Lindo"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aula: Sede Perfeitos - O Homem de Bem – Indulgência



Aula: Sede Perfeitos - O Homem de Bem – Indulgência
Turma: Jardim – Sala Joanna de Angelis
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.17, 3 §§ 11º, 12º e 13º e 14º
I – Acolhida e Harmonização. Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo e fazerem o seguinte exercício: com todos em silêncio, murmurar o nome de duas crianças que, sem ruído, trocam de lugar enquanto os outros permanecem imóveis. Continuar até todos trocarem de lugar.
2 – Relaxamento:
3 – Respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
  II. Prece.
 III. Atividades
1)        Pegar o “Baú do Tesouro” e colocá-lo no centro da mesa. Dizer: “Aqui está nosso baú do tesouro”, será que hoje vamos poder juntar mais bens espirituais aqui em nossa sala? Inquirir um a um sobre as virtudes cultivadas e boas ações praticadas durante a semana, preencher os coraçõezinhos com o nome de cada Evangelizando e o bem espiritual cultivado naquela semana, entregar para o mesmo colocá-lo no baú. Incentivá-los a continuar cultivando boas atitudes, bons pensamentos e boas palavras, a fim de promoverem a reforma íntima e “encherem” o Baú do Tesouro.

2)        Dinâmica:
Material: Bexiga, tiras de papel
Procedimento:
Os Evangelizandos deverão formar um círculo e o Evangelizador deverá apresentar um saco com um número determinado de bexigas dentro, previamente preparadas contendo em seu interior um tira de papel que terá uma palavra escrita para ser usada no final da dinâmica.
O Evangelizador dirá para o grupo que aquelas bexigas representam os vícios que enfrentamos no nosso dia-a-dia e  as virtudes que devemos cultivar para manter um comportamento cristão em todas as situações da nossa vida e distribuir uma bexiga para cada participante, que deverá enchê-la e aguardar as instruções.
A um sinal do Evangelizador cada Evangelizando começará a brincar com sua bexiga, jogando-a para cima e amparando-a com as diversas partes do corpo; depois todos brincam com todas as bexigas, sendo que todos juntos não devem deixar nenhuma bexiga cair, pois assim, quem deixar uma bexiga cair, terá sucumbido ao vício.
Aos poucos o Evangelizador pedirá para alguns dos participantes (um a um, aos poucos) deixarem sua bexiga no ar e sentarem; os restantes continuam no jogo, tendo que manter todas as bexigas no ar. Quando o Evangelizador perceber que quem ficou no centro não está dando conta de vencer todos os vícios, deverá pedir para que cada um segure uma bexiga e voltem ao círculo.
E então o Evangelizador pergunta:
1) a quem ficou no centro:  o que sentiu quando percebeu que estava ficando sobrecarregado de vícios?
      2) e a quem saiu: o que  sentiu?
Ele pedirá aos participantes que estourem as bexigas e peguem o seu papel. Um a um os Evangelizandos deverão ler a palavra e fazer um comentário para o grupo, sobre o que aquela palavra significa para ele. Depois, deverá procurar nos cartões colocados pelo Evangelizador previamente sobre a mesa a virtude que deve cultivar para combater aquele vício, apresentando-a para o grupo.
 Vícios:
Orgulho – egoísmo – vaidade – ira – inveja
Virtudes:
Humildade –  amor - caridade – mansuetude – justiça

