Lindo"

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Aula: “A Verdadeira Propriedade.”



Aula: “A Verdadeira Propriedade.”
Turma: Jardim – Sala Joanna de Angelis
I – Acolhida e Harmonização. Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo e fazerem o seguinte exercício: com todos em silêncio, murmurar o nome de duas crianças que, sem ruído, trocam de lugar enquanto os outros permanecem imóveis. Continuar até todos trocarem de lugar.
2 – Relaxamento:
Sugerir que cada um procure sentar-se confortavelmente. Buscar o maior relaxamento. Começar pela atenção a determinadas partes do corpo: testa, olhos (de preferência cerrados), face, ombros, etc. descendo até os dedos dos pés.
Com crianças pequenas, o relaxamento, o silêncio e a concentração devem ser estimulados por meio de situações como: “fazer o silêncio para ouvir o barulhinho das águas ou o canto dos pássaros” (gravado em fita), “relaxar como um bonequinho mole, mas sentando-se com boa postura, bem quieto, com os olhos fechados e sentindo-se bem”.
3 – Respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
4 – Visualização:
O Evangelizador deverá levar uma rosa para a sala, e após a realização dos exercícios acima mostrá-la para as crianças, bem devagar, pedindo que cada uma delas sinta seu toque, seu cheiro, preste atenção a sua forma, cor e textura. Depois pedir que os Evangelizandos fechem os olhos e conduzir a visualização:
“Imagine uma rosa. Veja-a a sua frente. Como ela é bela. Sinta seu perfume – como ela é cheirosa! Agora imaginem estar segurando delicadamente a rosa, ela é macia e agradável ao toque. Você se sente muito bem tendo a beleza, a delicadeza e o perfume da rosa em suas mãos.
Agora imagine uma luz azul muito clara e bonita vinda do alto e te envolvendo todo. A luz sara tudo, te protege e te faz sentir-se muito bem. Essa luz vem de Deus. Você está feliz, pleno e em paz. Agora, abra bem devagar os olhos, voltando para a sala.
  II. Prece.
 III. Atividades
1)       Explicar aos Evangelizandos que nossa vida aqui na Terra é uma passagem, Jesus nos ensinou que devemos juntar tesouros que as traças não comam e a ferrugem não destrua, mas sim juntar tesouros espirituais, as virtudes e valores que fazem de nós seres melhores. Os tesouros na Terra são: Os bens materiais que permanecem, porque não podemos levá-los para a espiritualidade. Dar exemplos: (casa, automóvel, jóias,terras, vestuários etc. Pedir sugestões as crianças. São enfim as coisas materiais,perecíveis, sujeitas a deterioração, a serem roubadas, invejadas, e destruídas.
   Exemplo: Um tremor de terra pode destruir casas. Um incêndio pode destruir edifícios e até uma cidade. Tempestades com fortes podem derrubar casas. Enchentes destroem cidades inteiras... Assim, como disse Jesus "a ferrugem destrói e danifica. A traça, um bichinho que se alimenta de nossas coisas, tais como roupa, papéis, livros... E há ainda os ladrões que também escavam, assaltam e roubam os pertences materiais de outras pessoas. Então,  se verificarmos bem, veremos que os tesouros materiais são perecíveis, passageiros e de pouca duração.Não são tesouros realmente.Não podemos levá-los para a pátria espiritual.São danificados por diversos agentes e indiscutivelmente são falsos tesouros. Seriam então desprezíveis? Não, eles são de uso para a nossa vida material, portanto necessários. Jesus quis somente demonstrar que não são os verdadeiros tesouros. São necessários somente para nossa vida material. Então nosso Mestre e Senhor nos aconselha a amealhar, juntar, conquistar os verdadeiros tesouros.Os tesouros imperecíveis são: A BONDADE para com todos os viventes. Seja o nosso irmão do caminho, sejam as plantas, os animais, as coisas infinitamente pequenas ou as coisas infinitamente grandes como as do Céu. A HUMILDADE, a PACIÊNCIA e as CONQUISTAS INTELECTUAIS, tais como as ciências e as filosofias. Ao desencarnar o espírito leva consigo somente as conquistas espirituais. Ser religioso é importante, religião quer dizer RELIGAR. Então orar e vigiar torna-se nossa primeira necessidade. É amar a Deus e não esquecer de vigiar nossos pensamentos, para não cairmos em tentações. Como dissemos, tudo o que é material aqui permanece. Na pátria espiritual não há ladrões, não há ferrugens nem traças ou cupins. Disse Jesus: "Onde está o teu tesouro, ai está o teu coração". Se o nosso tesouro são as coisas materiais, ali estará o nosso coração e por isso sofremos, quando as vemos danificadas ou roubadas. Não devemos nos preocupar demasiado com as coisas materiais. Deus vela por seus filhos e nada lhes faltará.
