seguinte exercício: com todos em silêncio, murmurar o nome de duas crianças que, sem ruído, trocam de lugar enquanto os outros permanecem imóveis. Continuar até todos trocarem de lugar.
2 – Relaxamento:
3 – Respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
  II. Prece.
 III. Atividades
1)   Pegar o “Baú do Tesouro” e colocá-lo no centro da mesa. Dizer: “Aqui está nosso baú do tesouro”, será que hoje vamos poder juntar mais bens espirituais aqui em nossa sala? Inquirir um a um sobre as virtudes cultivadas e boas ações praticadas durante a semana, preencher os coraçõezinhos com o nome de cada Evangelizando e o bem espiritual cultivado naquela semana, entregar para o mesmo colocá-lo no baú. Incentivá-los a continuar cultivando boas atitudes, bons pensamentos e boas palavras, a fim de promoverem a reforma íntima e “encherem” o Baú do Tesouro.
2)   Se não estiver chovendo, levar as crianças para o pátio onde vc previamente terá estendido um lençol bem clarinho (ou uma toalha). Pedir às crianças que se sentem para ouvir uma estória. Se estiver chovendo vc deverá estender o lençol na própria sala de aula. Dizer às  crianças que aconteceu um fato muito interessante com um garoto. Começar a narrar:
“O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
 Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado.
Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo
comigo.Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquele lençol branquinho que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco no lençol, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
Nesse momento o Evangelizador deverá interromper a narrativa e perguntar: alguém já lhe fez sentir tanta raiva que vocês, como o Juca, ficaram tão bravos? Aguardar as respostas. Abrir um saco de carvão e entregá-lo às crianças, que deverão ficar de pé bem afastadas do lençol. Propor que, como o Zeca, eles imaginem que o lençol seja aquelas pessoas a quem eles desejam agredir por haver ferido seus sentimentos. Lembrá-los: olhem, cada pedaço de carvão é um mau pensamento que vocês tiveram contra essa pessoa. Vão, joguem tudo nela!
Quando as crianças terminarem, pedir para se sentarem novamente. Perguntar: E então, como vocês estão se sentindo?
Depois das respostas, apresentar um espelho (se possível grande) E fazê-los observar que eles estão realmente muito sujos. Contar que isso também aconteceu com o Zeca, que quando terminou de esvaziar o saco de carvão viu seu pai aproximar-se e perguntar:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão no lençol.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto!  Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que o lençol se sujou, mas olhe só para
você: está muito mais sujo que ele! Quando desejamos o mau para os outros estamos “sujando” nosso coração com maus sentimentos. Podemos até atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos de ira e revolta, mas a borra, os resíduos, a fuligem desses maus pensamentos ficam sempre em nós mesmos, acumulando-se e nos causando desarmonias e doenças.”
3)   Ajudar as crianças a se limparem.
4)   Começar a explicar que:
