Lindo"

quarta-feira, 28 de março de 2012

Aula: Amar ao Próximo Como a Si Mesmo - 1º Ciclo










Aula: “Amar ao próximo como a si mesmo.”
Turma: 1º Ciclo – Sala Dr. Bezerra de Menezes
I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
Mostrar uma foto do globo terrestre.
Colocar uma música suave de fundo. Pedir às crianças para se sentarem, fecharem os olhinhos e relaxarem. Diga a elas para prestar atenção em cada parte do corpo que você falar:
Relaxem os pés, sintam como se eles estivessem flutuando. Relaxem as pernas, deixando-as bem relaxadas. Relaxem o tronco, relaxem os braços, relaxem a cabeça. Agora vocês estão flutuando, como se estivessem boiando na água. Agora, imaginem que estão sentados em frente a um lago muito calmo e bonito.
Agora imaginem que a Terra. Na Terra moram muitas, muitas pessoas. Imaginem seus corações pulsando de amor por todas as  pessoas. Seu coração é feito de luz, e dele saem jorros de luz cor de rosa, e envolvem todas as pessoas. Seu amor está envolvendo todas as pessoas do mundo. Como é bom dar amor!
Agora vamos mexendo os pés e as pernas bem devagar, mexam os braços, a cabeça, abram os olhos.
III. Dinâmica.
Dizer que aos Evangelizandos que vai haver uma gincana. Dividir os Evangelizandos   em duas equipes: azul e branca. Cada equipe irá ganhar uma folha de papel e uma canetinha. Os membros da equipe terão 3 minutos para conversarem entre si e escolher uma tarefa para a outra equipe cumprir. Ganhará a gincana quem cumprir melhor a tarefa proposta pela outra equipe. Explicar que a tarefa deverá ser cumprida dento da sala de aula.  
Após o tempo recolher as folhas de papel com as tarefas sugeridas. Explicar que na realidade a equipe que propôs a tarefa é que deverá cumpri-la.
Inserir o tema Amar ao Próximo como a si mesmo – se você soubesse que deveria cumprir a tarefa teria escolhido essa tarefa mesmo? É, não devemos desejar para o próximo o que não queremos para nós mesmos!
Ao final, todos serão premiados.
IV. Dramatização: Parábola do Bom Samaritano
A Evangelizadora deverá narrar (sem ler) a Parábola do Bom Samaritano do livro “Histórias que Jesus Contou” de Clóvis Tavares

A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

(Lucas, capítulo 10º, versículos 25 a 37)
       Um dia, um pobre homem descia da cidade de Jerusalém para uma outra cidade, Jericó, a trinta e três quilômetros daquela capital, no vale do Rio Jordão.
       A estrada era cheia de curvas. Nela havia mui­tos penhascos, em cujas grutas era comum se refu­giarem os salteadores de estradas, que naquele tem­po eram muitos e perigosos.
       O pobre viajante foi assaltado pelos ladrões. Os salteadores usaram de muita maldade, pois, além de roubarem tudo o que o pobre homem trazia, ainda o espancaram com muita violência, deixando-o quase morto no caminho.
       Logo depois do criminoso assalto, passou por aquele mesmo lugar um sacerdote do Templo de Sa­lomão. Esse sacerdote vinha de Jerusalém, onde pos­sivelmente terminara seus serviços religiosos, e se dirigia também para Jericô. Viu o pobre viajante caido na estrada, ferido, meio morto. Não se deteve, porém, para socorrê-lo. Não teve compaixão do pobre ferido, abandonado no chão da estrada. Apesar dos seus conhecimentos da Lei de Deus, era um homem de coração muito frio. Por isso, continuou sua viagem, descendo a montanha, indiferente aos sofri­mentos do infeliz...
       Instantes depois, passa também pelo mesmo lu­gar um levita. Os levitas eram auxiliares do culto religioso do Templo. Esse levita não procedeu melhor do que o sacerdote. Também conhecia a Lei de Deus, mas, na sua alma não havia bondade e ele fez o mesmo que o padre, seu chefe. Viu o ferido e passou de largo.
       Uma terceira pessoa passa pelo mesmo lugar. Era um samaritano, que igualmente vinha de Jeru­salém. Viu também o infeliz ferido da estrada, mas, não procedeu com: o sacerdote e o levita. O bom samaritano desceu do seu animal, aproximou-se do pobre judeu e se encheu de grande compaixão, quan­do o contemplou de perto, com as vestes rasgadas e sangrentas e o corpo ferido pelas pancadas que rece­bera.
Imediatamente, o bondoso samaritano retirou do seu saco de viagem duas pequenas vasilhas. Uma era de vinho, com ele desinfetou as feridas do pobre homem; outra, de azeite, com que lhe aliviou as do­res. Atou-lhe os ferimentos e levantou o desconhe­cido, colocando-o no seu animal. Em seguida, condu­ziu-o para uma estalagem próxima e cuidou dele co­mo carinhoso enfermeiro, durante toda a noite.
Na manhã seguinte, tendo de continuar sua viagem, chamou o dono do pequeno hotel, entregou-lhe dois denários (*) e recomendou-lhe que cuidasse bem do pobre ferido:
— Tem cuidado com o pobre homem. Se gastares alguma coisa além deste dinheiro que te deixo, eu te pagarei tudo quando voltar.
*
Jesus contou esta parábola a um doutor da lei que Lhe havia perguntado:
— Mestre, que devo fazer para possuir a Vida Eterna?
Jesus lhe respondeu que era necessário amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todas as forças e de todo o entendimento; e também amar ao próximo como a si mesmo.
O doutor da lei, apesar de sua sabedoria, pergun­tou ao Divino Mestre quem é o próximo. Então, Jesus lhe contou a Parábola do Bom Samaritano. Termina­da a história, o Senhor perguntou ao sábio judeu:
—  Qual dos três (o sacerdote, o levita ou o sa­maritano) te parece que foi o próximo do pobre ho­mem que caiu em poder dos ladrões?
—  Foi o que usou de misericórdia para com ele —respondeu o doutor.
—  Vai e faze o mesmo — disse-lhe o Divino Mestre.
*
(*) O denário era uma moeda romana, em curso na Pales­tina no tempo de Jesus.