    O Mestre nos ensina a observar as aves do céu, que não semeiam, não fiam, nem ajuntam em seleiros, contudo o Pai do Céu as sustenta. Veja um lindo passarinho. Faz sua casinha de gravetos secos, busca sua alimentação entre os frutos das árvores e tem a água que precisa dos riachos e da chuva. Nada mais precisa para viver e para nos alegrar, oferece o seu gorjeio maravilhoso. “Olhai os lírios do campo, como são belos. Eles não trabalham e nem fiam. No entanto, nem Salomão em sua glória se vestiu como qualquer deles. Portanto não vos inquieteis dizendo: que comeremos ou o que vestiremos, porque os gentios (ignorantes) é que procuram todas essas coisas. Buscai em primeiro lugar o REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA E TODAS ESTAS COISAS TE SERÃO ACRESCENTADAS. Não vos inquieteis com o dia de amanhã. O amanhã trará os seus cuidados. Basta ao dia o seu próprio mal...”  Propor uma dinâmica:
2)      Caça ao Tesouro
Preparar a sala anteriormente, escondendo dois baús.
O primeiro baú deve conter fotos de propriedades (mansões), carros, roupas de grife, cartões de crédito, dinheiro etc. Em suma, os bens cobiçados na Terra.
O segundo deverá ser arrumado com fotos que exprimam o amor, a caridade, a benevolência, a mansuetude, a esperança, a fé etc. Enfim, os valores que cada ser humano deve perseguir para sua melhoria.
Desenhar um mapa do tesouro, marcando a sala com as pistas contidas no mapa. Os locais onde estão os baús devem ser marcados por um x no mapa.
Entregar o mapa para os Evangelizandos. Quando eles encontrarem os baús, pedir que se sentem. O (a) Evangelizador (a) deverá abrir primeiro o baú dos “bens materiais”, mostrando as figuras para os Evangelizandos. Depois, abrir o baú dos “bens espirituais”, também mostrando as figuras.
Iniciar a explicação dizendo a importância de cada bem para o Espírito. Dialogar com as crianças até que todos concluam que os bens materiais são empréstimos,  devemos usá-los sem apego nem ganância, os bens espirituais ao o verdadeiro tesouro, pois faz com que a cada dia sejamos melhores.
3)      Contar a seguinte estória:
Era uma vez um homem muito rico, chamado Ataíde, que só pensava em acumular cada vez mais riquezas: casas, carros, até um navio! Ele vivia trabalhando, só pensava no dinheiro que tinha que ganhar, cada vez mais. Ataíde tinha uma esposa, Leonor, e dois filhos: Dagoberto e Ricardo. Sua família tinha tudo o eu o dinheiro pode dar. As crianças tinham os brinquedos mais caros: moto elétrica,  carrinhos que andavam de verdade, vídeo-games de última geração. Também tinham todas as roupas da moda, aliás, era muito difícil usarem a mesma roupa mais de uma vez.
Ataíde tinha um jardineiro chamado João. João cuidava com muito amor e carinho do jardim da mansão, mas às vezes se entristecia, pois os donos da casa nunca repararam na beleza e no perfume daquelas flores.
João acordava muito cedo para pegar o ônibus e ir ao trabalho, levava sua marmita preparada com muito amor por sua esposa, Marina. Sempre haviam legumes e verduras fresquinhos da horta que cultivavam em casa,  e um suco bem gostoso feito com as frutas do pomar.
Quando, à noitinha, João chegava em casa, embora cansado abraçava carinhosamente sua esposa Marina e seus filhos, Edvaldo e Otávio. Tomava um banho enquanto Marina terminava o jantar, sentava-se à mesa junto da família e rezava, agradecendo a Deus a dádiva de mais um dia e o alimento que tinham. Após o jantar João e Marina conversavem com os filhos, querendo saber como foi o dia, juntos conferiam as tarefas escolares dos meninos, e todas as segundas-feiras faziam  o Culto do Evangelho no Lar.
João e Marina sempre doavam uma grande quantidade dos legumes, verduras e frutas que cultivavam para os visinhos mais necessitados. As crianças levavam tudo em cestos bem arrumados. Marina confeccionava agasalhos para distribuir entre os que não os tinham, e os meninos aprenderam com João a fazer lindos brinquedos com sucata, com os quais se divertiam e presenteavam seus amigos  e as crianças mais necessitadas.
Lá na mansão a vida era bem diferente: Ataíde e Leonor tinham compromissos sociais quase todos os dias, nunca tinham tempo para os filhos e mal sabiam o que acontecia com eles.
O tempo foi passando, e um dia ocorreu o desencarne de Ataíde e João.
Ataíde espantou-se ao se ver maltrapilho e feio, e olhar para o lado e ver João vestido com uma rica túnica, enfeitado por uma luz muito poderosa que saía de dentro de seu coração. Gritou assim:
- Ora, eu sou rico, milionário, por que estou vestido como um mendigo, enquanto um simples jardineiro parece mais um rei?
Foi então que Alaor, o mentor espiritual de Ataíde, respondeu:
-Ah, meu filho, quantas vezes tentei alertá-lo. Você juntou milhões de riquezas na Terra, mas aqui elas na da valem. João, ao contrário, juntou um imenso tesouro no Céu: sua bondade, delicadeza, aplicação no bem fez dele um espírito rico em amor, caridade e luz!
Laura Souza Machado

