Lindo"

segunda-feira, 19 de março de 2012

Aula Não Julgueis Para Não Serdes Julgados - Maternal


Aula: “O argueiro e a trave no olho. Não julgueis para não serdes julgados.”
Turma: Maternal – Sala Meimei

I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
III – Atividade Introdutória.  
Dinâmica: Caixinhas de Presentes Não julgar pelas aparências.
OBJETIVO:
Mostrar que não devemos ver apenas as aparências. A nossa tendência natural é escolher alguma coisa por ser bonita, mas nem sempre o que se mostra bonito é valioso!
Material e sua preparação: Levar 7 caixas embrulhadas com papel de presente:
04 delas devem estar embrulhadas de forma bem bonita, algumas podem ser grandes e outras podem ser pequenas.
03 caixas estarão embrulhadas de forma com jornal, amarradas com barbante (o embrulho deverá ser bastante feio).
Dentro das caixas bonitas coloque jornal amassado, pedras, pedaços de pau, revistas velhas (materiais com pouco valor).
Dentro das caixas simples coloque objetos bons, por exemplo: balas, pirulitos, bombons, pequenos brinquedos.
Coloque as caixas no centro da sala, todas misturadas.
DINÂMICA: Divida a turma em 2 equipes (azul e branca, por exemplo). Explique que cada equipe  poderá escolher uma caixa de cada vez, e o conteúdo daquelas caixas escolhidas pela equipe será dividido entre seus membros.
Peça para um Evangelizando de cada equipe ir até à frente. Os dois escolhidos devem disputar no par-ou-ímpar quem vai começar o jogo.
A equipe que ganhar deverá escolher a primeira caixa. A outra equipe a segunda, e assim sucessivamente, até não restar nenhuma caixa.  As caixas deverão ficar ao lado das equipes, fechadas.
Pergunte então aos Evangelizandos porque escolheram aquelas caixas.
 Então, peça para que cada equipe abra suas caixas mas deixe o conteúdo dentro. Aguarde a reação de cada um por mais ou menos uns 3 minutos.
Depois de aberto, peça para que cada equipe mostre o conteúdo de suas caixas para todos.
Procure interiorizar bem a situação dentro da proposta da aula, fazendo as crianças entenderem que nem sempre um pacote aparentemente feio trás dentro um presente sem valor. Explique que muitas vezes também julgamos a pessoas pela aparência, e sempre que agimos assim cometemos muitas injustiças. Pergunte se os Evangelizandos podem dar algum exemplo de uma situação assim. Ao final, explicar que o conteúdo das caixas será repartido igualmente para todos, e entregue na hora da saída.
     
IV – Contar a seguinte estória:
A Formiga e a Joaninha
Dona Joaninha não era uma má pessoa, mas tinha um enorme problema: para todos que olhava procurava e assim somente percebia os defeitos, reais ou imaginários. Se via alguém caminhando devegar dizia que era preguiçoso. Se via alguém caminhando rápido já pensava: aprontou alguma! E assim seguia D. Joaninha, julgando a todos pelo pior que imaginava.
Um dia D. Joaninha estava na janela e viu passar pela calçada D. Formiga. D. Formiga andava apressada, nem olhou para a casa de D.  Joaninha. D. Joaninha pensou:
- Que coisa, como é metida essa D. Formiga, não me olhou, não me desejou bom dia! Sempre a achei esquisita. Acho que não gosta de fazer amizades!
Nisso, algo fez com que D. Formiga olhasse em sua direção. Então D. Formiga disse:
_ Oh, bom dia, D. Joaninha. Estou tão apressada que nem a vi, é que a professora me ligou para falar que João Formiguinha, meu filhinho, está passando mal na escola, estou indo correndo lá para levá-lo ao médico! Me desculpe.
D. Joaninha, muito envergonhada, respondeu:
- Desculpo sim, sou sua amiga!
E aprendeu a lição. Nunca mais pensou mal de ninguém!

Sugestão: Utilizar fantoches feitos de rolinhos de papel higiênico para contar a estória:
D. Formiga:



 D. Joaninha:


V – Atividades.
     1)     Conversar sobre a estória, enfatizando o perigo dos julgamentos das atitudes do próximo.
       
