Lindo"

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Aula: Respeito às crenças e convicções alheias – desprendimento.

 Aula: Respeito às crenças e convicções alheias – desprendimento.
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 25, itens 1 a 8.
I.      Prece.
  II. Acolhida e Harmonização.  Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo, fecharem os olhos e prestar atenção na música.
2 – Relaxamento e respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em consequência, maior vitalidade.
 III. Atividades
1)    Apresentar o tema da aula
(Levar um globo terrestre)
Hoje nós vamos falar sobre uma coisa muito séria. Vocês sabiam que existem vários países no mundo? Pois é, cada um evoluiu por milênios. Antigamente não existiam os meios de comunicação – não havia rádio, jornal, internet nem televisão. As cidades e aldeias eram muito distantes umas das outras, assim, as pessoas de um lugar geralmente só conheciam os costumes e crenças da sua região. É, porque viaja também era muito complicado. Meios de transporte? Só cavalos, carroças e carruagens. Mesmo assim só os ricos os tinham, os pobres andavam mesmo a pé. Assim, tudo era muito longe e a comunicação entre pessoas de lugares diferentes era muito difícil.
(Parar para as crianças apreenderem o que foi dito. Tentar levá-las a imaginar ir até ao centro da cidade a pé, ou como seria uma viagem nessas condições, mesmo para uma cidade bem próxima, como entre nós é o caso de sair daqui de Volta Redonda e ir à Barra Mansa).
Imaginem então como era a comunicação entre os diversos povos! (Mostrar o globo terrestre e fazê-los compreender o quão distante eram os lugares e como era difícil a comunicação entre eles).
Pois bem, evoluindo tão longe uns dos outros, os costumes, culturas, interesses e crenças dos povos eram muito diferentes.
Isso ainda persiste até hoje. Assim, a maneira de se vestir, o modo como educam as crianças, o tipo de família e a crença dos diversos povos é diferente uns dos outros.
Só existe um Deus – vocês se lembram de que é Deus? (esperar as crianças responderem, ajudá-las a se lembrar da questão número 1 do Livro dos Espíritos: Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas).
Pois bem, todos nós já nascemos com a certeza da existência de Deus gravada em nós. Mas, devido à diversidade cultural, cada povo aprendeu a cultuar Deus de uma forma diferente – até mesmo dão-lhe nomes diferentes: para uns é Deus, nosso Pai, para outros, Alá, outros o chamam de Jeová, outros ainda cultuam uma infinidade de deuses e deusas, pois assim enxergam a ação de um Poder Superior em suas vidas.
Da mesma forma como nomeiam Deus por nomes diversos, diversas são as formas que encontram para manifestarem suas crenças. No fundo, isso não importa. Afinal, todos amam a Deus e é na oração que com Ele se comunicam: Observem como todos oram da mesma forma:

A – Umbandista
               
 B – Evangélico: 

C – Hinduísta:



D – Muçulmano:



E – Católico:



F – Judeu:
 G – Budista:

 O Dalai Lama, guia espiritual budista, disse uma frase muito linda:
“A melhor religião é aquela que faz de você um ser humano melhor”,
Ele quis dizer que não importa a forma, o importante é você evoluir.
Devemos amar ao próximo como a nós mesmos. Nós ficamos tristes quando alguém fala mal de nossa religião? Sim, ficamos.
Então temos que aprender a respeitar a religião e todas as crenças diferentes que as outras pessoas têm. Afinal, todos somos irmãos, e o que importa é juntos irmos caminhando para a perfeição espiritual.
Sabemos que já vivemos várias vezes. Então, em nossas vivências passadas já devemos ter feito parte de várias denominações religiosas, todas essas vivências nos amadureceram para hoje seguirmos a doutrina dos espíritos, onde aprendemos a adorar a Deus no santuário de nossos corações. Por isso não tem os rituais, nem templos. Mas temos que respeitar os rituais e templos de todas as outras religiões, pois ali, naquela atmosfera sagrada pelas vibrações de fé e amor, as pessoas se encontram com Deus. O Espiritismo nos ensina:
 “Não violenteis nenhuma consciência; não forceis ninguém a deixar a sua crença para adotar a vossa; não lanceis o anátema sobre os que não pensam como vós. Acolhei os que vos procuram e deixem em paz os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo: antigamente o céu era tomado por violência, mas hoje o será pela caridade e a doçura.” (ESE, Cap. 25, 11).

