Lindo"

terça-feira, 1 de maio de 2012

Aula: “Infortúnios Ocultos” Maternal






Aula: “Infortúnios Ocultos.”
Turma: Maternal  – Sala Meimei

I – Acolhida e Prece.
  II – Harmonização.
 III. Atividades
1)     Explicar aos Evangelizandos que:
Quando acontece um grande desastre, como uma inundação, um terremoto, um furacão, um tsunami, graças a Deus, as pessoas do mundo inteiro se unem para ajudar as vítimas daquelas tragédias, os governos, as instituições como a Cruz Vermelha e os Médicos sem Fronteiras (explicar o que são) encaminham voluntários para aquele local. Mas acontece que a toda hora existem muitas calamidades acontecendo com as pessoas a nossa volta, que muitas vezes a gente nem sabe, outras a gente fica sabendo e não dá atenção ou nem se interessa. São pessoas que estão numa cama doentes, ou pais de família desempregados, pessoas que bebem, usam drogas, mães de família que não tem comida para dar aos filhos. E os bons espíritos nos ensinam que são esses os infortúnios discretos e ocultos, que devemos saber descobrir e ir até lá para auxiliar, sem esperar que venham pedir ajuda. E ainda mais, devemos ajudar sem ferir, respeitando nossos irmãos.
2)    Contar a seguinte estória:
A alegria de Carol
Carol era uma menininha muito feliz. Ia à escola, brincava, corria como todo o mundo. Ela tinha um cachorrinho chamado Max.
Um dia, porém, aconteceu uma coisa que deixou Carol muito triste: seu papai caiu no trabalho, machucou-se muito e ficou um tempão no Hospital. Carol chorou muito. Acontece que a cada dia Carol via sua mamãe mais nervosa e triste. Achou que era só por causa do papai estar no hospital, mas pouco a pouco reparou que as coisas foram mudando em c asa: primeiro as frutas e os doces diminuíram, depois sumiram. Mamãe um dia falou muito triste que só poderiam tomar meio copo de leite pela manhã e meio copo à tarde. Mamãe não fazia mais bolos, e o irmãozinho de Carol não tinha mais danoninho para comer. Passou mais um tempinho e mamãe falou que naquele dia só tinham um pouquinho de feijão aguado  com farinha para comer. Mamãe explicou para Carol que seu papai não estava podendo trabalhar porque estava no hospital, então não havia dinheiro para comprar comida. O pior é que estabva começando a esfriar, e como Carol e seus irmãozinhos tinham crescido ficaram sem agasalhos.
Mamãe chorava escondida, não sabia o que fazer. Um dia alguém bateu à porta. Mamãe foi atender. Era uma senhora muito distinta, acompanhada por uma menina. Ela sorriu e perguntou à mamãe se podia entrar. Vinha carregada de pacotes e a menina tinha na mão um lindo vaso de flores. A senhora contou para a mamãe que um dia seu marido também ficou muito tempo doente, e ela passou por maus pedaços. Foi quando rezou e O Papai do Céu mandou uma pessoa para ajudá-la. Assim, quando ela soube o que havia acontecido com nossa família sentiu um desejo muito grande de trazer um presente, e que se mamãe quisesse quando papai melhorasse ela podia também retribuir a gentileza ajudando alguém que estivesse com problemas. Explicou que as flores haviam sido cultivadas por sua filha Clarinha, a menininha que estava com ela. Clarinha sorriu e disse que gostaria de presentear a mamãe da Carol, e como ainda não trabalhava plantou aquelas flores para dar um pouco de alegria para ela, e também separou algumas roupas e brinquedos para nós. Naquele dia a alegria e a esperança voltaram a reinar em nossa casa, e prometemos a Papai do Céu e ao Mestre Jesus que nós também vamos sempre procurar ajudar a quem precisa.

3)    Conversar sobre o conteúdo da explicação do tema e da estória.

4)    Arte.

Vamos enfeitar a vida com flores igual Clarinha que alegrou a mamãe da  Carol na estória com as flores que plantou?

