Lindo"

domingo, 18 de março de 2012

Aula Evangelização: Não Julgueis Para Não serdes Julgados


Aula: “O argueiro e a trave no olho. Não julgueis para não serdes julgados.”
Turma: 1º Ciclo – Sala Dr. Bezerra de Menezes

I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
III – Atividade Introdutória.  

Dinâmica: Caixinhas de Presentes Não julgar pelas aparências.

OBJETIVO:
Mostrar que não devemos ver apenas as aparências. A nossa tendência natural é escolher alguma coisa por ser bonita, mas nem sempre o que se mostra bonito é valioso!
Material e sua preparação: Levar 7 caixas embrulhadas com papel de presente:
04 delas devem estar embrulhadas de forma bem bonita, algumas podem ser grandes e outras podem ser pequenas.
03 caixas estarão embrulhadas de forma com jornal, amarradas com barbante (o embrulho deverá ser bastante feio).
Dentro das caixas bonitas coloque jornal amassado, pedras, pedaços de pau, revistas velhas (materiais com pouco valor).
Dentro das caixas simples coloque objetos bons, por exemplo: balas, pirulitos, bombons, pequenos brinquedos.
Coloque as caixas no centro da sala, todas misturadas.
DINÂMICA: Divida a turma em 2 equipes (azul e branca, por exemplo). Explique que cada equipe  poderá escolher uma caixa de cada vez, e o conteúdo daquelas caixas escolhidas pela equipe será dividido entre seus membros.
Peça para um Evangelizando de cada equipe ir até à frente. Os dois escolhidos devem disputar no par-ou-ímpar quem vai começar o jogo.
A equipe que ganhar deverá escolher a primeira caixa. A outra equipe a segunda, e assim sucessivamente, até não restar nenhuma caixa.  As caixas deverão ficar ao lado das equipes, fechadas.
Pergunte então aos Evangelizandos porque escolheram aquelas caixas.
 Então, peça para que cada equipe abra suas caixas mas deixe o conteúdo dentro. Aguarde a reação de cada um por mais ou menos uns 3 minutos.
Depois de aberto, peça para que cada equipe mostre o conteúdo de suas caixas para todos.
Procure interiorizar bem a situação dentro da proposta da aula, fazendo as crianças entenderem que nem sempre um pacote aparentemente feio trás dentro um presente sem valor. Explique que muitas vezes também julgamos a pessoas pela aparência, e sempre que agimos assim cometemos muitas injustiças. Pergunte se os Evangelizandos podem dar algum exemplo de uma situação assim. Ao final, explicar que o conteúdo das caixas será repartido igualmente para todos, e entregue na hora da saída.
     
IV – Contar a seguinte estória:
O cãozinho Argos
            Argos era um cãozinho muito esperto. Ele vivia em uma família muito unida e feliz: Joãozinho (seu dono), Margarida, mamãe e papai.
            Um dia Eduardo, o amigo de Joãozinho, ganhou de seu tio um lindo coelhinho branco, todo peludinho, chamado Algodãozinho. Realmente era branquinho e macio como uma bola de  algodão.
            Argos e Algodãozinho tornaram-se amigos inseparáveis, assim como Joãozinho e Eduardo e suas irmãs, Margarida e Elisa. Os quatro sempre passeavam juntos e brincavam muito no parquinho.
            Certo dia Eduardo e Elisa foram passear com seus pais. Joãozinho, Margarida e Argos estavam jogando bola na frente de sua casa. Mamãe então chamou Joãozinho e Margarida para entrarem. Após algum tempo, papai e mamãe ouviram Argos uivar, abriram a porta e viram uma cena horrível: Argos carregava Algodãozinho entre seus dentes, e Algodãozinho estava sujo de sangue!
            Mamãe deu um grito! Papai ficou horrorizado, correu para perto dos animais, pegou Algodãozinho e gritou com o Argos:
             _ Cachorro malvado! Como pôde fazer isso com seu amigo? Vou lhe dar uma surra!
            Joãozinho e Margarida chegaram correndo, choraram muito ao ver a cena, e pediam:
_ Por favor, papai, não bata nele.
            Nisso mamãe, que havia abraçado Algodãozinho, exclamou:
_ Ele não está machucado, esse sangue não é dele!
            A família se entreolhou... Percorreram o quintal e tiveram uma grata surpresa! Perto da casinha do Algodãozinho jazia uma cobra muito venenosa! Então compreenderam tudo!
Argos lutou bravamente com a cobra e salvou a vida de seu amigo! Papai ficou muito envergonhado, e disse:
_  Meus filhos amados, que esse fato nos sirva de lição. Não devemos julgar nosso próximo, nosso Amado Mestre Jesus nos ensinou: “Não julgueis para não serdes julgados”.    

V – Atividades.
   1)     Conversar sobre a estória, enfatizando o perigo dos julgamentos das atitudes do próximo.
   2)     Distribuir lápis e tiras de papel para os Evangelizandos. Dividi-los em duplas.  Pedir para cada um escrever no alto do papel o nome do seu companheiro. Na parte de cima da tira deverão colocar três defeitos do colega. Na parte de baixo, quatro qualidades..
As tiras serão entregues para o Evangelizador, que deverá pegar a primeira e, sem declinar o nome do Evangelizando, dizer o defeito e a qualidade. Os Evangelizandos tentarão identificar cada um. Mostrar ao final que nem sempre vemos nosso defeitos, mas achamos ter muitas qualidades. Vemos muitos defeitos nos outros, mas poucas qualidades.
    3)     Resolver:
Os Evangelizandos deverão decifrar a mensagem, utilizando a tabela de  conversão (imprimir uma tabela grande e colocar em cima da mesa. Entregar uma mensagem para cada Evangelizando).

