Lindo"

terça-feira, 19 de junho de 2012

Aula: “O Sono e os Sonhos.” - Jardim


Aula: “O Sono e os Sonhos.”
Turma: Jardim – Sala Joanna de Angelis
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
 III. Atividades
1)     Explicar aos Evangelizandos que:
Somos um espírito que habita um corpo de carne.  Quando dormimos, nosso espírito se desdobra do corpo físico, mas fica ligado a ele através de um cordão elástico chamado “cordão de prata” devido a sua cor. Assim, enquanto nosso corpo físico repousa na cama nós vamos nos encontrar com pessoas com as quais possuímos afinidade, vamos a lugares na crosta física ou na espiritualidade e podemos até aprender muito, por isso devemos sempre cuidar de nossos pensamentos e ações e também seguir a orientação de nosso Mestre Jesus: orar e vigiar. Ao nos deitarmos, um grande homem chamado Santo Agostinho nos ensinou que devemos nos lembrar de tudo o que fizermos durante o dia, sentir com nosso coração se agimos bem ou mal, arrependermo-nos sinceramente do mal que praticamos e elevar nosso pensamento a Deus pedindo para nos ajudar a corrigir aquele defeito, e ainda pedir ao nosso anjo guardião que nos proteja durante o sono.
Mostrar as seguintes figuras, enquanto explicar essa introdução:



2)    Contar a seguinte estória:
O sonho de Laurinho 
   Laurinho tinha apenas oito anos, mas era muito vivo e inteligente.
  Certo dia, na escola, ele ouviu a professora falar sobre a existência da “alma” explicando que ela é imortal e, por isso, já existia antes desta vida e continuaria existindo após a morte do corpo. Para finalizar, a professora, que era espírita, completou:
— O sono é um estado muito parecido ao da morte, porque o espírito se desprende do corpo e vai para onde quiser. A diferença é que, do sono, acordamos todas as manhãs; e, quando ocorre a morte do corpo material, o espírito não volta mais a habitar aquele corpo de carne.
     Laurinho escutou com muita atenção e ficou preocupado com as palavras da professora.         Na verdade, não entendia direito como isso poderia acontecer. Aliás, nem sabia se acreditava em “espírito”.
 — Será que temos mesmo uma alma ou espírito? — perguntou.
 — Nós não temos uma alma ou espírito, Laurinho. “Nós somos” o espírito — respondeu a professora.
 Laurinho estava surpreso. Ele nunca ouvira ninguém falar sobre esse assunto!
 Assim, voltou pensativo e cheio de dúvidas para casa, e o resto do dia não conseguiu pensar em outra coisa.
  À noite, fez uma pequena oração para Jesus, que a mãe ensinara, e deitou-se. Não demorou muito, estava dormindo.
  Algum tempo depois, Laurinho acordou. Sentiu sede e levantou-se para beber água.         Reconhecia-se mais leve, bem disposto. Ao olhar para o leito, levou um susto. Viu um outro Laurinho dormindo.
 Como poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo?!...
  Lembrou-se, então, do que a professora havia ensinado.
  — Que legal! Então, este é meu corpo espiritual e estou fora do corpo de carne!
  Achando graça da situação, saiu do quarto e caminhou pela casa. Seus pais ainda estavam acordados e Laurinho viu a mãe fazendo tricô e o pai lendo um livro em sua cadeira de balanço preferida.
   Foi até a cozinha beber água, mas não conseguiu segurar o copo, pois sua mão passava por ele sem conseguir pegá-lo.
  Viu seu gatinho Xuxu que estava ronronando num canto da cozinha e resolveu brincar com ele.         — Xuxu! Xuxu! — chamou.
   O gatinho acordou sonolento. Laurinho aproximou-se e passou as mãos no animalzinho que, eriçando os pêlos, miou e correu a esconder-se no quarto de despejo no meio de um monte de roupas, como se estivesse com medo.
  Laurinho resolveu deixar Xuxu em paz e voltar para o quarto.
  Ao passar pela sala, viu o vovô Carlos ao lado de sua mãe. O avô, sorridente, disse:
  — Cuide de sua mãe para mim, Laurinho. Diga a ela que estou muito bem.
  O menino, já com sono, voltou para o quarto e deitou-se.
  No dia seguinte, Laurinho despertou cedo para ir à escola. Trocou de roupa e foi até a cozinha onde sua mãe acabava de preparar o café.
  Sentaram-se. A senhora comentou, enquanto colocava café na xícara:
  — Que estranho! Não sei onde está o seu gatinho. Sempre que sentamos à mesa para as refeições, Xuxu se aproxima para ganhar alguma coisa. Estou acordada há horas e ele ainda não apareceu.
 Naquele momento, Laurinho lembrou-se do sonho que tivera e afirmou:
 — Eu sei onde ele está.
 Levantou-se, foi até o quarto de despejo, abriu a porta e Xuxu saiu se espreguiçando todo.         — Como você sabia que ele estava lá? — Perguntou o pai, curioso.
Laurinho contou o sonho que teve à noite, deixando os pais surpresos. Depois continuou:
— E tem mais. O vovô Carlos, que estava na sala ao seu lado, mamãe, pediu-me que cuidasse de você e que lhe dissesse que ele está muito bem.
Emocionada, a senhora, cujo pai tinha morrido há alguns meses, exclamou:
 — Mas seu avô Carlos já morreu, meu filho!
 — Pois eu o vi bem vivo, mamãe. E nem me lembrei que ele já estava morto.
Os pais de Laurinho não continham a satisfação e se abraçaram, percebendo que algo de muito grandioso ocorrera àquela noite.
Eles, que não acreditavam em nada, sentiam agora uma nova esperança em seus corações, graças ao sonho de seu filho Laurinho.
E o menino, de olhos arregalados, disse:
— E não é que minha professora tem razão? A morte não existe!...
Tia Célia
Célia Xavier Camargo
Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita 
Sugestões:
a)      A estória poderá ser contada com fantoches de varetas.
b)      O Evangelizador deverá construir um boneco do Laurinho em duas partes: imprimir a primeira em papel cartão, a segunda em uma “transparência”, ligar as duas com um cordãozinho prateado de aproximadamente 50 cm.
c)      A professora, o papai, a mamãe e o gato Xulu deverão ser construídos em papel cartão.
d)     O vovô Carlos somente em “transparência”.
Figuras para construir os fantoches (imagens retiradas da internet):
Laurinho:
Mamãe:
Papai:
Vovô:
Xulu:
3)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e da estória.
4)    Arte:
Imprimir a figura e pedir aos Evangelizandos que façam uma releitura da tela  "Bernardo no Escorrega de Estelas" criada por Sara Teixeira, através da seguinte técnica: colocar uma lixa embaixo do papel e colorir com giz de cera conseguindo assim uma linda textura. 
 Mostrar a original:
5)    Cantar a música “Pensamento e Cor” do CD Cancioneiro Espírita:

      Pensamento e cor
Letra Cifrada:
D                                      Am
Somos o que pensamos: pensamento é criador.
                  D                          G
Maldade atrai as sombras, gerando tristeza e dor.
                                                C
Bondade sempre constante gera o belo, a cor, a luz.
                  G            D       G
Ações nobres construindo arco-íris de luz.
   C                G        D           G
Ligando a terra ao céu ao encontro de Jesus.

 Am              D            G         Em
Com pensamentos bons vamos criar cor e luz
Am                    D                C
Desde a cor da linda rosa, o verde das águas,
     Em      D          G
Ao azul dos olhos de Jesus.

Subsídios para o Evangelizador:
O sono e os sonhos – LE:
400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?
“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.”
401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?
“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”
 P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Aliada a essas informações trazidas por Kardec, Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, são ricos em dados sobre o desdobramento. Durante esses momentos do sono obtemos o que procuramos durante o dia, ou seja, podemos aproveitar nossas noites em companhia dos mentores e amigos espirituais, assim como podemos nos transportar para regiões infelizes do astral inferior, onde nos localizamos por afinidade energética. Em uma ou outra ocasião colhemos os frutos de nossas ações, obtendo nessas regiões de ventura ou de sofrimento, o que procuramos.
Uma analise mais séria, nos indica que se tivéssemos o hábito de treinar o desdobramento viveríamos de forma muito mais tranquila.
Uma oração antes de dormir, com um pedido sincero de proteção, nos livraria de muitas dificuldades que nos mesmos criamos. A questão é que como pedirmos uma coisa a noite enquanto fazemos o oposto o dia inteiro ?
A nossa saída do corpo durante a noite pode ser direcionada pela ação da nossa vontade sincera, dessa forma podemos participar de aulas, cursos, tratamentos espirituais, aproveitando também nossas noites para nosso desenvolvimento espiritual.
É o nosso livre arbítrio operando novamente. Basta escolhermos o caminho mais curto.

IV. Prece Final. 
Paz e Luz!
 Laura

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