Ou mostrar o vídeo:




V – Atividades
1)    A Evangelizadora deverá levar lençóis para caracterizar os alunos. Bom seria levar também um cavalo de pau. Na medida que for narrando a parábola, os Evangelizandos vão encenando.

2)  Explicar a estória:
  Entenderam a Parábola do Bom Samari­tano?
  O doutor da lei queria saber quem ele deveria considerar seu próximo, a fim de amar esse mesmo próximo. Mas, Jesus lhe respondeu indiretamente àpergunta, com outra questão: “Quem foi o próximo do homem ferido?” Jesus indagou do doutor da lei quem soube ter amor no coração para o desconhecido pade­cente da estrada. E o doutor, que era um judeu (os judeus odiavam os samaritanos), confessou que foi o samaritano.
  “Vai e faze o mesmo” — é a ordem eterna do Mestre. O nosso próximo é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma neces­sitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor...
  Que vocês, filhos, imitem sempre o Bom Sama­ritano. Esteja sempre pronto para socorrer quem so­fre, como o bondoso samaritano fez, sem qualquer indagação ao necessitado.
  Que vocês façam o mesmo, como Jesus pediu. Nun­ca pergunte, nunca procure saber coisa alguma da­quele que você pode e deve auxiliar. Não se interesse em saber se o pobre, se o doente, se o orfãozinho necessitado é espírita ou católico, se é judeu ou pro­testante, se é pessoa branca ou de cor. Não se interes­se em saber quais as idéias que ele professa ou a politica que ele acompanha. Não cultive no coração­zinho os odiosos preconceitos de raça, de religião ou de cor. Que você olhe apenas as feridas de quem sofre, para pensá-las. Que você enxergue somente a dor do próximo, para aliviá-la.
Imitem o Bom Samaritano. É Jesus quem pede ao seu coraçãozinho: “Vá e faça o mesmo”, sempre, em toda parte, com quem quer que seja.

3)    Ensinar a Música “Amar ao Próximo” de Clesio Tapety, CD. Letra:

Amar Ao Próximo Como A Si Mesmo Clésio Tapety
Amar ao próximo como a si mesmo
Fazer aos outros
O que gostaríamos que os outros nos fizessem

A medida de amar é amar sem medida
Olhar outra pessoa com os olhos do coração
A medida de amar é amar sem medida
Olhar outra pessoa com os olhos do coração

Qual o segredo da felicidade
Encontramos a felicidade
Quando nós tornamos um outro alguém feliz

 Vídeo:



4)    Distribuir o Liga-Pontos do Bom Samaritano para ser pintado e resolvido:


5) Jogo do Caracol
Desenhar  uma espiral no chão, separada por casas, assim:



Os alunos devem ficar no início. Cada um jogará o dado e avançará quantas casas for sorteado.
Se parar em uma casa com a interrogação - ? - deverá responder a uma pergunta relacionada com a aula.