Tabela:

A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
K
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
W
X
Y
Z
I
H
G
F
N
D
C
B
A
R
Q
P
O
E
M
L
K
J
Z
Y
X
W
V
U
T
S

              Mensagem:
       Com relação aos erros cometidos por nossos irmãos o que nos recomenda Jesus?


E


~I


M



R


X


P


C


X


N


A


Z



L


I


J


I



E


~I


M



Z


N


J


F


N


Z



R


X


P


C


I


F


M


Z












                Solução:


N

Ã

O


J

U

L

G

U

E

I

S


P

A

R

A


N

Ã

O


S

E

R

D

E

S



J

U

L

G

A

D

O

S












      4)     Montar os personagens da estória com pratos descartáveis:
                                                                     
Argos:

 Algodãozinho:


                          
Material Necessário:
- Pratos descartáveis
- Retalhos EVA
- Marcador Permanente
- Algodão (sugiro forrar o coelho Algodãozinho)
- Fita.


5 -  Ensinar e cantar a música “A Formiga e a Joaninha” de Sônia Palma – CD Histórias Cantadas:
       (Você encontra a música aqui:)
       https://dl-web.dropbox.com/get/A%20Formiga%20e%20a%20Joaninha.mp4?w=baade461 

Letra:
“A formiga toda apressada
Esqueceu de cumprimentar
Joaninha que na janela
Esperava o filho chegar.
O que será que ela tem?
Por que será que comigo não falou?
Não era nada, só era pressa
Mas não foi isso que Joaninha pensou.
Sempre achei que ela era esnobe
E não gosta de amizade
Joaninha tão magoada
Não consegue pensar com bondade
Mas eis que assim, tão de repente
A formiguinha deu meia-volta e assim falou:
Oh, Joaninha, como é que vai?
Não repare minha pressa é demais!
Joaninha caiu em si
Percebendo o seu engano
Com um sorriso disse à formiga:
Não reparo sou sua amiga!
Desde esse dia a Joaninha
Passou a ver os outros com bondade
Porque às vezes, o que parece
Pode não ser verdade! 

VI - Prece final.

 Subsídios para o Evangelizador:
Nossas reações
Reagimos mais do que agimos às diversas situações que nos acontecem diariamente. Nossa primeira atitude ainda é de repreensão, julgamento e crítica.
Estamos sempre julgando pessoas, coisas e situações, apontando erros e falhas, censurando, ao invés de termos um olhar benevolente e de aprendizado ao que nos acontece. Mas quanto a essa postura Jesus já havia nos alertado, vamos ver como Ele nos ensinou: (preparar um cartaz e colar no quadro)
Não julguem, a fim de não serem julgados; porque vocês serão julgados segundo julgaram os outros; e será usada com vocês a mesma medida da qual usaram para medir os outros (Mateus, cap.7:1,2)
Antes de atribuir a alguém uma falta, apontar algum erro vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. Antes de julgar alguém com severidade, procuremos ser tão indulgentes para com ele quanto o seríamos para conosco.
Por que Jesus nos ensina a não julgarmos o próximo?
Se refletirmos sobre as inúmeras faltas que cometemos ao longo da vida, e reconhecermos que erramos muito, seremos incapazes de condenar atos que talvez nós mesmos já houvéssemos praticado.
De um modo geral, somos benevolentes para com os nossos erros e muito severos para com os erros dos outros. Sempre estamos certos e os outros sempre errados.
Precipitamo-nos e nos equivocamos no julgamento do próximo, mas não julgar tem um verdadeiro sentido, que está na palavra caridade. A caridade que Jesus ensinou é Benevolência para com todos, Indulgência para com as imperfeições dos outros. Perdão das ofensas. Eis ai que nos ensinou Jesus em suas sábias
lições de humildade e de indulgência, levando-nos, de um lado, ao reconhecimento das nossas próprias faltas, e de outro, à compreensão das faltas alheias.
Jesus nos advertiu, não podemos pretender tirar o argueiro (cisco, coisa insignificante) nos olhos dos outros, se temos em nossos olhos a trave (trava, viga de madeira) que nos cega dificultando-nos a caminhada. Então, para entendermos, para sermos benevolente, indulgentes para com os erros de nossos irmãos, é preciso que, antes de tudo, nos conscientizemos dos nossos erros, das nossas imperfeições e das nossas limitações. A partir daí sim, teremos condições de compreender os erros dos outros.
A pessoa indulgente não vê os defeitos dos outros, ou se os observa, evita falar deles ou divulgá-los, a fim de que não se tornem conhecidos por outrem.
O nosso dever básico deve ser o de vigiarmos a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios. Sejamos indulgentes, rogando perdão para os nossos erros e perdoando os que erram.
O perdão é indispensável ao equilíbrio, assim como o ar é indispensável à vida.
Antes de revidarmos a palavra ofensiva, dita impensadamente, antes de aceitarmos a provocação, pensemos duas vezes.
Meimei nos fala que toda criatura precisa de perdão, como precisa de ar, porque o amor é o sustento da vida, e o bálsamo do perdão anula o veneno do ódio.
Mas, tudo isso, a indulgência, a benevolência, o perdão, requer exercício. Pelo fato de ouvirmos sobre a importância do perdão, não significa que vamos assimilar da noite para o dia.
Comecemos a relevar as pequenas indelicadezas, as pequenas ofensas para, depois, aprender a perdoar as grandes ofensas.
Pensemos muito em que Jesus nos ensinou quando disse: Fazer aos outros aquilo que nós gostaríamos o que os outros nos fizessem, pensemos também quando disse: não julgueis para não serdes julgados, pois ainda Ele nos diz que segundo julgamos seremos também julgados.


  Paz e luz!
Laura



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...