3)        Contar a estória da mulher adúltera, com o auxílio de fantoches de rolo de papel higiênico:
Jesus estava em Jerusalém para participar de uma grande festa. Estava perto do Monte das Oliveiras, junto com seus discípulos, quando chegaram vários homens importantes arrastando uma mulher, que jogaram no chão, acusando-a de adultério.
Naquela época, em Jerusalém, a pena para a mulher adúltera era a morte por apedrejamento, uma morte violenta e muito dolorosa. Os fariseus, testando Jesus, lhe disseram:
- Rabi, essa mulher foi pega em adultério, o que faremos com ela?
Jesus pegou uma vara e começou a escrever com ela na areia. Depois de algum tempo, fitou aqueles homens nos olhos e lhes disse:
- Aquele eu não tiver pecado que atire a primeira pedra!
Aqueles homens, sentindo sobre eles o profundo olhar do Mestre, viram que Ele os conhecia no mais profundo de seu ser, sabia de todos os seus erros, que não eram poucos, e assim sentiram-se impedidos pela autoridade moral do Cristo de atirar a primeira pedra naquela pobre mulher equivocada, já que eles próprios possuíam incontáveis erros e equívocos em suas vidas.
Assim, um a um, foram se retirando dali, muito envergonhados.
Jesus continuara escrevendo e, ao levantar a cabeça, deparou-se com a mulher sozinha à sua frente, pois seus discípulos estavam ao seu lado e atrás de si. Perguntou então à mulher:
- Onde estão seus acusadores?
- Foram todos embora, Senhor.
Jesus então falou, com sua doce voz:
- eu tampouco te condeno. Vá e não peques mais.
Naquela noite a mulher procurou o Divino Mestre na residência onde estava hospedado. Contou-lhe de sua decepção com o marido, que tão logo casara-se com ela a abandonara à solidão para ir para festas e noitadas. Naquela noite a mulher procurou o Divino Mestre na residência onde estava hospedado. Contou-lhe de sua decepção com o marido, que tão logo casara-se com ela a abandonara à solidão para ir para festas e noitadas. Ela se sentira triste e só, e acabara sucumbindo ao  homem que a tratava como princesa e vivia a cobrindo de mimos. Agora, porém, arrependida, sabia que a conduta do marido não justificava seu erro. Contudo, desesperada, perguntou ao Mestre:
- O que farei agora, Senhor? Meu marido não irá me querer em nossa casa, tampouco meu pai vai aceirar-me novamente, depois de todo esse escândalo. Estou só e desamparada, o que farei?
O Mestre, tomado por compaixão pelas misérias humanas, olhou-a carinhosamente e disse:
- Minha filha, você aprendeu da forma mais dura que colhemos o que plantamos. O erro dos outros não justifica as nossas quedas. Agora é urgente que você proceda a uma profunda mudança em seus pensamentos, valores e comportamento. Aqui em Jerusalém, contudo, você será sempre conhecida como a mulher que desrespeitou os sagrados votos do matrimônio. Por mais que você consiga se erguer moralmente, a mancha que você mesma provocou em sua reputação lhe perseguirá para sempre.
Assim, a pobre muher, movida pela vontade de se recuperar, mudou-se para uma cidade chamada Tiro, onde passou a acolher peregrinos pobres e doentes, de quem cuidava com desvelo e carinho, anunciando a todos a boa-nova do Cristo. Sua vida passou a ser uma vida de amor e serviço ao próximo, e ela espalhava ao seu derredor, com pensamentos, palavras e práticas caridosas o verdadeiro Evangelho de Jesus. Passaram-se dez longos anos.
Um dia bateu à sua porta um pobre peregrino, coberto de chagas, já quase desfalecido pela doença, cansaço e fome.
A doce mulher acolheu-o, lavou suas feridas, tratou-as, deitou-o em leito pobre mas limpo, deu-lhe uma sopa reconfortante. Quando ele se sentiu melhor começou  a falar-lhe do Amor do Mestre Jesus. O rosto daquele homem riscou-se de raiva, e ele lhe disse:
- Não me fale desse homem, pois eu o odeio! A senhora sabe que há dez anos atrás minha mulher foi pega em adultério e levada a ele para que fosse julgada, e ele a absolveu e não teve sequer uma palavra para mim! Passado o tempo, porém, vi que minha conduta havia sido muito errada com minha mulher, e se ela me traíra com um homem eu a traíra antes com várias mulheres, e a abandonara à solidão de nossa casa. Eu venho procurando por ela durante todo esse tempo, sem encontrá-la, pois gostaria de lhe dizer que a perdôo, o pedir que ela também me perdoe.
A mulher sentiu uma imensa emoção, e deixado correr pelo rosto grossas lágrimas de emoção e alegria, deu-se a conhecer a seu marido, contando-lhe tudo o que acontecera desde que fora salva do apedrejamento e sobretudo daquela vida de equívocos pelo Mestre Jesus, e muito comovida, segurou suas mãos e lhe falou:
 - Deus é amor, e, Jesus, por isso mesmo nunca está longe daqueles que O querem e buscam. Agora durma em paz enquanto eu vigio, porque nós dois já O encontramos!”
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 Você pode usar os seguintes modelos para confeccionar os fantoches:



4)        Indagar e explicar para os Evangelizandos:

     a) Qual o significado da palavra adúltera na história?
     b)  Para que ocorra o adultério quantas pessoas têm que estar envolvidas? De quem é a responsabilidade? (De ambos). 
    c) Nessa passagem o esposo teve alguma responsabilidade? Sim. A maneira como se comportou logo após o casamento, deixando a esposa sozinha e saindo para as noitadas alegres com os amigos, fez com que ela se sentisse abandonada, solitária, não amada e acabasse permitindo a atenção de outro homem.             
   d) A atitude do esposo justifica a prática do adultério? Não e ela sabia disso. Não devemos justificar um erro (do esposo) com outro (da esposa).
   e) E nós como nos comportamos com os erros e defeitos dos outros? Somos os primeiros a acusar? Ficamos comentando os fatos?
   f) Que significa a frase de Jesus: “Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado”? Não devemos julgar os outros mais severamente do que julgamos a nós mesmos. Não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que nos fizessem.
      g) Mostrar que tratamento dado às mulheres no tempo de Jesus era diferente da época atual: elas não poderiam voltar a viver com a família, eram discriminadas, não eram respeitadas e enfrentavam muitas dificuldades financeiras e afetivas; 
      h) Enfatizar  a mudança de atitude da mulher, após seu encontro com Jesus;
    i) Fazer com que as crianças percebam quão maravilhosa foi a oportunidade que ambos tiveram, na mesma reencarnação, de repararem os seus erros.


5)        Cantar a música “Indulgência” do Grupo Oficina de Arte:

Letra:
6)   Distribuir o desenho abaixo para as crianças colorirem:

             7)   Prece Final.
     