      2)     Ensinar e cantar a música “A Formiga e a Joaninha” de Sônia Palma – CD Histórias Cantadas:
       (Você encontra a música aqui:)
       https://dl-web.dropbox.com/get/A%20Formiga%20e%20a%20Joaninha.mp4?w=baade461 

Letra:
“A formiga toda apressada
Esqueceu de cumprimentar
Joaninha que na janela
Esperava o filho chegar.
O que será que ela tem?
Por que será que comigo não falou?
Não era nada, só era pressa
Mas não foi isso que Joaninha pensou.
Sempre achei que ela era esnobe
E não gosta de amizade
Joaninha tão magoada
Não consegue pensar com bondade
Mas eis que assim, tão de repente
A formiguinha deu meia-volta e assim falou:
Oh, Joaninha, como é que vai?
Não repare minha pressa é demais!
Joaninha caiu em si
Percebendo o seu engano
Com um sorriso disse à formiga:
Não reparo sou sua amiga!
Desde esse dia a Joaninha
Passou a ver os outros com bondade
Porque às vezes, o que parece
Pode não ser verdade! 

    3)     Montar a Joaninha da estória com uma caixinha:


                                                                     

                             
Material Necessário:
- Caixinha reaproveitada (de suco, todynho...)
- Retalhos de papel ou EVA (já cortados para os pequeninos só montarem)
-  Fita.

VI - Prece final.

 Subsídios para o Evangelizador:
Nossas reações
Reagimos mais do que agimos às diversas situações que nos acontecem diariamente. Nossa primeira atitude ainda é de repreensão, julgamento e crítica.
Estamos sempre julgando pessoas, coisas e situações, apontando erros e falhas, censurando, ao invés de termos um olhar benevolente e de aprendizado ao que nos acontece. Mas quanto a essa postura Jesus já havia nos alertado, vamos ver como Ele nos ensinou: (preparar um cartaz e colar no quadro)
Não julguem, a fim de não serem julgados; porque vocês serão julgados segundo julgaram os outros; e será usada com vocês a mesma medida da qual usaram para medir os outros (Mateus, cap.7:1,2)
Antes de atribuir a alguém uma falta, apontar algum erro vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. Antes de julgar alguém com severidade, procuremos ser tão indulgentes para com ele quanto o seríamos para conosco.
Por que Jesus nos ensina a não julgarmos o próximo?
Se refletirmos sobre as inúmeras faltas que cometemos ao longo da vida, e reconhecermos que erramos muito, seremos incapazes de condenar atos que talvez nós mesmos já houvéssemos praticado.
De um modo geral, somos benevolentes para com os nossos erros e muito severos para com os erros dos outros. Sempre estamos certos e os outros sempre errados.
Precipitamo-nos e nos equivocamos no julgamento do próximo, mas não julgar tem um verdadeiro sentido, que está na palavra caridade. A caridade que Jesus ensinou é Benevolência para com todos, Indulgência para com as imperfeições dos outros. Perdão das ofensas. Eis ai que nos ensinou Jesus em suas sábias
lições de humildade e de indulgência, levando-nos, de um lado, ao reconhecimento das nossas próprias faltas, e de outro, à compreensão das faltas alheias.
Jesus nos advertiu, não podemos pretender tirar o argueiro (cisco, coisa insignificante) nos olhos dos outros, se temos em nossos olhos a trave (trava, viga de madeira) que nos cega dificultando-nos a caminhada. Então, para entendermos, para sermos benevolente, indulgentes para com os erros de nossos irmãos, é preciso que, antes de tudo, nos conscientizemos dos nossos erros, das nossas imperfeições e das nossas limitações. A partir daí sim, teremos condições de compreender os erros dos outros.
A pessoa indulgente não vê os defeitos dos outros, ou se os observa, evita falar deles ou divulgá-los, a fim de que não se tornem conhecidos por outrem.
O nosso dever básico deve ser o de vigiarmos a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios. Sejamos indulgentes, rogando perdão para os nossos erros e perdoando os que erram.
O perdão é indispensável ao equilíbrio, assim como o ar é indispensável à vida.
Antes de revidarmos a palavra ofensiva, dita impensadamente, antes de aceitarmos a provocação, pensemos duas vezes.
Meimei nos fala que toda criatura precisa de perdão, como precisa de ar, porque o amor é o sustento da vida, e o bálsamo do perdão anula o veneno do ódio.
Mas, tudo isso, a indulgência, a benevolência, o perdão, requer exercício. Pelo fato de ouvirmos sobre a importância do perdão, não significa que vamos assimilar da noite para o dia.
Comecemos a relevar as pequenas indelicadezas, as pequenas ofensas para, depois, aprender a perdoar as grandes ofensas.
Pensemos muito em que Jesus nos ensinou quando disse: Fazer aos outros aquilo que nós gostaríamos o que os outros nos fizessem, pensemos também quando disse: não julgueis para não serdes julgados, pois ainda Ele nos diz que segundo julgamos seremos também julgados.


  Paz e luz!
Laura




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