Subsídios para o Evangelizador:
Fariseus (do hebreu, Pha rash , quer dizer divisão separação )  -         Parte da teologia judaica, era formada pela tradição.
       Entre os doutores, assunto era objeto de intermináveis discussões. Na maioria dos casos, sobre simples questões de palavras ou de forma. A seita dos fariseus teve como chefe Hilel, doutor judeu, nascido na Babilonia, fundador de uma escola célebre, onde se ensinava que a fé só se devia as Escrituras.
       Tomavam parte nas controvérsias públicas e religiosas. Observadores sérios das praticas exteriores do culto e das cerimonias, chios de zelo ardente pelo proselitismo, inimigos dos inovadores, afetavam grande severidade de princípios mas sob a aparência de meticulosa devoção ocultavam costumes dissolutos. Mito orgulho e sobre tudo excessivo afã de dominação. Para eles a religião era antes um meio de prosperar do que objetivo de fé sincera.
       Tinham apenas no exterior a ostentação da virtude . Mesmo assim exerciam grande influência sobre o povoa cujos olhos passavam por santos, rasam porque eram poderosos em Jerusalém.
       Criam na imortalidade da alma, na ressurreição dos mortos, mas apegavam-se a letra dos ensinos e Jesus que acima de tudo apreciava a simplicidade e as qualidades do coração, que preferia na Lei o espírito que vivifica à letra que mata ,dedicou-se durante a sua missão a desmascarar a hipocrisia daqueles e em conseqüência , neles teve os mais encarniçados inimigos, por isso uniram-se aos príncipes dos sacerdotes para contra ele amotinar o povo e faze-lo matar.
Sacerdote - Ministro da Bíblia, investido de autoridade. A função essencial de seu cargo era a de mediador entre Deus e os homens. As obrigações em geral eram ministrar no santuário, diante do Senhor ,ensinar o povo a guardar a Lei de Deus e tomar conhecimento da Lei Divina consultando o Urim e o Thummim.
Urim e Thummim -  Nome de um ou mais objetos pertencentes ao Santuário que o sacerdote traz no peito quando se apresentava diante do Senhor. Por meio desses objetos o sacerdote consulta a vontade de Deus em coisas difíceis. A resposta consistia em uma iluminação interna (intuição).
       Tinham eles maneiras especiais de se vestirem-se pentearem-se e viver.
Levita - São os descendentes de Levi, filho de Jacó.
       Tomavam conta do santuário . O zelo, o transporte do rico Santuário. O preparo dos materiais necessários ao culto, reclamavam serviços que excediam as forças de um homem ou de uma família
       O cuidado do Tabernáculo erra um cargo muito honroso.
       Foram escolhidos os levitas para o serviço que se relacionava com o Tabernáculo pelo motivo de que quando o povo quebrou o pacto com Deus e fabricou o bezerro de ouro, somente os levitas permaneceram fieis a sua aliança com Deus. Os levitas, distinguiam-se nas grandes solenidade vestindo-se com túnicas de linho.
       Eram portanto pessoas especiais e com cargos também especiais.
Samaritanos - Vem da Samaria que chamava-se a principio Shamron que quer dizer lugar de vigília, guardiã, sentinela.
       E parecia muito apropriada a uma cidade situada no alto de um monte. Possuía um vale muito fértil com bosques e terras boas para o plantio.
       Eram desprezados pelos Judeus pelo fato de ser uma raça misturada com Babilônicos. E árabes. Estes elementos estrangeiros, levaram consigo a sua idolatria. Levantavam imagens de seus deuses nos lugares altos de Israel combinando a idolatria com o culto de Jehovah (Deus ).
       O culto pagão crescia e os judeus sentiam repugnância em manter relações sociais e religiosas com os samaritanos. E não permitiam a adoração deles no Templo de Jerusalém.
       Eles então se insularam na Samaria e fundaram o seu próprio templo, sobre o monte Garizim e declaravam não pertencer a mesma raça. E agradavam aos estrangeiros mostrando desejo de que seu templo fosse dedicado a Júpiter. Defensor dos estrangeiros.
       Mais tarde o motivo que levou os Samaritanos a receberem o Evangelho foi a pregação
       De Felipe através dos milagres operados por ele. Outro motivo , foi Jesus admitir –lhes os mesmos privilégios de que gozavam os Judeus convertidos ao Evangelho.

Paz e luz,
Laura




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