Lindo"

domingo, 29 de abril de 2012

Teatro - Infortúnios Ocultos





Teatro - Infortúnios Ocultos

Tele-Jornal Franciscando

(Coloca-se uma música de chamada de fundo. Monta-se o cenário com uma caixa de papelão grande, cujo centro foi cortado e as bordas encapadas de preto – a TV. Dois Evangelizandos estão sentados por trás da moldura, tendo uma mesinha à sua frente com um notebook em cima ou folhas de papel arrumadas).
Apresentador – Boa tarde. Bem vindos a mais um telejornal “Franciscando”.
Apresentadora: Boa tarde. Hoje temos imenso prazer em divulgar uma notícia que vêm correndo de boca e m boca já há algum tempo. É muito bom saber que quando acontece uma grande tragédia vários governos, organizações e entidades se unem para ajudar aquelas pessoas, como nas grandes enchentes, terremotos, tsunamis.
Apresentador: É, mas nós nos esquecemos daquelas tgragédias ocultas, aquelas que ficam escondidas no dia-a-dia, que acontecem a todo o momento com gente comum, simples.
Apresentadora: Gente que não reclama, se esconde... Pois bem, chegou ao conhecimento de nosso programa que há uma pessoa que realmente se preocupa com esses desafortunados.
Apresentador: E faz isso cumprindo rigorosamente os ensinamentos de Jesus,  vamos assistir a reportagem  feita por nossos repórteres – boa tarde, Jeferson.
Jeferson - Boa tarde, Clodoaldo. Boa tarde, Camila. Boa tarde a você, telespectador. Estou aqui com a Dona Rosália. Boa tarde, Dona
Dona Rosália: Boa tarde.
Jeferson: - A Dona Poderia contar para nossos amigos onde vive?
Dona Rosália: - Moro em um barraco lá no morro.
Jeferson: - E a senhora conhece a dama que recebeu o apelido de Irma dos Pobres?
Dona Rosália: - Bem, meu marido não tem carteira assinada, faz bico prá gente sobreviver. Há dois meses ele caiu da laje em uma obra e ficou internado no Hospital do Retiro até a semana passada.
Jeferson: - Se ele vive de bico, então ficou esse tempo sem trabalhar e não tem INSS, não é?
Dona Rosália: - É isso mesmo. O senhor sabe, eu lavo umas roupas para fora, mas não posso fazer mais que isso, porque tenho 5 filhos pequenos, uma escadinha.
Jeferson: - E como a senhora se ajeitou com as crianças?
Dona Rosália: Foi aí que conheci aquele anjo. Três dias depois do Zé estar no Hospital ela bateu na minha porta. Era uma senhora distinta, mas não vestia roupas extravagantes como muitas. Vinha acompanhada de ma menina também vestida com  modéstia, trazia em uma mão carrinho grande e na outra um ramalhete de flores.
Jeferson: Como ela ficou sabendo da senhora?
Dra. Rosália – Não sei, só sei que ela me disse que era uma amiga, e me pediu para entrar, não é, Romualdo?
Romualdo _ É sim, mamãe. Ela se sentou no sofá, sorriu para nós, pegou Betinho no colo.
DONA Rosália: Ela me disse que ficou sabendo do acidente do Zé, e sentia muito. Disse que já passara por situações difíceis, e sabia como era difícil para quem não está acostumado a precisar dos outros. Falou que gostaria de ser minha amiga, e se eu não me importasse gostaria de me visitar para conversarmos, fazermos uma prece.  Disse que ficaria muito feliz se eu aceitasse um pequeno presente.
Jeferson: Um presente?
DONA Rosália: É, ela tinha levado dentro do carrinho mantimentos, leite, umas frutas e até uns doces pras crianças, além de agasalhos e meias. Ela falou, sorrindo, que gostava de presentear os amigos, e quando o Zé melhorasse eu poderia aprender a fazer agasalhos e meia de tricô para presentear outros amigos na mesma situação. Chamou isso de Corrente do Bem, como um filme que passou na televisão.
- Jeferson: E como é o nome dela?
- DONA Rosália: É Maria. A única coisa que sei, Maria como a Mãe de Jesus.
- Jeferson: A senhora sabe onde ela mora?
- DONA Rosália – Não. Sei que ela mora onde precisam dela aqui no morro, isso é o que nos importa.
- Jeferson: - Obrigada, DONA Rosária.
- DONA Rosária: por nada.
Jeferson: - Vamos agora para a redação.
- Camila – Pois é, a misteriosa Maria além de ajudar a família compareceu ao Hospital para acalmar o Sr. José, dizendo-lhe que nada lhe faltaria.
- Clodoaldo: E não é só isso, lá no morro são muitas as famílias assistidas por ela, que entretanto prefere manter o anonimato.
- Camila – É, Clodoaldo, foi assim que o Mestre Jesus nos ensinou. Tenham uma boa tarde.

Paz e luz!
Laura


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