Ø  Nossos sentimentos, nossas emoções influenciam nossa vida. Nós não conseguimos ver a energia fluindo através dos fios, mas quando ligamos o interruptor vemos a lâmpada se acender. Pedir aos Evangelizandos para olharem atentamente para as pás de um ventilador desligado e descrevê-las. Depois, ligar o ventilador na velocidade máxima e pedir para eles fazerem o mesmo. Explicar que eles  não conseguem ver as pás agora porque estão girando, mas apesar de não as conseguirem ver podem sentir o efeito que elas produzem (o vento).
Ø  Assim também funciona a energia que emana de nós, através do que pensamos e sentimos. Não podemos vê-la, mas sentimos e os outros também a sentem
Ø  Ao acumular raiva, mágoa e tristeza dentro de nossos corações eles ficam pesados e muito feios, cheios de sujeira. Nós então ficamos muito doentes, doentes no coração e no corpo.
Ø  Jesus, porém, nos deu um remédio muito eficaz contra essas doenças. Perguntar se eles sabem qual é esse remédio? Aguardar as respostas. Ir dando dicas até eles conseguirem descobrir:
Ø  O PERDÃO!!!!!!!!!!!!!!!
Ø  Perguntar o que eles acham que é perdoar. Diante das respostas, aprofundar o tema:
Ø  Às vezes dizemos que perdoamos, mas falamos só com os lábios, assim, da “boca para fora”. Perdoar de verdade é perdoar com o coração.
Ø  Só perdoamos verdadeiramente quando nos esquecemos completamente da ofensa recebida, e não temos qualquer sentimento mau contra aquele que nos ofendeu.
Ø  Devemos nos esforçar a todo instante para perdoar, e pedir a Jesus e aos bons espíritos que nos auxiliem nesse trabalho diário para o nosso crescimento espiritual.
Ø  Todos nós cometemos erros. Muitas vezes nós ofendemos aos amigos, aos vizinhos, e na maioria das vezes fazemos isso até sem pensar, não é mesmo? E quando nós ofendemos, não gostamos de ser perdoados?
Ø  Deus nos deu a oportunidade de nascermos agora para sermos melhores. Só seremos melhores se conseguirmos aproveitar nossa reencarnação para domar nosso orgulho e vaidade.  Todos os dias que treinar o senrtimento do Amor e cultivar a humildade.
Ø  Se estiver muito difícil de perdoar quem nos ofendeu, devemos nos lembrar das muitas vezes que ofendemos aos outros e necessitamos de também sermos perdoados.
Ø  Jesus nos ensinou a Amar acima de tudo.  Ele nos ensinou também a orar e vigiar.  Quando praticamos esses ensinamentos, não deixamos nenhum sentimento negativo nos dominar.
Ø  Quando formos ofendidos, devemos orar e pedir a Deus  força e coragem para que possamos não querer mal à pessoa que nos ofendeu e nos ajude a perdoar.
Ø   A  grandeza do perdão está no esquecimento de todo o mal que  nos foi causado. 
Ø  Devemos orar por aqueles que não descobriram a beleza do perdão.
Ø  Chegará o dia em que estaremos tão evoluídos que não será preciso perdoar ninguém, pois nós não nos sentiremos mais ofendidos por nada nem por ninguém.  Para isso é necessário treinar o perdão dia a dia, pois ninguém consegue possuir uma virtude sem ter treinado muito.
5)    Montar um coração de origami com as crianças, e depois disponibilizar pedrarias e lantejoulas para que eles o enfeitem. Colocá-lo em um cordão, e dar de presente às crianças para se lembrarem de cultivar o perdão e o amor, para terem um lindo coração.


