Lindo"

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aula: Os trabalhadores da última hora

Aula: Os trabalhadores da última hora.
Turma: Jardim – Sala Joanna de Angelis
Bibliografia: Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 20 itens 1 a 3.
I – Acolhida e Harmonização.  Duração – no máximo cinco minutos.
1 – Exercício: Colocar um cd com música bem suave. Quando as crianças entrarem na sala, pedir para se postarem em círculo, fecharem os olhos e prestar atenção na música
2 – Relaxamento e respiração:
Obtido o relaxamento muscular, cada um passa a concentrar sua atenção na respiração, inspirando naturalmente, com a boca cerrada, retendo o ar um pouco e expirando, abrindo suavemente os lábios.
Este método de respiração, utilizado diariamente possibilita uma renovação orgânica e, em conseqüência, maior vitalidade.
  II. Prece.
 III. Atividades
1)  Apresentar o tema da aula
Hoje nós vamos aprender uma parábola que Jesus contou. Vocês sabem o que é parábola? É uma história para ilustrar um ensinamento. Então vamos conhecer essa história.
2)Contar a parábola dos trabalhadores da última hora: 
Um dia Jesus disse: "O reino do céu é como o dono de uma plantação de uvas, que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Como era costume, ele combinou com eles o salário de uma moeda de prata por dia e mandou que fossem trabalhar em sua plantação.
Às nove horas, saiu outra vez, foi à praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse:
_ "Vão vocês também trabalhar na minha vinha, que é a plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo."
 Eles foram. Ao meio dia e às três da tarde fez a mesma coisa com outros trabalhadores.

Eram quase cinco horas da tarde quando o dono da plantação voltou à praça. Viu outros homens que estavam ali e perguntou:
_ "Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?"
Eles responderam:
_ "É porque ninguém nos contratou. Então ele disse: "Vão vocês também trabalhar na minha vinha”.
No fim do dia ele disse ao administrador:
_“Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contrastados por último e terminando pelos primeiros".

Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então os que foram contratados primeiro pensaram que iam receber mais, porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão dizendo:
_"Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós agüentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto o pagamento deles foi igual ao nosso!"
Aí o dono da vinha disse a um deles:
_"Escute amigo, eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem que foi contrastado por último o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?"

Jesus terminou dizendo: "Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros”.

3) Explicando...
No livro “História que Jesus Contou”, de  Clóvis Tavares, encontramos essa bela explicação da parábola que estamos estudando, onde o Evangelizador poderá retirar muitos ensinamentos para passar a seus Evangelizandos:
Esta bela história, filhinho, mostra como Deus executa Sua Perfeita Justiça.
À primeira vista, parece que os operários quei­xosos tinham razão de reclamar contra o vinhateiro, pois eles trabalharam mais tempo que os últimos, que só tiveram uma hora de serviço. Esse, filhinho, é o raciocínio humano, é idéia da justiça humana, que só considera o lado exterior das coisas. No caso da parábola, os operários não tinham direito de recla­mação, porque estavam recebendo o salário combi­nado na praça com seu patrão. Era o salário comum naquele tempo, para o trabalho de um dia. O senhor da vinha havia prometido pagar um denário e cum­priu sua palavra.
Não houve nenhuma injustiça da parte do pro­prietário da vinha. Ele quis pagar támbém um dená­rio, isto é, o salário justo, aos trabalhadores de últi­ma hora, certamente porque viu que o serviço feito por estes, nessa única hora, foi feito com boa von­tade, amor e cuidado. Ele considerou, não o tempo, mas, a qualidade do serviço feito.
Assim é a Justiça Divina, filhinho. Ela nos re­compensará, um dia, na Eternidade, pelo trabalho que fizermos em favor do Reino de Jesus na Terra. A recompensa, porém, será dada, não em consideração ao número de horas de nosso serviço, nem à quan­tidade do mesmo. Não, meu filho, Deus não olhará o lado exterior, visível, nem o volume de nossas obras. Deus nos julgará pela qualidade de nosso trabalho, pela sinceridade de nossos atos, pela nossa boa von­tade no auxílio aos outros, pelo amor, cuidado e dedi­cação com que cumprirmos nossas tarefas. Deus olha a qualidade de nosso trabalho e não as horas de nosso serviço. A Justiça Divina considera nosso co­ração e nosso caráter, e não nosso relógio e nossa balança.
       Que seu serviço, filhinho, na Vinha do Evange­lho, agora ou mais tarde, quando você crescer, seja sempre feito com boa vontade, com sinceridade, com amor. Que você não se habitue a reclamações. Que você nunca inveje o que seja dado aos outros, como fizeram os trabalhadores das primeiras horas. Res­peite o trabalho e o entusiasmo dos companheiri­nhos novos, que vão chegando para a Escola de Evangelho e começando a fazer alguma coisa para Jesus. Não sinta ciúme, se eles receberem qualquer atenção, ou provas de bondade, dos professores. A Parábola é uma grande lição contra o Espírito de reclamação, contra a mania das queixas, contra o veneno da inveja.
       Que você, filhinho, procure fazer sempre, com boa vontade e humildade, qualquer serviço, pequenino ou maior, que Jesus confia ao seu coração.”