4)      Arte:
Confeccionar um Baú de Tesouro de sucata.
Material:
Um baú de madeira ou caixa de madeira ou pote de sorvete.
Diversos materiais como: palitos de picolé, lantejoulas, moedas antigas, pedaços de bijouteria quebrada, filtro de papel usados, cola branca de rótulo azul, cola quente, betume (opcional), tinta spray dourada.
Levar a caixa previamente preparada (cobri-la com os palitos de picolé ou o  filtro de papel usado). Desenhar nas laterais, com  caneta permanente, os traços da “costura”.
Colocar sobre a  mesa os demais materais, passsar uma camada de cola generosa, com pincel, sobre a superfície da caixa e pedir aos Evangelizandos que colem todo o material de efeite, conforme acharem mais bonito. Pedir que esperem, levar a caixa para perto da janela, colocá-la do lado de fora e aplicar a tinta spray dourada em todos os lados. Fazer o mesmo com a tampa. Deixar em um canto da sala para secar. Explicar que durante o restante do ano os Evangelizandos  guardarão ali, naquele baú, todas as aulas, o tesouro espiritual que conseguiram reunir durante a semana. Quando dos Evangelizandos chegarem, na próxima semana, perguntar a cada umj o que fez para aumentar seu tesouro espiritual, identificar o valor correspondente, escrevê-lo em um coração previamente recortado em papel, colocar o nome do Evangelizando e pedir que guarde seu tesouro da semana no baú do tesouro. Ao final do ano, abrir o baú do tesouro e verificar quanta “riqueza” espiritual os Evangelizandos conseguiram juntar.
O (a) Evangelizador (a) poderá atribuir “corações” para os Evangelizandos durante as aulas, conforme demonstrem a prática de valores e virtudes.