Esquema:


6)   Cantar a música “Videogame do Amor” de César Tucci, CD Cancioneiro Espírita 3:

Letra:
C
Imaginei um vídeo-game diferente
                 G
Onde o herói fizesse o bem prá toda gente
                 G7
E quanto mais amor soubesse dar
                 C             G
Mais somaria pontos no placar
             C             
E cada vez que esgotasse a sua vida
              G
Renasceria e ganharia outra vida
                      G7
Com novas chances de recomeçar
               F                 C     C7
Outros valores conquistar
                 F                
Em vez de tiro, violência, soco e pontapé
          C 
Sabedoria, caridade, amizade e fé
               G
Serão as armas poderosas deste nosso herói
                C                               C7                           
No vídeo-game que eu sonhei prá nós
                  F    
Em vez de tiro, violência, soco e pontapé
            C   
Sabedoria, caridade, amizade e fé
                G 
Serão as armas poderosas deste nosso herói
                 F                               C
No vídeo-game que eu criei prá nós

8)      Prece Final.
   Subsídios para o Evangelizador:
  Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.
 Aprendendo com a Natureza
Sem aproveitar o concurso daqueles que nos ferem, não conseguiríamos satisfazer aos impositivos da evolução.
O ensinamento do Mestre, no que tange à tolerância e ao amor para com os adversários, é lição viva nas esferas mais simples da Natureza.
Vejamos, por exemplo, a história breve do pão que enriquece a vida.
Se a semente não suportasse a terra que a asfixia, não teríamos a germinação promissora.
Se a plantinha tenra não tolerasse a enxada que lhe garante a limpeza, embora, por vezes, dilacerando-lhe as folhas, não conseguiríamos a floração.
Sem a renúncia da flor a benefício da colheita, o celeiro seria relegado à secura.
Se o grão não perdoasse à mó que o desintegra, não obteríamos a cooperação da farinha .
Se a farinha convenientemente preparada não desculpasse o calor do forno que a sufoca, o pão não saciaria a fome das criaturas.
Indispensável recorrer às lições singelas do ambiente em que repiramos para entender a necessidade de nossa adaptação às Leis que nos regem.
Conflitos, discussões e contendas, simbolizam combustível no incêndio destruidor da discórdia.
Por isso mesmo a sustentação de antagonismos e disputas é indébita conservação do desequilíbrio arrojando-nos inevitavelmente à enfermidade e à morte.
Teimosia e rebelião, mágoa e azedume não atendem nas edificações do Cristo de Deus.
Procuremos o nosso lugar de servir, reconhecendo que a direção é prerrogativa do Divino Mestre.
Ouçamos-Lhe a voz que nos induz ao perdão incondicional e à compaixão sem limites, e, felizes seremos, em verdade, os trabalhadores fiéis do Evangelho, na estruturação da Terra melhor de amanhã.

Paz e luz! Laura 


domingo, 11 de março de 2012

Aula Perdão - 1º Ciclo



Aula: Perdão
Turma: 1º Ciclo – Sala Dr. Bezerra de Menezes

I – Acolhida e Prece.

II – Harmonização.
Música relaxante.
Conduzir:
Fechem os olhos. Relaxem seus pés, suas pernas, seu corpo, seus braços, suas cabeças.
Imaginem que vocês estão a beira de um lago. Um lindo e calmo lago.
O sol brilha no céu, dele sai um feixe de luz que entra dentro de seus corações, limpando-os, transformando-os em luz, e, como uma lanterna, seus corações emitem um feixe de luz que atinge o mundo todo! Como é bom doar luz! Estamos livres, felizes e cheios de amor!
Devagar, mandar que eles mexam os pés, as mãos, a cabeça e abram os olhos.

  III – Atividade Introdutória.  

      Levar uma pedra para cada Evangelizador. Pedir a eles que imaginem que aquela pedra foi atirada neles por uma pessoa. Explicar que eles não podem soltar a pedra de jeito algum. Devem ficar com ela até que a pessoa que a jogou apareça. Pedir que eles façam várias atividades (segurando sempre a pedra em uma das mãos):
v  escrever;
v  bater palmas;
v  jogar uma bola um para o outro com as mãos;
v  brincar de roda.

          Explorar as dificuldades encontradas para realizar as atividades com uma das mãos ocupadas, segurando a pedra.  Questioná-los:
_ Imaginem se a pessoa que atirou a pedra nunca mais aparecer, já pensou ficar segurando essa pedra o resto da vida? Assim fazemos quando alguém nos magoa ou ofende e guardamos raiva, mágoa ou rancor. Esses sentimentos pesam em nós como  a pedra pesou em nossa mão, nos machucam, impedem que vivamos bem.
Como nos livrar da “pedra” da raiva, da mágoa, do rancor? PERDOANDO! Perdoar é esquecer as ofensas, não desejar mal para quem nos ofendeu, não ficar comentando nem contando para todo mundo o que o irmãozinho infeliz fez. Jesus nos ensinou que devemos perdoar sempre. Não só para sermos bonzinhos, mas porque perdoar faz bem para nós, a raiva, a tristeza e outros sentimentos ruins machucam nosso coração, nos trazendo doenças. 

IV – Contar a seguinte estória:

A Doença de Lulu

Pelo Espírito
José Renato

psicografada por Samuel Nunes Magalhães  

    O sol já declinara no horizonte. Vovó Amélia, reunida aos garotos, como de costume conversava sobre a vida.

    Zezinho comentava:

    _ Sabe, Vovó, hoje dois garotos brigaram na escola, por causa de uma bola.

    _ Ah! Mas isso é muito feio. Devemos sempre viver em paz com todos.

    _ Ora, Vovó, eles já trazem essa rixa de muito longe e por qualquer motivo estão se desentendendo - voltou a falar Zezinho, enquanto os outros garotos faziam sinal de assentimento.

    _ Bem. Se é assim, creio que a coisa se torna mais complicada, exigindo reparação  imediata. Lembremos o ensino de Jesus, que nos manda reconciliar com os nossos adversários, enquanto estamos a caminho com eles. Somente assim viveremos felizes e em paz.