2)    Contar a seguinte história:
A Nova Turma
Giovanna mudou-se com sua família para um novo condomínio. Era uma construção nova, onde todos iriam morar pela primeira vez.
No dia da mudança Giovanna viu várias crianças vestidas de uma forma diferente brincando no playground. Ela pensou: Será que é uma festa a fantasia?
Quando, à noitinha, finalmente terminaram de organizar as coisas, comentou com sua mamãe o que havia reparado. Sua mamãe explicou:
- Não, filhinha, não era uma festa à fantasia, eram pessoas de vários lugares que vieram morar aqui, para trabalhar na Usina. Eles pertencem \a outras religiões, e se vestem como é o costume de seus países.
No dia seguinte Giovanna desceu para brincar. Conheceu Ester, uma garotinha muito bonita e educada que era sua vizinha. Passado um tempo, Giovanna convidou:
- Estou com fome, vamos comer um misto quente?
Ester olhou-a horrorizada.
- Não! Misto quente é feito de presunto.
- E daí? Perguntou Giovanna.
- Daí que presunto é de porco, e não posso comer carne de porco. Minha religião não permite.
Giovanna começou a rir. Ester saiu correndo, chorando, para sua casa.
Mais tarde Giovanna passou na frente de uma casa e sentou-se no chão de tanto rir: as pessoas levantavam as mãos, gritando alto: eram evangélicos orando. Uma senhora passou e balançou a cabeça, ao vê-la fazendo aquela cena.
No dia seguinte Giovanna conheceu Aninha. Estavam brincando juntas, mas às 17h30min horas Aninha lhe disse que tinha de ir para casa, pois estava perto da Ave-Maria. Giovanna, convidada, foi com ela, e, ao ver a mãe de Aninha preparar uma mesa com uma jarra, uma imagem de Nossa Senhora e uma vela para fazerem a prece não se conteve:
- Que bobagem, vão rezar para uma santa?
D. Imaculada, mãe de Aninha, ficou muito irritada e Aninha, entristecida, sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas.
No primeiro dia de aula, a professora pediu aos alunos que se apresentassem. Giovanna levantou-se e disse que era espírita. A turma toda a olhou de um modo esquisito, começando a cochichar. Giovanna ouvia, entre os cochichos:
- Nossa, ela pega demônio! Lá conversam com os mortos! É macumbeira, cuidado com ela!
Nisso, Aninha e Ester se levantaram;
- Parem com isso. Cada um adora a Deus como sabe – disse Ester.
- Ninguém pode julgar uma pessoa por sua religião – o importante é ser bom e justo – completou Aninha.
Giovanna abaixou a cabeça, morrendo de vergonha, e nunca mais debochou da religião de ninguém.
Laura Souza Machado

3) Explicar a história e levar as crianças a dizerem o que acham sobre o tema.

4) Preparar um painel com a imagem abaixo. Recortar os ensinamentos e o nome das religiões em cartões de cartolina. Distribuir os cartões entre os Evangelizandos, que deverão montar o painel com o ensinamento creditado a religião correta. Fazê-los perceber a riqueza do exercício, pois todas as religiões, no fundo, pregam o amor e o respeito ao próximo!

Depois de concluído ficará assim:


5) Arte:
Distribuir o desenho abaixo para as crianças colorirem:

 6) Cantar a música “Diversidade” de Lenine:


Se foi pra diferenciar
Que Deus criou a diferença
Que irá nos aproximar
Intuir o que ele pensa
Se cada ser é só um
E cada um com sua crença
Tudo é raro, nada é comum
Diversidade é a sentença

Que seria do adeus
Sem o retorno
Que seria do nu
Sem o adorno
Que seria do sim
Sem o talvez e o não
Que seria de mim
Sem a compreensão

Que a vida é repleta
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de deus
A vela no breu
A chama da diferença