Subsídios para o Evangelizador:
 “ É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.
            Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.
            Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.
 Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.” (ESSE, cvap. 17, item 3, §§ 11º, 12º e 13º e 14º)
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A mulher equivocada
Matéria publicada no Jornal Mundo Espírita – fevereiro/2004
         Seu nome não é citado nos Evangelhos, nem as tradições apostólicas o registraram de alguma forma que alcançasse os nossos dias.
         O evangelista João é o único a narrar seu encontro com Jesus, no capítulo 8 do seu Evangelho, nos versículos 2 a 11, portanto, deve ter sido testemunha ocular.
         As folhas do outono juncavam o chão. Terminadas estavam as festividades dos Tabernáculos, ou Festa das Tendas, considerada pelo povo de Israel a mais espetacular de todas as festas.
         Para a celebrar, cada família devia construir nos arredores de Jerusalém uma cabana de folhagens, na qual residiria por uma semana. As cabanas deviam relembrar aos filhos de Israel que Iavé os fizera morar nelas, quando saíram do Egito e peregrinavam pelo deserto. Dos rituais, fazia parte toda manhã, uma procissão de sacerdotes que descia o monte Moriá até a fonte de Siloé, acompanhada pelo povo, que levava palmas, ao som do shofar (longo chifre de carneiro que serve de trombeta). 
         Colhida a água em vaso de ouro, tornava a multidão a subir a colina do templo, onde os sacerdotes derramavam o líquido, misturado com vinho, no altar dos holocaustos.
         Jesus viera a Jerusalém para participar da Festa e permanecera, concluídas as festividades, pregando. Naquele dia, “Ele estava próximo à porta Nicanor, do lado leste do Templo, chegando pelo caminho do Monte das Oliveiras, acompanhado dos discípulos.” (1)
         Então, um grupo de fariseus, em meio a um grande alvoroço, lhe trouxe uma jovem mulher, aparentemente apanhada em flagrante adultério.
         Diga-se que, entre o povo de Israel, a definição de adultério não era a mesma para o homem e a mulher. O homem somente era acusado de adultério se tivesse relações com uma mulher casada ou noiva, porque, entendia-se, agredia outro homem. A mulher, adulterando, agredia o matrimônio.
         Suspeita de adultério, era submetida à prova da água amarga. Devia beber uma monstruosa bebida à base de pó apanhado no Templo. Se vomitasse ou ficasse doente, era considerada culpada. Surpreendida em flagrante, a pena era a morte, que igualmente era aplicada à mulher que fosse violada dentro dos muros da cidade, pois supunha a Lei que, dentro da cidade, se ela tivesse gritado por socorro, teria sido ouvida e socorrida.
         Os fariseus submetem a adúltera ao julgamento de Jesus. Em verdade, embora tivessem olhos de lince para todas as faltas do próximo, a questão daquela hora visava muito mais aproveitar o incidente para armar uma cilada ao Profeta de Nazaré do que zelar pela pureza do matrimônio.
         Eles a jogaram no chão e ela ali ficou, sem coragem sequer de erguer os olhos. Sabia que delinqüira e conhecia a penalidade. Sabia, igualmente, que ninguém dela se apiedaria. Ninguém, senão Ele.
         Enquanto a indagação dos fariseus aguarda uma resposta do Rabi, sobre a pecadora, Ele se inclinou e traçou na areia do pavimento caracteres misteriosos.
        Que escreveria Ele? O nome do cúmplice que se evadira? O nome do marido que, ferido no orgulho, permitia fosse sua esposa tão vilmente tratada? 
         Narram diversos intérpretes do texto evangélico, que Ele grafava a marca moral do erro de cada um. Curiosos, os que ali esperavam a sentença de morte, para se extasiarem no espetáculo de sangue e impiedade, podiam ler: ladrão, adúltero, caluniador... Em síntese, as suas próprias mazelas morais.
         Crescia a expectativa. Jesus se ergueu, percorreu o olhar perscrutador pela turbamulta dos acusados, que sentiu atingir-lhes a intimidade, e disse tranqüilamente: “Aquele dentre vós que estiver sem erro, atire-lhe a primeira pedra.”
         Em silêncio, os circunstantes se afastaram, um a um, a começar pelos mais velhos. “Sim, os mais velhos trazem maior soma de empeços e problemas, remorsos e azedumes...” (1)
         No meio da indecisão geral, Jesus tornou a traçar na areia sinais enigmáticos. Quando o silêncio se fez, Ele se levantou. Ali estava a mulher à espera do seu castigo. Se todos os demais haviam partido, ela devia esperar da parte dEle a sentença e a execução. O Divino Pastor considerou a fragilidade do ser humano e, compadecido com suas misérias morais, lhe disse: “Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou?” “Ninguém, Senhor” - ousou responder à meia-voz. Então, em vez do sibilar mortífero das pedras, ela ouviu as palavras do perdão e da vida: “Nem eu tão pouco te condeno: vai e não tornes a pecar!”
         As anotações evangélicas se resumem ao episódio. Contudo, o espírito Amélia Rodrigues nos conta que, naquela noite, a equivocada procurou o Mestre, na residência que O acolhia.
         Falou da fraqueza que a dominara, nos dias da mocidade, sentindo-se sozinha. O esposo, poucos dias após o matrimônio, retomara as noitadas alegres e despreocupadas junto dos amigos. Ela se sentira carente e cedera ao cerco do sedutor, que a brindava com atenção e pequenos mimos.