    _ É, a professora de religião já falou do perdão, mas não adiantou muito. Quem sabe a senhora teria uma história  sobre o perdão para nos contar. Poderíamos, então,  contar prá eles e, talvez assim,  resolvessem acabar a contenda - comentou Lívia.

    _ Ah! Agora lembrei-me de uma história muito bonita e que fala sobre a lei do perdão. Fiquem em silêncio, que a contarei.

    E, após breve pausa, a Vovó, começou:  

  Esta é a história de Lulu, a lebre que morava na Floresta Alegre.

    Conta-se que outrora Lulu tinha uma grande plantação de cenouras. Ela mesma cultivava com muito esmero, dali tirando o seu sustento e de sua família.

    Todos colaboravam na sua preservação.

    Tudo aconteceu quando, um dia, Lulu foi colher cenouras para o almoço.     Notou que muitas delas haviam desaparecido, não sabia como.

    Recolheu a quantidade necessária para a refeição daquele dia e seguiu para casa de cenho franzido. Ficara preocupada. Quem teria retirado as cenouras?

    Na hora do almoço, toda a família reunida, indagou:

    _ Algum de vocês colheu cenouras, de ontem para hoje?

    Responderam negativamente.

    _ Pois alguém anda surrupiando nossas cenouras e precisamos estar atentos para impedir que isto volte a acontecer. Quem quiser cenouras, que as plante - acrescentou Lulu, visivelmente irritada.

    Todos os seus familiares resmungaram agitados  e descontentes, após suas palavras.

    Resolveram montar guarda na plantação, dali por diante. Por nenhum momento, esta deveria ficar sem os atentos olhos de algum deles.

    Os dias se passaram. Mas, apesar da vigilância cerrada, as cenouras continuavam desaparecendo.

    Lulu quase foi à loucura. Prometeu que ela mesma montaria guarda naquele dia, e assim o fez.

    Após muito esperar, já quase desistira.

    De repente, percebeu um pé de cenoura sendo rapidamente puxado para o interior da terra.

    Correu para ver quem era. Contudo, somente depois de mais quatro pés succionados, conseguiu divisar o invasor responsável. 

    Um pequeno filhote de lebre cavara um túnel subterrâneo e era quem estava lesando a plantação de Lulu.

    Entretanto, Lulu não quis saber se era filhote ou adulto; partiu para cima do intruso e o obrigou a devolver as cenouras, falando em seguida:

    _ Vá embora daqui e aprenda a trabalhar.

    _ Mas, Senhora ...- assustado, o filhote tentava argumentar.

    Lulu não o deixou prosseguir:

    _ Não me interessa o que você tenha a dizer. Só quero que abandone minha plantação, agora mesmo.

    Cabisbaixo e triste, este afastou-se derramando uma lágrima, que Lulu não chegou a perceber.

    Passaram-se os dias sem nenhuma novidade na plantação. Lulu, porém, não havia perdoado.  Guardando a mágoa dentro de si, adoeceu e,  pouco a pouco, o seu corpo  definhava, como se fosse o prelúdio de um fim próximo.

    Todos já temiam que tal pudesse acontecer, dado a fraqueza que a possuía, quando resolveram apelar para o Dr. Corujão, na esperança de que este solucionasse a enfermidade que a deixava abatida e em quebranto

    Às pressas, correram a chamá-lo. Este não se fez esperar.

    Chegando à casa de Lulu, depois de cumprimentar a todos, pediu para ficar a sós com a doente, a fim de examiná-la.

    Após alguns instantes, verificando que nada tinha de anormal no funcionamento de seu organismo, começou a conversar, no intuito de saber como tudo acontecera e desde quando estava assim.

    A enferma, sentando-se com dificuldades, disse ao Dr. Corujão tudo o que lhe tinha acontecido nos últimos meses.

    Quando Lulu se referiu ao incidente com o filhote de lebre, o Dr. Corujão, arqueando as sobrancelhas, falou:

    _ Ah! Minha amiga. A causa de sua doença é mágoa. Mágoa que você guardou no coração.

    _ Como assim? - perguntou Lulu, sem entender.