5)      Cantar a música “Pensamento e Cor” do cd Cancioneiro Espírita

Pensamento e Cor    
Tom:  DMore
         D                                      Am
Somos o que pensamos: pensamento é criador.
                  D                          G
Maldade atrai as sombras, gerando tristeza e dor.
                                                C
Bondade sempre constante gera o belo, a cor, a luz.
                  G            D       G
Ações nobres construindo arco-íris de luz.
   C                G        D           G
Ligando a terra ao céu ao encontro de Jesus. 
 Am              D            G         Em
Com pensamentos bons vamos criar cor e luz
Am                    D                C
Desde a cor da linda rosa, o verde das águas,
     Em      D          G
Ao azul dos olhos de Jesus.

     Subsídios para o Evangelizador:
A verdadeira propriedade
A vida na Terra é eminentemente transitória.
Por longa que pareça determinada existência, seu término é uma certeza.
O plano espiritual é o ponto de partida e de chegada de todas as almas que renascem na Terra.
Elas aqui aportam trazendo projetos de trabalho e de crescimento pessoal.
A experiência terrena é como um estágio de aprendizado.
A morada natural dos Espíritos é no plano espiritual.
A ampla maioria dos homens não consegue assimilar essa verdade e os seus inevitáveis desdobramentos.
Muitos deles vivem na Terra como se nela se centrassem todas as suas aspirações.
Procuram riquezas, poder e projeção social, mesmo à custa de atos vergonhosos.
Agem como se apenas eles e suas famílias fossem importantes.
Nessa ótica, não titubeiam em semear a miséria e a desgraça nas vidas dos outros.
Enquanto cuidam de seus interesses imediatos, cobrem-se de crimes e desenvolvem numerosos vícios.
Mesmo quem não chega a extremos, raramente reflete a respeito da razão de sua existência.
 A certeza da morte deveria funcionar como um antídoto para as ilusões mundanas.
 A transitoriedade da experiência terrestre faz com que ela se assemelhe à preparação para uma grande viagem.
 Quando alguém vai a um país distante, cuida de levar na bagagem objetos que lá sejam úteis.
 De nada adianta gastar tempo e esforço para amealhar coisas que não poderão atravessar a fronteira.
 Quem assim age corre o risco de chegar sem nada ao seu destino, na qualidade de um autêntico mendigo.
Sem dúvida é necessário cuidar dos interesses terrenos.
 Não há problema algum no desfrute dos bens materiais e muito menos no trabalho que propicia o seu alcance.
 O erro reside em centrar nas coisas mundanas toda atenção, em detrimento dos próprios interesses eternos.
 Fortuna, beleza, poder, nada disso atravessa os portais da eternidade.
 É insano comprometer a própria dignidade espiritual com conquistas transitórias.
 Sempre chegará o momento de resgatar os equívocos cometidos e de reparar os estragos causados na vida do semelhante.
 Embora o dinheiro e a importância fiquem para trás, os atos indignos praticados na sua busca são levados na consciência.
 Ocorre que também os gestos nobres integram o patrimônio do Espírito em sua jornada de retorno ao lar.
 Na verdade, o homem só possui efetivamente o que pode levar deste mundo.
 Tudo o que será constrangido a deixar constitui apenas uma posse transitória.
 Assim, nada do que é de uso do corpo é permanente e real.
 Já os dons da alma são eternos: uma vez conquistados, jamais são perdidos.
 Convém, pois, tratar de desenvolver a inteligência e as qualidades morais, reveladas mediante uma vida digna.
 Elas são o único tesouro que pode ser levado na viagem de regresso ao verdadeiro lar.
 Pense nisso.
 Autor:
Redação do Momento Espírita, com base no cap. XVI, item 9 de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.
  IV. Prece Final.
Paz e Luz!
Laura

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