A humanidade caminha
Atropelando os sinais
A história vai repetindo
Os erros que o homem tras
O mundo segue girando
Carente de amor e paz
Se cada cabeça é um mundo
Cada um é muito mais

Que seria do caos
Sem a paz
Que seria da dor
Sem o que lhe apraz
Que seria do não
Sem o talvez e o sim
Que seria de mim...
O que seria de nós

Que a vida é repleta
E o olhar do poeta
Percebe na sua presença
O toque de deus
A vela no breu
A chama da diferença



Subsídios para o Evangelizador

Tolerância e Respeito

Sérgio Biagi Gregório

SUMARIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Sobre a Tolerância: 4.1. Os Vícios e as Virtudes; 4.2. Formas Falsas e Formas Verdadeiras de Tolerância; 4.3. Tolerância é uma Virtude Difícil. 5. Sobre o Respeito: 5.1. O Respeito em Kant; 5.2. A Lei Áurea; 5.3. A Tolerância é Passiva e o Respeito Ativo. 6. Tolerância, Respeito e Espiritismo: 6.1. Lei de justiça, Amor e Caridade; 6.2. Cristo é o Ponto Chave da Tolerância; 6.3. O Respeito ao Próximo. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.
Tolerar é bom, mas respeitar é melhor. Respeitar é bom, mas amar é melhor.
1. INTRODUÇÃO
O que significa a palavra tolerância? E respeito? Tratamos o próximo da mesma forma que gostaríamos de ser tratados? Somos severos para com os outros e indulgentes para conosco ou severos para conosco e indulgentes para com os outros? Que tipo de subsídios o Espiritismo nos oferece para uma melhor interpretação do tema?
2. CONCEITO
Tolerância – do latim tolerantia, do verbo tolerare que significa suportar. É uma atitude de respeito aos pontos de vista dos outros e de compreensão para com suas eventuais fraquezas. Esta palavra está ligada a outros termos afins: paz, ecumenismo, diferença, intersubjetividade, diálogo, alteridade, não violência etc.
Respeito – do latim respectus, de reespicere que significa olhar. Sentimento de consideração àquelas pessoas ou coisas dignas de nossa veneração e gratidão, como aos pais, aos mais velhos, às coisas sagradas, aos sentimentos alheios etc.
3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Em seu sentido estrito, a tolerância é o regime de liberdade concedido pelo governo de um país, onde já se tem uma forma de religião estabelecida, de praticar qualquer outra forma de religião, ou mesmo de não seguir nenhuma.
A completa liberdade religiosa é fato recente no mundo ocidental. Antes da Reforma, a Igreja católica aplicava todo o tipo de penalidades a quem quer que se desviasse da sua ortodoxia. A Reforma (1517) deu início à tolerância, mas não de forma absoluta, pois os próprios reformadores não toleravam as teses que combatiam. Os Protestantes quiseram não só submeter indivíduos, mas nações inteiras às suas opiniões. Com isso, vimos aparecer o movimento denominado "Contra-Reforma", encetado pela Igreja católica, dando origem à "guerra das religiões", de caráter político religioso. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)
A intolerância religiosa foi, no processo histórico, a maior causadora das guerras entre nações. Nesse mister, o próprio catolicismo demorou muito a respeitar o pluralismo das diversas crenças. Foi somente no Concílio Vaticano II que deixou claro: 1.º) a tolerância religiosa não se baseia no falso princípio de que todas as religiões sejam verdadeiras, mas no princípio da liberdade de consciência; 2.º) esta não dispensa ninguém do dever fundamental de fidelidade à verdade, isto é, não significa que se pode mudar de religião como se muda de roupa, mas significa que a aceitação de uma fé é um ato soberanamente livre e espontâneo da consciência. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
O ser humano moderno não é um Robinson Crusoe, desterrado em uma ilha, cuja única atividade era a de pescar e de caçar para sua sobrevivência. O homem tem que viver em sociedade, pois já se disse que ele é um animal político e social. E quando começa a se associar, a entrar em contato com mentes que pensam de forma diferente da sua, a contradição aparece. E é justamente aí que surge o ensejo de praticar a tolerância, que nada mais é do que o respeito para com o pensamento alheio.
