Lindo"

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Música Sagrada Ancestral



Música Sagrada Ancestral
Na Suméria:
Iniciaremos nosso estudo salientando que a música vem sendo utilizada desde os primórdios da humanidade para estabelecer um contato entre o humano e o divino. Através de documentos cuneiformes (escrita feita com objetos em forma de cunha) datados do século 18 ao 15 a.C e traduzidos por Gurney e Marcele Duchesne-Guillemin, descobrimos que os Sumérios tinham um teoria musical muito elaborada. Os principais instrumentos usados por eles eram: a Lira de 5, 9 e 11 cordas, uma Harpa de cordas percutidas, uma espécie de alaúde com um braço muito longo e uma Harpa um com uma coluna de apoio. Através desses documentos temos também notícia que já àquela época a música era ligada também às celebrações religiosas.


  
                     Tábua Suméria em Escrita Cuneiforme                   Lira suméria de cerca de 4.500 anos 

No Egito:
A música inundava os templos do Antigo Egito. A partir dos hieróglifos e das inscrições encontradas em túmulos e templos, sabemos que a música era marcada por uma forte religiosidade, era composta para simbolizar e venerar a ordem cósmica garantida pelos deuses. Entre a IV e a V dinastia (entre 2639 a. C e 2347 a. C), as artes eram uma autêntica via mística para o conhecimento. No Antigo Império (entre a III e a IV dinastia, de 2707 a. C e 2216 a. C.) não existia a palavra “música”. O termo utilizado e que se pronuncia hst refere-se ao canto e inseria-se por completo num contexto religioso e fúnebre.
Entre os instrumentos preferidos pelos antigos egípcios estavam as harpas, as flautas (feitas com canas e cuja técnica de corte e secagem ainda hoje é utilizada), os pandeiros, os guizos, os tambores, os címbalos e os duplos clarinetes. Mas o instrumento por excelência era a voz humana.
No Egito dos faraós, o canto e a música eram atividades de elevado nível e, por conseguinte, havia centros de ensino especializados. Era uma música feita por e para os deuses, como o Hino às Sete Hathor: 
 “Apaziguamos a tua majestade diariamente
 de modo que o teu coração se alegre ao ouvir os nossos versos”.
Havia ainda os sacerdotes cantores, aos quais era dada a função de realizarem cânticos especiais para os rituais."
Ramses II e sua esposa Nefertari participando do Festival de Opet , XVIII Dinastia – Tebas
Na Grécia:
A música entre os antigos gregos era um fenômeno de origem divina, e estava ligada à magia e à mitologia, havendo várias histórias míticas relacionadas à origem da música e suas capacidades e funções. Alguns instrumentos e modos era associados especificamente a certas divindades, como o aulos a Dionísio, e a kithara a Apolo. Além disso registros diversos indicam que a música era parte integral da percepção grega de como o seu povo teria vindo à existência e de que continuava a ser regido pelos deuses. Por exemplo, Anfião teria aprendido música com Hermes e teria construído Tebas através do poder do som; Orfeu podia tocar com tamanha doçura que até as feras quedavam absortas; Hermes teria inventado a lira, dada a Apolo em troca do gado que havia dele roubado. O próprio Apolo, depois assumindo o papel de Deus da Música e líder das Musas (das quais Euterpe tutelava a Música), é mencionado em competição com Mársias e . Assim, estando presente em alguns de seus principais mitos, a música invariavelmente era usada nos ritos religiosos, nos Jogos Olímpicos e Pítios, nas festas cívicas, nas atividades de lazer e subsidiando outras formas de arte.
A lira, um instrumento de cordas tangidas afinadas segundo as notas de um dos modos, e fixadas em um arcabouço formado com o casco de tartaruga. Era usada como acompanhamento para recitativos e canções.
A kithara, também um instrumento de cordas, mais complexo que a lira, possuindo uma caixa de ressonância. As cordas era tocadas com um plectro e podiam ser afinadas em diferentes alturas.
O aulos, usualmente duplo (Diaulos), sendo uma espécie de flauta com palheta, possivelmente produzindo uma sonoridade similar à do oboé ou clarinete.
A flauta de Pã, também conhecida como Syrinx, constituída de uma série de tubos fixos juntos, de comprimentos diferentes, através dos quais o ar era soprado pela extremidade superior.
O hidraulos, um instrumento de teclado, precursor do órgão moderno. Empregava água sob pressão para produzir som através de movimento do ar nos tubos.
Há ainda registro de muitos outros instrumentos, como a concha marinha perfurada, um tipo de trompete (Salpinx), uma flauta transversal chamada Photinx, címbalos, sistros e tambores, e diversos mais.
Entre os Celtas:
Para os celtas a música era algo de inspiração divina. Era uma manifestação do Outro Mundo, ou melhor, do Mundo dos Deuses.
As canções tinham tanta importância para os celtas que geralmente os músicos eram da classe sacerdotal druida. 
Totalmente ligada à religião dos druidas, talvez a forma artística mais ligada ao cunho religioso, a música além de promover e muito a cultura celta ela beneficiou sua mitologia, história e os historiadores. 
Na América:
A música sempre foi considerada pelos nativos americanos como um dos melhores canais
para falar das coisas que não podem ser faladas...
É a grande prece silenciosa que o homem tem usado desde a mais remota antiguidade para falar com seus ancestrais, com o mato, o fogo, o vento a chuva e seus aliados no mundo invisível, para falar sem palavras além do tempo...
A música foi sempre uma poderosa medicina para os povos nativos e não um simples entretenimento. Só se tocava música para “parar o tempo”, prerrogativa exclusiva do músico/sacerdote nos nascimentos, mortes, celebrações, danças e rituais.
Para os nativos norte-americanos, o vento é o meio, o canal usado pelos nossos ancestrais da terra, a conexão com o nosso mundo físico.