Sugiro que as crianças façam uma releitura de Flores, do pintor brasileiro  Romero Britto.
O molde deve ser copiado em cartolina e distribuído para os Evangelizandos preencherem com bolinhas de crepom coladas, com recorte e colagem ou ainda pintarem com guache ou giz de cera. Depois as telas deverão ser coladas em papel cartão de cor contrastante, deixando-se uma margem de 2,5 cm como moldura. Colar um pedacinho de barbante atrás com fita durex e pendurar as telas na sala de aula.

Molde




  
5)    Cantar a música “Antes” do Grupo AME – CD Traduções
Letra:
“Deus me faça leve, lépido como a luz
Pra que eu chegue rápido onde vai doer ainda em você
E antes da lágrima cair, antes, bem antes de você pedir
Eu já cheguei, já abracei, já enganei a sua dor”.


6)    Jogo de Tabuleiro:
Vamos ajudar Clarinha e sua mamãe a chegarem na casa da Carol?
Usar o Jogo de Tabuleiro existente.
Cada Evangelizando receberá um pino de cor diferente.
Será sorteado quem começará a jogar.
Cada Evangelizando jogará o dado que marcará quantas casas deverá avançar. Se parar em uma interrogação, deverá sortear uma ficha de pergunta. Conforme a resposta dada, avançará duas ou três casas, permanecerá no lugar ou retrocederá (a critério do Evangelizador, que deverá declinar o motivo, aproveitando para fixar mais o conteúdo da aula).
·         Frente das fichas de perguntas para serem impressas, recortadas e coladas em papel cartão:

·         Verso das fichas; perguntas escritas pelo Evangelizador.
Sugestão de perguntas:
- O que devo fazer quando vejo meu colega triste?
- Se meu amigo se machucar e não puder sair de casa para brincar o que eu faço?
- Sei que existem crianças aqui no bairro que não tem agasalho. Está fazendo frio. Meu armário está cheio de agasalhos do ano passado que não me servem mais, o que eu faço?
- Vi mamãe chorando, muito triste. O que eu faço?
- O que eu posso aprender a fazer com minhas mãos para ajudar os outros?

Subsídios para o Evangelizador:

Os Infortúnios Ocultos e as Grandes Desgraças
Dentre as muitas catástrofes que marcaram os últimos anos, duas se destacam pela sua violência. A primeira se deu no dia 11 de setembro de 2001, quando o mundo todo assistiu, estarrecido, ao atentado terrorista às torres gêmeas do World Trade Center, uma tragédia de enormes proporções, provocada integralmente pelo homem e que teve com saldo mais de dez mil mortos e uma escalada de violência sem igual desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A segunda teve causa natural. Foi no dia 26 de dezembro passado, quando ocorreu um maremoto gigantesco em conseqüência de um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, com epicentro localizado no leito do mar próximo à Ilha de Sumatra, matando mais de sessenta mil pessoas em diversos países da Ásia e na costa leste da África. Foi considerado o mais violento no planeta nos últimos 40 anos.
No Capítulo VI Parte 3a de O Livro dos Espíritos, Kardec trata da Lei de Destruição, sendo a Questão 737 particularmente importante para o nosso estudo.
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”
É evidente a aceleração causada pelas grandes catástrofes no resgate de dívidas contraídas no decurso de existências anteriores. O que interessa para nosso estudo, no entanto, é outro tipo de progresso que é acelerado pelos flagelos destruidores. Trata-se do progresso da caridade na alma dos homens.
As grandes catástrofes chocam a opinião pública, tocando fundo na consciência das pessoas, pois a mídia não as omite, antes fazendo delas suas principais manchetes por dias ou semanas. As pessoas se associam no trabalho voluntário, coletam e fornecem donativos dos mais variados, se envolvem como podem no esforço de ajudar as vítimas e reconstruir o que foi destruído. Após os grandes flagelos vê-se, sempre, grande mobilização de recursos de toda natureza. Em tais momentos, atos de heroísmo que, em outras circunstâncias, passariam despercebidos, acabam sendo divulgados aos quatro cantos do planeta, emocionando pessoas por toda parte, servindo de inspiração e exemplo para emulação.
Kardec nos chama a atenção, no entanto, para os infortúnios ocultos, as desgraças particulares que, apesar de dispersas e sem interesse para a mídia, formam, no todo, um volume de desgraças muitas vezes superior à soma de todos os grandes flagelos que a mídia tanto propaga. Ser caridoso ou heróico no atendimento a um infortúnio oculto jamais será divulgado na mídia, tornando o autor mais meritório perante Deus.
Quem é caridoso de coração encontra os infortúnios ocultos à sua volta, no lar, nas ruas, no trabalho ou onde quer que seja e, tendo-o encontrado, logo se põe a serviço, procurando minimizar o sofrimento dos infortunados. Para que possamos encontrar os infortúnios ocultos é necessário que calemos nosso ego e foquemos a atenção no próximo. O necessitado pode estar do nosso lado todo o dia e nunca o termos percebido, pois as demandas de nossas emoções descontroladas somente permitem que vejamos nossas próprias necessidades e carências.
Aprender a ser caridoso sem a pressão emocional dos grandes flagelos requer força de vontade e dedicação. E, sendo assim, não é de se estranhar que Kardec tenha ocupado a maior parte da seção em que fala dos infortúnios ocultos com um exemplo de como uma senhora praticava a caridade ao mesmo tempo em que exemplificava e explicava à sua filha como fazê-lo. A esse propósito, é bom saber que ...
Caridade se Ensina às Crianças
Sim, caridade se ensina, por palavras e, sobretudo, pelo exemplo. Como as crianças não trabalham e, desse modo, não possuem dinheiro ganho com seus próprios esforços, é uma excelente oportunidade para que mostremos a elas como podem fazer caridade sem dar esmolas. Podemos envolvê-las nas ações caritativas pedindo sua participação com trabalhos que estejam ao seu alcance, valorizando esses trabalhos e explicando o mérito dos mesmos. Podemos envolvê-las nas preces pelos necessitados. São muitas as maneiras de ensinarmos a caridade às crianças.
Levando as crianças a nos acompanhar em atividades caritativas passarmos a ter parâmetros com os quais poderemos comparar se os desejos que nos manifestam são justos e necessários. Um filho que tenha consciência da existência de outras crianças que não têm o que comer é mais facilmente convencido de que não deve falar mal da comida que lhe servem, que deve comê-la com respeito, que deve orar a Deus em agradecimento por tê-la disponível e que não deve ficar pedindo guloseimas a toda hora. Sabendo que há pessoas que não têm o que vestir, não se tornará um escravo da moda, sabendo se vestir com simplicidade. Sabendo, enfim, que muitos não têm onde morar, não têm acesso a médicos quando estão doentes nem a consolo quando se sentem perturbados emocionalmente, nossos filhos serão homens de bem quando crescerem, conscientes do quanto tiveram para crescer e se educarem e, provavelmente, saberão ajudar aos necessitados sempre que os encontrarem.
Lembrando que a caridade não é apenas material mas, também, moral, devemos constantemente, pelo exemplo, principalmente, mas também, pelas palavras, ensinar às crianças a serem tolerantes, pacientes e gentis com seus colegas e amigos, em primeiro lugar, mas também com as demais pessoas com que se relacionam ao longo do dia. Podemos ensiná-las a identificar os infortúnios ocultos de modo que saibam desde pequenos quando devem ser tolerantes, compreensivos e prestativos quando alguém com que se relacionam demonstre os sintomas de sofrimento físico ou moral.
Mais que homens de bem, se ensinarmos a nossos filhos a caridade moral, além da material, eles serão os verdadeiros cristãos de que a nossa Terra precisa para se tornar o mundo de regeneração que tanto esperamos e pelo qual tanto oramos.
Texto de Renato Costa, retirado do site:


IV. Prece Final.
Paz e luz!
Laura




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