         Nada que a desculpasse, reconhecia. E agora, consumada a tragédia, para onde iria? O esposo não a receberia, após o espetáculo público. Também não poderia contar com a proteção paterna, porque fora levada à execração pública, não simplesmente recebendo uma carta de repúdio, o que poderia servir até como indenização ao seu pai, pois o marido que assim procedesse deveria devolver uma parte do dote da noiva ao sogro.
         Não havia lugar para ela em Jerusalém.Que seria dela, só e desprotegida?
         O Mestre lhe acenou com horizontes de renovação, discorrendo sobre a memória do povo que é duradoura para com as faltas alheias. Ela sentiu, nas entrelinhas, que deveria buscar outras paragens, lugares onde não a conhecessem, nem o drama que acabara de viver.
         Na despedida, Jesus a confortou: “...Há sempre um lugar no rebanho do amor para as ovelhas que retornam e desejam avançar. Onde quer que vás, eu estarei contigo e a luz da verdade, no archote do bem brilhará à frente, clareando o teu caminho.”
         Dez anos passados e ei-la, em Tiro, em casa humilde, onde recebe peregrinos cansados e enfermos sem ninguém. Um pouso de amor ela erguera ali.
         Não esquecera jamais daquele entardecer e da entrevista noturna. Tornara-se uma divulgadora da Boa Nova. De seus lábios brotavam espontâneas as referências ao Doce Rabi, alentando as almas, enquanto limpava as chagas dos corpos doentes.
         Foi em um cair de tarde que lhe trouxeram um homem quase morto. Ela o lavou e pensou-lhe as chagas. Deu-lhe caldo reconfortante e tão logo o percebeu aliviado das dores, lhe ofereceu a mensagem de encorajamento, em nome de Jesus.
         Emocionado, confessa ele que conhecera o Galileu, num infausto dia, em Jerusalém. Odiara-O, então, porque Ele salvara a mulher que adulterara, a sua esposa, mas não tivera para com ele, o ofendido, nenhuma palavra.
         O tempo lhe faria meditar em como se equivocara em seu julgamento. Confessa que, desde algum tempo, vinha buscando a companheira, procurando-a em muitos lugares, sem êxito. Até que a doença lhe visitara o corpo, consumindo-lhe as energias.
         “Embargada pelas emoções em desenfreio, naquele momento, a mulher recordou-se da praça e do diálogo, à noite, com o Mestre, um decênio antes, reconheceu o companheiro do passado e sem dizer-lhe nada, segurou-lhe a mão suavemente e o consolou: ...Deus é amor, e, Jesus, por isso mesmo nunca está longe daqueles que O querem e buscam. Agora durma em paz enquanto eu velo, porquanto, nós ambos já O encontramos...” (2)
Bibliografia:
01. FRANCO, Divaldo Pereira. Atire a primeira pedra. In:___. Luz do mundo. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1971. cap. 13.
02. ______. Encontro de reparação. In:___. Pelos caminhos de Jesus. Pelo espírito Amélia Rodrigues. Salvador: LEAL, 1988. cap. 15.
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Atire a Primeira Pedra (Portal do Espírito) Sergito de Souza Cavalcanti
A tendência do homem é acusar e condenar os outros ao invés de olhar para seus próprios defeitos. É colocar-se numa atitude de superioridade e do alto de seu orgulho, apontar pecados alheios e pedir para eles a sentença da condenação. Ouve-se por aí: os outros estão errados, nós é que estamos certos.
Quem somos nós para julgar os outros? Para apedrejá-los com nossas acusações descaridosas? Deixemos à Deus o julgamento e aprendamos do próprio exemplo de Jesus a condenar o pecado e salvar o pecador.
Quando alguns fariseus e escribas repletos de ódio e despeito acusaram a mulher adúltera exigindo seu apedrejamento, o Mestre ergue-se e diz: “O que está puro entre vós atire a primeira pedra”(Jo 8:7). Com essa postura devolve a eles o julgamento da mulher adúltera. A lei de Moisés previa o apedrejamento da mulher flagrada em adultério. A indagação daqueles fariseus se deviam ou não apedrejar a adúltera era uma autêntica cilada. Se o Mestre sentenciasse: “Podem apedrejá-la”, estaria negando todos os ensinos misericordiosos de sua doutrina. No entanto, se dissesse: “Não devem matá-la”, seria imediatamente acusado perante às autoridades como desrespeitador da Leis Mosaicas, o que na época constituía-se em falta grave e verdadeira heresia. A cilada estava preparada. A trama estava bem urdida, o plano tinha requintes de astúcia e não podia falhar. Aparece, então, a sabedoria do Mestre Divino: nem manda que eles cumpram a lei e apedrejem a mulher e nem se coloca contra a lei, condenando a lapidação. Em vez dessas duas alternativas, a primeira vista inevitáveis, lança-lhes um desafio: “Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”(Jo 8:7).“E eles se foram retirando envergonhados um a um, a começar pelos mais velhos” (Jo 8:8)
Quanto mais evoluído é um espírito, tanto maior é sua capacidade de perdoar. Quando perdoamos e amamos somos envolvidos pelo amor, quando não perdoamos e odiamos, somos envolvidos pelo ódio. É uma lei imutável. Se semearmos perdão, colheremos tolerância. Reprovar infelizmente é a ação que mais praticamos. Condenar, torna-se mais fácil que ser solidário. Aceitar o erro como um possível caminho para o acerto é muito difícil, no tribunal injusto de nossa personalidade egoísta. Nossa tendência é sempre ver o erro nos outros e nunca em nós mesmos. Ao invés de acusar, deveríamos estar prontos para entender a fraqueza de nosso semelhante, pois também, nós muito erramos. Conforme o próprio Cristo afirmou: “Quem tiver sem pecado, que atire a primeira pedra” (Jo 8:7)

Paz e luz!
Laura

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