3)     Indagar e explicar para os Evangelizandos:
a) O que vocês acharam da estória?
b) Na parábola que aprendemos hoje vimos que os homens que trabalharam mais tempo e receberam o mesmo pagamento daqueles que chegaram por último ficaram murmurando contra o dono da vinha. Vocês sabem o que é murmurar?  (dar um tempo para os Evangelizandos responderem, e, após, conduzi-los a descobrir que murmurar é a mesma coisa que resmungar, falar entre dentes, se queixar com mau humor, é falar mal da pessoa “por trás”.
c) Por que aqueles trabalhadores murmuravam? Esperar as respostas e conduzir os Evangelizadores à descoberta de que aqueles trabalhadores se  sentiam injustiçados, e, mais ainda, estavam com inveja dos homens que trabalharam menos e ganharam o mesmo salário que eles.
d) O que vocês acham é invejar? Proceder como anteriormente, deixando as crianças se pronunciarem, para logo a seguir concluir que Invejar é querer o que o outro tem, é cobiçar as coisas do outro. É ficar triste quando o outro está bem ou possui algo que a gente gostaria de ter.
e) Você já sentiu ou viu alguém se sentir como os trabalhadores da vinha?
f) Sabe, eu conheço um garotinho que se chama Paulinho. Ele tirou uma nota vermelha na escola, e quando viu que o Eduardo tirou uma nota boa ele morreu de raiva. Achou que era injusto o Eduardo tirar nota boa e ele não. Qual o sentimento que o Paulinho estava tendo naquele momento?
g) Ah, tem também uma garotinha, a Gracinha, que usa o material que ganhou da Escola, mas a Mariazinha, que estuda em sua sala, tem um caderno todo enfeitado, lápis bonito, canetinha... A Gracinha se sente triste e com muita raiva da Mariazinha, porque ela acha que a Mariazinha não é estudiosa, e assim, não merecia ter um  material tão bonito. O que vocês acham?
Devemos lutar contra esse sentimento de inveja, porque Deus nos criu para sermos perfeitos. Ele conhece o que está em nosso coração. Não devemos nos preocupar em sermos os primeiros em tudo, em termos tudo do bom e do melhor, mas em sermos bons, sermos caridosos, amorosos e levar aos outros amor, paz e alegria!
4)   Vamos encontrar o caminho no labirinto? 


5) Vamos colorir esse desenho bem bonito!

 6) Artes:
Vamos fazer juntos um painel representando uma videira? 




7) Cantar a música “Os trabalhadores da última hora”:

Grupo Bem

Pra semear nós somos livres
Mas a colheita nunca tarda
O tempo passa e não tem volta
Vamos plantar que a terra é farta.
Fomos chamados ao trabalho
Vamos a ele, vamos agora
Aproveitemos essa chance
Trabalhadores da última hora.
Jesus é luz, irmão amigo
Anunciou pra outros tempos o consolador
Temos agora em nossas mãos
Espiritismo amor.
E em Jesus temos o exemplo
De amor e paz e confiança
Aprenderemos junto a ele
Que o cristão nunca se cansa.
Músicas da CONCAFRAS-PSE Harmônicas Vol.3)

