Lindo"

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aula: Prece – Modo de Orar – A ventura da prece


Aula: Prece – Modo de Orar – A ventura da prece
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 27 itens 22 e 23
I.      Prece.
  II. Acolhida e Harmonização.  Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo, fecharem os olhos e prestar atenção na música.
2 – Relaxamento e respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em consequência, maior vitalidade.


 III. Introdução à Aula:
Levar os Evangelizandos para o pátio. Entregar a cada um um brinquedinho de fazer bolinhas de sabão. Se não tiver o brinquedo, um copinho com água e detergente e um canudinho servem bem. Pedir que eles façam muitas bolinhas de sabão, de variados tamanhos. Auxilie-os a observar as bolinhas, enfaizando: olhe como essa subiu alo! Olha, aquela estourou ao tocar no fulano...
Agora pedir aos Evangelizandos para pararem e prestarem atenção. Explicar que a prece não precisa ser decorada, mas sim de coração, pois, feita com amor, ela sobe, sobe até Deus... como a bolinha de sabão. Agora vamos trabalhar: imaginar que tudo o que queremos falar com Deus nós colocamos dentro da bolinha, quando sopramos. Ela vai subindo... (ir passando um por um, Ela vai subindo... (ir passando um por um, para cada um fazer suas bolinhas). Mostrar que nenhuma é igual a outra, por que as pessoas e seus desejos, agradecimentos, etc., são diferentes. Manter um longo diálogo com as crianças sobre essa vivência, até ter certeza que elas interiorizaram o ensinamento. Voltar para a sala de aula.

IV. Dinâmica.
Dizer aos Evangelizandos que agora irão brincar. Mostrar um objeto a eles. A dinâmica consiste em que eles deverão encontrar o objeto vendados. Poderá ser trabalhada individualmente ou em grupo, dependendo do número de alunos.
Depois desenhar um grande 8 no chão. Cada Evangelizando deverá percorrer a linha do 8 pulando com um só pé.
Por último, dar a cada Evangelizando uma bala que ele só poderá chupar se abri-la só com uma mão.
Reunir a turma em círculo e perguntar sobre as experiências. O que eles acharam? Foi divertido, mas foi fácil cumprir as tarefas? Fazer com que eles compreendam como são afortunados por terem seu corpo, sua casa, a escola, o Centro... Estimulá-los a ter gratidão a Deus por tudo o que possuem. Fazê-los entender que devem expressar essa gratidão na forma de oração. Dar o exemplo, iniciando uma peça de agradecimento por seu corpo perfeito, seus sentimentos, familiares, etc. Cada Evangelizando deverá participar da prece, agradecendo, por sua vez. Auxilie se eles não conseguirem, lembrando-os de quantos bens e dons possuem.