    _ Então você não sabe? A mágoa retida no coração aniquila não só as forças da alma, mas também compromete a saúde do corpo.

    _ Tem certeza? - argumentou a doente.

    _ Claro que tenho. Já vi casos assim antes; e, foi só o doente perdoar a quem o tinha ofendido para a enfermidade ceder lugar à saúde e à felicidade.

    _ E como posso fazer para perdoar? Não tenho forças para tanto.

    _ Faça o seguinte. Levante-se; dirija-se à plantação e colha o máximo que puder de cenouras. Em seguida,  leve-as ao seu adversário. Assim vai se sentir mais aliviada.

    _ Puxa! Mas, sequer sei onde mora o pequeno! – exclamou Lulu.

    _ Não se preocupe. Eu o localizarei.

    Apoiada na asa do Dr. Corujão, Lulu dirigiu-se à plantação, colhendo as cenouras como fora orientada.

    Enquanto isso, o Dr. Corujão saiu à procura do filhote de lebre. Informado de onde morava, partiu em busca de Lulu.

    Esta havia colhido cenoura suficiente para alimentar uma pequena família, por vários dias.

    Auxiliada pelo Dr. Corujão, nossa amiga foi até a residência do pequeno filhote, batendo palmas à entrada.

    Logo depois este surgiu, magro, sujo e com os olhos um tanto assustados. Confuso, falou, ao ver  Lulu:

    _ A senhora é a dona das cenouras, não é? Juro que não colhi mais nada  em sua plantação e, se o fiz naqueles dias, foi porque minha mãezinha está muito doente, impossibilitada de trabalhar. Eu não sabia o que fazer, pois não tenho pai, nem irmãos, e preciso cuidar dela.

    _ Sua mãe ainda está doente? - perguntou o Dr. Corujão.

    _ Está, sim. Acho que ela não resistirá por muito tempo, pois, além de muito enferma, quase não tem se alimentado. Mal tenho conseguido algumas raízes, insuficientes para reerguer-lhe o ânimo. Em virtude de sua doença, não posso cultivar nada. Tenho que estar constantemente ao seu lado.

    Lulu começou a chorar e, cheia de arrependimento, abraçou o pequeno filhote com tanto amor que ficou curada de repente. A partir daquele instante cuidou não só dele, mas de sua mãezinha, qual se  fossem familiares muito queridos.

    Com isso, em breves dias  a mãe do pequeno estava  restabelecida, ficando para todos a lição inesquecível do perdão das ofensas.

    Desde então, sentindo-se uma só família, viveram todos felizes, livres de mágoas e ressentimentos,.

    A Vovó silenciou, após o relato, dando ensejo a que os garotos assim falassem:

    _ Puxa, Vovó! Achamos que se contarmos esta história para os nossos coleguinhas, eles irão se reconciliar.

    _ É verdade. Aproveitemos a oportunidade, pois, precisamos combater o ressentimento com o amor que Jesus ensinou. Só assim, seremos realmente felizes.

    Naquela noite, com a permissão da Vovó,  as crianças ficaram conversando até tarde, e sentiam-se leves, felizes e serenas, com a lição recebida.

    “Perdoai para que Deus vos perdoe” 
(
Jesus
)


V – Atividades.

1      1)     Explicar a estória.
2      2)     Jogo de Tabuleiro:
As crianças no decorrer do jogo irão respondendo às perguntas formuladas, assim como algumas deverão  pagar prendas (cantar, declamar, etc) conforme o que está
escrito nos cartõezinhos que pegarem (chance).

Modelo do Tabuleiro e dos Cartões:


Vou preparar o jogo e postarei fotos depois de pronto.

 3)     Distribuir dois corações para cada Evangelizando, um deve ser preenchido com materiais “feios” e que “espetam” e “sujam”, como carvão, espinhos, pedriscos... Outro deve ser  preenchido com materiais lindos e brilhantes: contas coloridas, lantejoulas, gliter,  cristais.

4      4)     Do coração que representa o perdão construir um móbile para o Evangelizando pendurar em seu quarto e lembrar-se de que deve cultivar os bons sentimentos.


VI - Prece final.
Paz e luz.
Laura

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