4. SOBRE A TOLERÂNCIA
4.1. OS VÍCIOS E AS VIRTUDES
A virtude é a potência de um ato. É a atualização do que já existe no âmago do ser. A virtude do abacateiro é produzir abacate. A virtude do santo é produzir santidade. Segundo Aristóteles, a virtude deve ficar no meio, ou seja, nem se exceder para cima e nem para baixo. O relacionamento entre vício e virtude coloca-nos frente à lei da utilidade marginal decrescente, a qual nos ensina que o excesso de uma coisa pode transformar-se no seu oposto. Assim sendo, o excesso de humildade pode transformar-se em orgulho e o excesso de orgulho pode transformar-se em humildade. Tomemos o exemplo de Paulo. Depois da perda e recuperação de sua visão, no deserto de Damasco, o orgulhoso combatente de Cristo tornou-se o seu mais humilde servidor.
4.2. FORMAS FALSAS E FORMAS VERDADEIRAS DE TOLERÂNCIA
Existem formas falsas e verdadeiras de tolerância. Um exemplo de forma falsa é a do ceticismo, aquela que aceita tudo, subestima todas as divergências doutrinais, porque parte do princípio de que é impossível aproximar-se da verdade. A verdadeira tolerância é humilde, mas convicta. Respeita as idéias e condutas dos demais, sem desprezá-las, mas também sem minimizar as diferenças, porque sabe que é a contradição que leva ao bem comum. Nesse sentido, a frase atribuída a Voltaire, "Não concordo com nada do que você diz, mas defenderei o seu direito de dizê-lo até o fim", é providencial para elucidar o respeito que devemos ter para com os nossos semelhantes, sejam de que condições forem.
4.3. TOLERÂNCIA É UMA VIRTUDE DIFÍCIL
O dilema dos limites da virtude da tolerância pode resumir-se em dois princípios: "Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti" e "Não deixes que te façam o que não farias a outrem". O comodismo que norteia os nossos passos é o grande obstáculo para o não cumprimento desta virtude. Quantas não são as vezes que dizemos sim a um convite quando, com razão, deveríamos ter dito não, por faltar-nos a coragem de dizer que aquilo não faz parte de nosso projeto de vida.
Em se tratando dos erros alheios, a dificuldade está em delimitar aceitação dos mesmos. Pergunta-se: até que ponto devemos suportar as injúrias e violências, os agravos e os desatinos de nosso próximo? Qual é o limite? Jesus ensina-nos que devemos perdoar não sete, mas sete vezes sete, isto é, indefinidamente. É para sempre? Contudo, há um limite em que a paciência deixa de ser considerada virtude. Qual é o limite? Ainda: "O hábito de tudo tolerar pode ser fonte de inúmeros erros e perigos".
5. SOBRE O RESPEITO
5.1. O RESPEITO EM KANT
Em Kant, o respeito é o único sentimento comparável com o dever moral. Não é um sentimento "patológico" que procede da sensibilidade – como todos os outros – ou seja, da parte passiva do nosso ser. Ele procede da vontade. Em sua Fundamentação da Metafísica dos Costumes, define-o como a consciência da imediata determinação da vontade pela lei, ou seja, como a apreensão subjetiva da lei. Embora tenha certas semelhanças com as inclinações naturais e o temor, distingue-se de ambos porque não resulta de uma impressão recebida, mas de um conceito de razão. (Dorozói, 1993)
5.2. A LEI ÁUREA
A lei áurea já existia antes de Jesus. Os gregos diziam: "Não façais ao próximo o que não desejeis receber dele"; os persas: "Fazei como quereis que vos faça"; os chineses: "O que não desejais para vós, não façais a outrem"; os egípcios: "Deixar passar aquele que fez aos outros o que desejava para si"; os hebreus: "O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo"; os romanos: "A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo".
Com Jesus, porém, a regra áurea solidificou-se plenamente, pois o mestre não só a ensinou como a exemplificou em plenitude de trabalho, abnegação e amor. (Xavier, 1973, cap. 41)
5.3. A TOLERÂNCIA É PASSIVA E O RESPEITO ATIVO