V. Atividades
1. Contar a seguinte história: (usar fantoche de vara)
Bolinhas de Amor
         Meu amiguinho Juninho, mora do lado da minha casa e estudamos juntos. Ele é muito legal, sempre empresta seus brinquedos, nunca respondeu para seus pais nem para ninguém, ajuda seus amigos, é obediente. Bom. Eu também sou assim e sei que você também deve ser...
         O Juninho sempre agradece ao Papai do céu por tudo o que ele tem, pela família, pelos amigos, pela saúde.
         Bom... Eu também agradeço e sei que você também deve agradecer...
         Mas o Juninho fazia a prece de maneira diferente. Todas as noites antes de deitar- se, Juninho pegava debaixo da sua cama uma canequinha com água e sabão e um canudinho... Ia até a janela e fazia MUITAS bolinhas de sabão. Depois fechava a janela apagava a luz e ia se deitar.
         Da minha casa dava para ver as bolinhas subindo, subindo...Quando estavam muito altas eram estouradas pelas pontas das estrelas.
         Um dia teve uma excursão na escola, fomos de ônibus para um acampamento. Foi muito legal! Brincamos de bola, nadamos, andamos a cavalo, comemos muitas coisas gostosas... Só paramos de brincar quando a professora disse que já era tarde e mandou todos irem para sua cabana dormir.
         Estava deitado quando Juninho veio desesperado me acordar. Queria que eu o ajudasse a encontrar um canudo e água com sabão. Decidi conversar com Juninho e descobrir que estória era essa de água com sabão.
         - Para que você quer água com sabão Juninho?!
         - Para fazer a minha prece, agradecer o dia maravilhoso que tivemos hoje. Como vou falar com o Papai do Céu se ele está lá em cima??! Nem se eu gritar com toda a minha força ele irá me escutar.
         Por isso eu faço os meus pedidos, converso com ele e agradeço através das bolinhas. O que eu falo fica dentro da bolinha e vai para o alto...Perto do Papai do céu e quando a bolinha estoura Ele consegue escutar!
         - Mas eu já fiz a minha prece e não precisei de água com sabão.
         - Não!!!?? Mas como falou com o Papai do céu então?!
         - Com o pensamento, com o coração.
         - E o pensamento, o coração vai até o céu como a bolinha de sabão?!
         - Não!! Vai bem mais alto que ela, vai para onde desejarmos que ele vá. O Papai do céu escuta o nosso coração, o nosso pensamento, por isso quando for fazer a sua prece é só pensar com amor, com carinho, orar de coração que o Papai do céu ira escutar você. E sempre lhe ajudará.
         - NOSSA! Eu não sabia disso!!
         - Então venha, vamos fazer a prece nós dois juntos, agradecendo o dia maravilhoso que tivemos. Fizemos a nossa prece e tivemos certeza que o Papai do céu escutou- nos e ficou muito feliz.
         E desse dia em diante nunca mais se viu, durante as noites, bolinhas de sabão saindo da janela do Juninho!
Autora - Regina Amélia de Oliveira.
2. Dizer aos Evangelizandos que eles vão conhecer um amigo (uma amiga) novo. Apresentar um fantoche com uma boca bem grande. Dizer a seguinte frase umas três vezes, uma atrás da outra, sem interrupção, , como se fosse o boneco falando, mas de uma forma super rápida, sem pontuação, de forma que ela fique ininteligível:
“Devemos orar com sentimento, fazendo as palavras brotarem do fundo de nosso coração, para que elas possam chegar até Deus”.
Repetir algumas vezes a brincadeira, aguardando a reação da turma.
Depois olhar para o fantoche e falar:
- Olha, Manuel, assim não dá. Não conseguimos entender nada do que você falou.
Fazer o boneco “responder”:
- Como não, se eu repeti várias vezes?
- Mas tão rápido que não entendemos, Manuel.
- Ah, é? Então vou falar devagar. (Fazer o Manuel dizer a frase devagar mas sem entonação, maquinalmente.)
- Olha, Manuel, agora entendemos as palavras, mas parece que você falou sem pensar, sem sentir, “da boca para fora”.
- Ah, é porque eu não estava prestando atenção, só repeti. Agora vou falar de verdade! Repetir novamente, com entonação e sentimento.
- Agora sim, todos nós entendemos.
Manuel - Assim também é com a oração. Se fizermos uma prece da boca para fora, rápido, só para dizer que fizemos, como nossos amigos espirituais vão ouvi-la e compreendê-la? Como ela chegará até Deus? Devemos orar com o coração, com sentimento e emoção. Não importa onde estejamos, mas sim nosso amor, nossa vontade. Entenderam, crianças?
Agora vamos nos despedir do Manuel. Tchau.
3. Dobradura de coração.
Distribuir retângulos de papel vermelho. Cada Evangelizando deverá fazer uma dobradura de coração. O Evangelizador fará um coração maior, junto com os Evangelizandos, para ir ensinando cada passo.


Quando as dobraduras ficarem prontas, pedir para eles deixarem sobre a mesa e sentarem-se em círculo.
 4. Coração quente:
Agora nós vamos brincar de batata quente, mas com o coração.
Colocar uma música e entregar o coração para as crianças, que deverão passá-lo de mão em mão. Quando a música parar, a criança que estiver com o coração deverá responder a pergunta.
Perguntas:
a)   O que é a prece?
b)   Quando devemos orar?
c)   Existe uma posição correta para orar?
d)   Uma prece comprida vale mais que uma curta?
e)   Rezar uma prece decorada é melhor que falar do coração?
Cada Evangelizando que responder uma pergunta corretamente deverá ganhar um pequeno brinde.
5. Entregar a cada Evangelizando uma folha A4 com um baçlão de fala desenhado e um espaço em branco. Cada Evangelizando deverá colar seu coração na folha, e escrever uma pequena prece no balão. No maternal ele dirão a prece e a Evangelizadora escreverá para eles. Os cartazes devrão ficar expostos ou poderão ser levados para casa, a critério da Evangelizadora.
6. Distribuir as atividades abaixo para serem preenchidas:


 7. Cantar a música “Súplica a Jesus” do Grupo AME:

Jesus, no silêncio da prece
Teus irmãos a Ti pedem paz,
Pra aliviar um pouco as aflições
Senhor enxugai nosso pranto
Precisamos do Teu amor
e sentir Tua presença
Envolver nossos corações
Por isso vem, Jesus . . .
Jesus, no silêncio da prece
Teus irmãos a Ti pedem paz,
Pra aliviar um pouco as aflições
Senhor enxugai nosso pranto
Precisamos di Teu amor
e sentir Tua presença
Envolver nossos corações
Por isso vem, Jesus . . .
E ir ao Teu encontro,
Queremos Te seguir
E afastar o mal da terra
E acabar de vez com a guerra
E caminharmos juntos rumo a luz
E ir ao Teu encontro,
Queremos Te seguir
E afastar o mal da terra
E acabar de vez com a guerra
E caminharmos juntos rumo a luz