IV.    Prece Final.
     
Subsídios para o Evangelizador:
Parábola dos Trabalhadores da Vinha

 "Porque o Reino dos Céus é semelhante a uma proprietário, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E feito    com os trabalhadores o ajuste de um denário por dia, mandou-os para a sua vinha. Tendo saído cerca da hora terceira, viu estarem outros na praça desocupados,e disse-lhes: Ide também vós, para a minha vinha, e vos darei o que for justo. E eles foram. Saiu outra vez cerca da hora sexta, e da nona, e fez o mesmo. E cerca da undécima, saiu a achou outros que lá estavam e perguntou-lhes: Por que estais aqui todo o dia desocupado? Responderam-lhe: Porque ninguém nos assalariou. Disse -lhes: Ide também para a minha vinha. À tarde, disse o dono da vinha ao seu administrador. Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos e acabando pelos primeiros. Tendo chegado os que tinham sido assalariados cerca da undécima hora, receberam um denário cada um. E vindo os primeiros, pensavam que haviam de receber mais; porém, receberam igualmente um denário cada um. Ao receberem-no, murmuravam contra o proprietário, alegando: Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualaste a nós, que suportamos o peso do dia e o calor extremo! Mas o proprietário disse a um  dele: Meu amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo por um denário? Toma o que é teu e vai-te embora, pois quero dar a este último tanto como a ti. Não me é lícito fazer o que me apraz do que é meu? Acaso o teu olho é mau, porque eu sou bom? Assim os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos". (Mt XX, 1-16.)
O sentido da parábola é este:
As condições essenciais para os trabalhadores são: a constância, o desinteresse, a boa vontade e o esforço que fazem no trabalho que assumiram. Os bons trabalhadores se distinguem por estes característicos.
O mercenário trabalha pelo dinheiro; seu único fito, sua única aspiração é receber o salário. O verdadeiro operário, o artista, trabalha por amor à Arte. Assim é em todas as ramificações dos conhecimentos humanos: há os escravos do dinheiro e há o operário do progresso. Na lavoura, na indústria, com nas Artes e Ciências, destacam-se sempre o operário e o mercenário.
O materialista, a materialista, a ganância do ouro arranjaram, na época em que nos achamos, mais escravos do que a vinha arranjou mais obreiros. Por isso, grande é a seara e poucos são os trabalhadores!
Na parábola, pelo que se depreende, não se faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade, e ainda mais, da permanência do obreiro até o fim. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não merecem maior salário que os que trabalharam uma única hora, dada a qualidade do trabalho.
Os que chegaram por último, se tivessem sido chamados à hora terceira, teriam feito, sem dúvida, o quádruplo do que fizeram aqueles que a essa hora foram para o serviço. Daí a lembrança do proprietário da vinha de pagar primeiramente os que fizeram aparecer melhor o serviço e mais desinteressadamente se prestaram ao trabalho para o qual foram chamados.
Esta parábola, em parte, dirige-se muito bem aos espíritas. Quando deles por aí andam, sem estudo, sem prática, sem orientação, fazendo obra contraproducente e ao mesmo tempo abandonando seus interesses pessoais, seus deveres de família, seus deveres de sociedade!
Na seara chega-se a encontrar até os vendilhões que apregoam sua mercadoria pelos jornais como o mercado na praça pública, sempre visando bastardos interesses. Ora são médiuns mistificadores que exploram a saúde pública; ora são "gênios"capazes de abalar os céus para satisfazerem a curiosidade dos ignorantes. Enfim, são muitos os que trabalham, mas poucos os que ajuntam, edificam, tratam como devem a vinha que foi confiada à sua ação.
Há uma outra ordem de espíritas que nenhum proveito tem dado ao Espiritismo. Encerram-se entre quatro paredes, não estudam, não lêem, e passam a vida a doutrinar espíritos.
Não há dúvida de que trabalham estes obreiros, mas, pode-se comparar a sua obra com a dos que se expõem ao ridículo, ao ódio, à injúria, à calúnia, no largo campo da propaganda?
Podem-se comparar os enclausurados numa sala, fazendo trabalhos secretos e às mais das vezes improfícuos, com os que sustentam, aqui fora, renhida luta e se batem, a peito descoberto, pelo triunfo da causa que desposaram?
Finalmente, a parábola conclui com a lição sobre os olhos maus; os invejosos que cuidam mais de si próprios que da coletividade; os personalistas, os egoístas que vêem sempre mal as graças de Deus em seus semelhantes, e a querem todas para si.
Na Historia do Cristianismo realça a Parábola da Vinha com os caracteríticos dos seus obreiros. "O que era é o que é", diz o Eclesiastes; e o que se passou é o que se está passando agora com a revelação complementar do Cristo. Há os chamados pela madrugada, há os que chegaram à hora terceira, à hora sexta, à nona e à undécima. Na verdade, estamos na hora undécima e os que ouvirem o apelo e souberem trabalhar como os da hora undécima de outrora, serão os primeiros a receber o salário, porque agora como então, o pagamento começará pelos últimos.
Ai dos que clamarem contra a vontade do Senhor da vinha! Ai dos malandros, dos mercenários, dos inscientes!
Extraído do livro Parábolas e Ensinos de Jesus - Caibar Schutel

Paz e luz!
Laura





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