Acreditam que, cavalgando o vento, eles nos visitam, podendo assim olhar-nos e inspirar-nos com vivências e emoções que estão além do tempo e do espaço – exatamente como a música.
Todos – animais, árvores e humanos – compartilham o mesmo ar.
As vozes humanas e as flautas utilizam o vento para viajar e chegar até nós.
Como tudo na mãe Terra, o vento está vivo e se comunica.Pelo vento viajam conhecimentos, emoções, amor, preces sons e coisas que a mente não pode compreender. Há milhares de anos atrás os nossos ancestrais sorriam, amavam, dançavam, batendo tambores e cantando. Sem eletricidade, petróleo, telefone, fax ou computador, o homem se comunicava e aprendia, pois OUVIA!!!
Ficando em silêncio, podemos ouvir de novo esses tambores, esse fogo, a voz do vento e as músicas que ele leva.
Para os nativos americanos, através do som, da paz e da sensação de irmandade com o todo. O universo todo, as árvores, rios, nuvens, o brilho do olhar, o sorriso, o vento no rosto, o toque amoroso... 
Tudo isso é musica. Uma música silenciosa, que não tem dono ou partitura – e se cria sozinha o tempo todo.

- Nós somos o instrumento! – 


Essa mesma música natural e ancestral, como uma poderosa aliada da paz e irmandade, está voltando. O seu poder de cura é imenso e o homem está voltando a sentir isto.

O som que cada um de nós cria se espelha velozmente pelo mundo, e aqueles que trabalham na mesma freqüência vibratória nos respondem. Os anciões nativos que caminhavam em equilíbrio nesta terra ficaram por perto, como espíritos, inspirando-nos e mostrando novos caminhos para amar, servir, honrar a vida de novo, e agradecer o sagrado fato de estarmos aqui. 
Os anciões da tribo galáctica estão cheios de amor e orgulho por sentir que nem tudo na Terra hoje é tão triste e violento como muitos querem nos fazer crer.
Paz e Luz!
Laura


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