Subsídios para o Evangelizador:
A Prece  - João Batista Armani
Ao iniciarmos uma doutrinária fazemos uma prece, ao encerrarmos fazemos uma prece, para os trabalhos de passe fazemos uma prece, ao deitarmos fazemos uma prece, ao levantarmos fazemos uma prece, fazemos uma prece nos momentos alegres; e oramos também nos momentos de aflição.
Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento, Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.
Já o dissemos em outras ocasiões, que o Espiritismo é uma Doutrina de Tríplice aspecto, Ciência – Filosofia – Religião, mas é comum vermos trabalhos, palestras, cursos e etc, enfocarem quase que essencialmente as partes filosóficas e religiosas, deixando um pouco de lado o seu aspecto científico. É até um procedimento normal, uma vez que o Espiritismo é uma Doutrina relativamente jovem com aproximadamente 150 anos, e a análise de seus aspectos científicos requer conhecimentos básicos, sem os quais não entenderíamos as suas explicações, precisaríamos então ter noções de física, ciências, biologia, fluidos, magnetismo, eletromagnetismo, eletricidade, telecomunicações, etc. Mas nesse trabalho, passaremos uma pequena noção do seu aspecto científico.
Mas afinal, o que é a prece ?
Poderíamos dizer que a prece é uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si a ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos. Por que pensamentos? Porque são a origem da quase totalidade de nossas ações.(Primeiro pensamos depois agimos).
Poderíamos dizer também que a prece é uma invocação e que por meio dela pomos o pensamento em contato com o ente a quem nos dirigimos.
A prece é a expressão de um sentimento que sempre alcança a Deus, quando ditada pelo coração de quem ora.
Pode-se orar para si ou para outrem.
O Espiritismo faz compreender a ação da prece explicando o processo da transmissão do pensamento: quer o ser por quem se ora venha ao nosso chamado, quer o nosso pensamento chegue até ele.
Para compreender o que se passa nessa circunstância, convêm considerar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no mesmo fluido universal que ocupa o espaço, como neste planeta estamos nós na atmosfera. O ar é o veículo do som com a diferença que as vibrações do ar são circunscritas ao planeta Terra, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito.
Então, logo que o pensamento é dirigido para um ser qualquer na Terra ou no espaço, de encarnado a desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um para o outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som. A energia da corrente está na razão da energia do pensamento e da vontade. É por esse meio que a prece é ouvida pelos espíritos onde quer que estejam; que eles se comunicam entre si; que nos transmitem as suas inspirações; que as relações se estabelecem a distância, etc.
Esta é sua visão científica.
Pela prece podemos fazer três coisas louvar, pedir e agradecer (LE, 659).
Mas o que isso significa exatamente?
Louvar é enaltecer os desígnios de Deus sobre todas as coisas, aceitando-O como Ser Supremo, causa primária de tudo o que existe, bendizendo-Lhe o nome.
Pedir é recorrer ao Pai Todo-Poderoso em busca de luz, equilíbrio, forças, paciência, discernimento e coragem para lutar contra as forças do mal; enfim, tudo, desde que não se contrarie a lei de amor que rege e sustenta a Harmonia Universal.
Agradecer é reconhecer as inúmeras bênçãos recebidas, ainda que em diferentes graus de entendimento e aceitação: a alegria, a fé, a bênção do trabalho, a oportunidade de servir, a esperança, a família, os amigos, a dádiva da vida.
As preces devem ser feitas diretamente ao Criador, mas também pode ser-lhe endereçada por intermédio dos bons Espíritos, que são os Seus mensageiros e executores da Sua vontade. Quando se ora a outros seres além de Deus, é simplesmente como a intermediários ou intercessores, pois nada se pode obter sem a vontade de Deus.
A prece torna o homem melhor porque aquele que faz preces com fervor e confiança se torna mais forte contra as tentações do mal, e Deus lhe envia bons Espíritos para o assistir (LE 660).
O essencial é orar com sinceridade e aceitar os próprios defeitos, porque a prece não redime as faltas cometidas; aquele que pede a Deus perdão pelos seus erros, só o obtêm mudando sua conduta na prática do bem. Deste modo, as boas ações são a melhor prece, e por isso os atos valem mais do que as palavras.
Através da prece pode-se ainda fazer o bem aos semelhantes, porque o Espírito que ora, atuando pela vontade de praticar o bem, atrai a influência de Espíritos mais evoluídos que se associam ao bem que se deseja fazer.
Entretanto, a prece não pode mudar a natureza das provas pelas quais o homem tem que passar, ou até mesmo desviar-lhe seu curso, e isto porque elas (..) estão nas mãos de Deus e há as que devem ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação.
Deve-se considerar, também, que nem sempre aquilo que o homem implora corresponde ao que realmente lhe convém, tendo em vista sua felicidade futura. Deus, em Sua onisciência e suprema bondade, deixa de atender ao que lhe seria prejudicial.
Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supomos, podendo a resposta a uma prece vir por meios indiretos ou por meios de idéias com as quais saímos das dificuldades.
A prece em favor dos desencarnados não muda os desígnios de Deus a seu respeito; contudo, o Espírito pelo qual se ora experimenta alívio e conforto ao receber o influxo amoroso dos entes que compartilham de suas dores. Além do mais, o efeito benéfico da prece sobre o desencarnado é tal, que pode levá-lo à conscientização das faltas cometidas e ao desejo de fazer o bem:
É nesse sentido que se pode abreviar a sua pena, se do seu lado ele contribui com a sua boa vontade. Esse desejo de melhora, excitado pela prece, atrai para o Espírito sofredor os Espíritos melhores que vêm esclarecê-lo, consolá-lo e dar-lhe esperanças (LE, 664).
Qual a importância da prece?
Lembremo-nos de um exemplo prático. Se não limparmos periodicamente o nosso quintal, a sujeira se acumula, o mato cresce, e há a proliferação de bichos. No campo espiritual, se não limparmos o nosso psiquismo, os espíritos luminosos se afastam(mesmo que temporariamente), as trevas tomam conta favorecendo a ação de espíritos endurecidos.
Deus atende àqueles que oram com fé e fervor?
Deus envia-lhes sempre bons Espíritos para os auxiliarem. Não existem fórmulas especiais de orações. A bondade de Deus não está voltada para as fórmulas e o número de palavras, mas sim para as intenções de quem ora.
O que dizer das orações repetidas inúmeras vezes?
As intermináveis ladainhas e “PAI NOSSOS”, repetidos algumas vezes, as rezas pronunciadas com os lábios apenas, que o coração não sente e a inteligência não compreende, não têm valor perante Deus. Jesus disse: “Não vos assemelheis aos hipócritas que pensam que pelo muito falar serão ouvidos” (Mateus C6:V7). O essencial é orar bem e não muito.
Por que existe então, mesmo no espiritismo, orações ditadas por espíritos e publicadas em livros?
Para ensinar aos homens a raciocinar quando se dirigem a Deus e fazê-lo não só por meio de palavras, como também pelo sentimento e com inteligência. Estas orações não constituem rituais, uma vez que, no espiritismo não existem rituais de nenhuma espécie, nem formalismo.
Por quem devemos orar?
Primeiramente por nós mesmos, por nossos parentes, pelos nossos amigos e inimigos, deste e do outro mundo; devemos orar pelos que sofrem e por aqueles por quem ninguém ora.
O que pedir?
Em Mateus C26:V39, há a passagem amarga do Cristo, que antecedia as suas dores supremas no calvário , onde Ele nos diz: “ Pai, se quiserdes, afasta de mim este cálice, mas acima de tudo faça-se a Tua vontade e não a minha”. Demonstrava-nos o Mestre que as Leis Naturais são sábias e justas e que são aplicadas indistintamente. Assim, não peçamos “milagres ou prodígios”, mas tão somente forças para suportar aquilo que não está ao nosso alcance mudar, paciência, resignação, fé e coragem.
Formas da Prece
A prece deve ser curta e feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. Preces prolongadas ou repetidas, tornam-se cansativas, sonolentas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração.
Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, em pé, deitado, de luz acesa ou apagada, de olhos abertos ou fechado; desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa. Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, dessa maneira o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos.
Eficácia da Prece
Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que, pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível a ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um. Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse.
Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são conseqüências de falhas e deslizes de passado que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos; o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus citado em Marcos C11:V24 “O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido”.
Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas. Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece.
Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos: A curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora.
Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com idéias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-nos contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providencia Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos, como asseverou o Mestre: “Ajuda-te e o céu te ajudará” (ESE, Cap. 27, item 7).
Portanto, de tudo o que foi dito anteriormente, podemos concluir que a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida.
“Vigiai e Orai” nos recomendou o Mestre (Mateus C26:V41).
Bibliografia:
Curso Básico do Espiritismo 1º Ano – FEESP.
Curso Básico do Espiritismo 2º Ano – FEESP.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec.

Laura.





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