A palavra tolerância relaciona-se com o substantivo "respeito" e o verbo "suportar". Conseqüentemente, devemos não somente respeitar como também suportar Deus, o próximo e a nós mesmos. Suportar a nós mesmos deve vir em primeiro lugar, porque não há peso mais pesado do que o nosso próprio peso. Quantas não são as vezes que pensamos estar agradando aos outros e não percebemos o elevado grau de grosseria, hostilidade e autoritarismo que lhes causamos. Eles acabam nos aturando porque não têm outra saída. É o caso do relacionamento entre o funcionário e o seu chefe. Se não lhe obedecer, estará sujeito a perder o emprego.
A tolerância obriga-nos a respeitar a regra de ouro: "Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem". Evitar fazer mal aos outros é uma atitude meramente passiva. O respeito, ao contrário, carrega uma polaridade ativa: "Amar ao próximo como a nós mesmos". De acordo com Aristóteles, enquanto o respeito constitui uma virtude que nunca pode pecar por excesso, porque quanto mais respeito se tem mais se ama, a tolerância é o exemplo de uma virtude que se obriga ao meio termo porque, em excesso, resulta em indiferença, e, em falta, traz o sabor da intolerância. (Marques, 2001)
6. TOLERÂNCIA, RESPEITO E ESPIRITISMO
6.1. LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE
A Lei de Justiça, Amor e Caridade ajuda a compreender a tolerância. Segundo o entendimento desta lei, a justiça, que é cega e fria, deve ser complementada pelo amor e pela caridade, no sentido de o ser humano conviver pacificamente com o seu próximo. Observe alguém, sem recursos financeiros, jogado ao sofrimento, como conseqüência de atos menos felizes do passado. Há justiça divina, porque nada ocorre por acaso. Mas o amor e a caridade dos semelhantes podem mitigar a sua sede e a sua fome.
6.2. CRISTO É O PONTO CHAVE DA TOLERÂNCIA
A base da tolerância está calcada na figura de Cristo. Foi Ele que nos passou todos os ensinamentos de como amar ao próximo como a nós mesmos. Ele nos deu o exemplo, renunciando a si mesmo em favor da humanidade. Fê-lo, sem queixas e sem recriminações, aceitando sempre as determinações da vontade de Deus e não a sua. Em suas prédicas alertava-nos que deveríamos ser severos para conosco mesmos e indulgentes para com o próximo, e não o contrário.
6.3. O RESPEITO AO PRÓXIMO
Respeitar o próximo é não lhe ser indiferente. É procurar vê-lo no interior do seu ser. Diz-se que o sábio pode se colocar no lugar do ignorante, mas este não pode se colocar no lugar do sábio, porque lhe faltam condições para bem avaliar o que é sabedoria, conhecimento e evolução espiritual. Contudo, os amigos espirituais nos alertam que penetrar no âmago do próximo não é tarefa fácil. Podemos fazer algumas ilações, algumas tentativas, mas como pensar com a cabeça do outro?
Numa Casa Espírita, o respeito ao próximo deve ser praticado com cada colaborador. Respeitar aquele que escolheu se dedicar aos animais, aquele que escolheu se dedicar ao trabalho de assistência social, aquele que escolheu transmitir os ensinamentos doutrinários. Nesse mister, não há trabalho mais ou menos importante, porque todos concorrem para a divulgação dos princípios doutrinários do Espiritismo.
7. CONCLUSÃO
O Espiritismo, entendido como ciência, filosofia e religião, é o que mais subsídios nos dá para respeitar as crenças e os comportamentos do nosso próximo. Isto porque, "quanto mais o ser humano sabe, melhor compreende os comportamentos humanos, desarmando-se de idéias preconcebidas, da censura sistemática, dos prejuízos das raças, de castas, de crenças, de grupos".
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.
DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993
GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.]
MARQUES, Ramiro. O Livro das Virtudes de Sempre: Ética para Professores. Portugal: Landy, 2001.
XAVIER, F. C. Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973.
São Paulo, agosto de 2007 Retirado do site do Centro Espírita Ismael http://www.ceismael.com.br/artigo/tolerancia-e-respeito.htm 

Paz e luz!
Laura

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